Uma curiosidade, no período das avaliações mais positivas, FHC 1 é o único em que a positiva empata com a regular e ele foi reeleito no primeiro turno.
Uma curiosidade, no período das avaliações mais positivas, FHC 1 é o único em que a positiva empata com a regular e ele foi reeleito no primeiro turno.
Essa inversão das curvas a partir da linha tracejada, com a positiva caindo abaixo da negativa nos obrigará a repensar nossos parâmetros de predição, pois, não se trata da característica de um governo apenas.
Dos cinco presidentes, o único que não se reelegeu foi Bolsonaro e ele tem a maior avaliação negativa e a menor positiva. Lula 3 é pior avaliado que FHC, Lula 1 e Dilma, mas, ainda está melhor que Bolsonaro, fora da margem de erro.
Em Bolsonaro isso se inverte e em Lula 3 as posições críticas ficam 1/3 acima da avaliação positiva. Uma consequência é que a avaliação regular perdeu relevância. Desde Bolsonaro há menos avaliações regulares do que na média dos presidentes
anteriores.
A segunda, e mais importante, é que ao que parece o governo Bolsonaro
deixou um efeito de longo prazo, que ultrapassou o período dele, que foi a predominância da avaliação negativa sobre a positiva. Se olhar os três anteriores, o negativo girava em torno de metade do positivo.
Daí podemos derivar duas coisas: comparações entre o governo atual com os anteriores a Bolsonaro fazem pouco sentido, em especial se o
objetivo por predizer resultado eleitoral de outubro.
Essas diferenças são maiores do que qualquer comparação direta entre dois presidentes. Por exemplo, Lula 1 é mais diferente de Lula 3 do que que FHC 1 e Dilma 1, por exemplo. É como se Lula 3 fosse outra persona.
Se olharmos para as diferenças percentuais entre os dois lados a linha tracejada. A queda da avaliação positiva foi de 9 pontos percentuais nos dois últimos em comparação com os três primeiros. E a diferença da avaliação negativa foi de 12 pontos percentuais a mais.
Positivo variando de 38% a 41%, regular de 39% a 28% (maior variação para baixo em Lula 1) e negativa entre 21% e 23%. Nos dois últimos mantém-se padrões, mas, invertidos. Positivo entre25% e 32%, regular de 26% a 28% e negativo entre 46% e 40%.
De saída, no gráfico, quero destacar dois padrões: antes e depois de Bolsonaro. Linha tracejada vertical. Perceba que nos três primeiros presidentes, as colunas das avaliações ficam próximas entre entre eles. Depois há uma inversão na direção das curvas vermelha e azul.
Com a pesquisa Datafolha de março, publicada no fim de semana, é possível comparar as avaliações de governo de todos os presidentes que concorreram à reeleição, olhando para os resultados dos meses de março dos anos eleitorais, seis meses antes do ápice da campanha eleitoral.
Nem sempre ser néscio é o pior. Ruim mesmo é se achar esperto e ser enganado, continuamente, por um néscio desprezível, preso e idoso. O preconceito e a fé ideológica cegam. Como se diz lá no norte do Paraná, esse pessoal da Faria Lima não vale três caroços de butiás. Fizeram por merecer.
Por mais paradoxal que pareça, o néscio deu xeque-mate na Faria Lima e em pastores militantes ao mesmo tempo. Podem reclamar agora, más, daqui alguns meses estarão apoiando a decisão do néscio por falta de alternativa. O que essa lição nos ensina?
Mais uma vez o néscio passou a rasteira na Faria Lima, que, apesar de todas as derrotas, continua lambendo as botas do simplório. O filho do néscio, agora, inviabiliza eleitoralmente qualquer alternativa de oposição institucionalizada, o que obriga a Faria Lima a aceitá-lo.
Ainda assim, passaram 2024 e 2025 esperando que o néscio finalmente indicasse um menos estúpido para 2026. E o néscio foi 'cozinhando'. Quando não havia outra alternativa, o néscio anunciou que o candidato não será um simplório equilibrado. Será um de seus simplórios filhos.
Um que não fosse tão estúpido, ainda que indicado pelo néscio. A estupidez da Faria Lima é acreditar que do ninho de um néscio surgirá algo diferente dele. Outra derrota da Faria Lima.
Perdeu a eleição e depois descobriu que ajudou a desestabilizar o País e, por consequência, a economia. A Faria Lima perdeu mais duas vezes, em 2022 e 2023. Chega 2024 e a Faria Lima começa a dizer que haverá uma indicação do néscio para um moderado.
Foi a segunda vez que a Faria Lima foi enganada pelo néscio. Mas não a última. Na eleição de 2022, apesar de tudo, a Faria Lima voltou a apoiar o néscio. Acreditando que ele mudaria. Perdeu duas vezes.
Resultado, um governo ao avesso do pretendido pela Faria Lima. Descontrole de gastos, aumento da dívida, calote no pagamento de precatórios, reajustes eleitoreiros em gastos sociais em busca de votos.
O tolo nomeou um representante da Faria Lima para a economia que era mas ambicioso do que liberal. A ambição pessoal impediu que os interesses da Faria Lima fossem atendidos plenamente. Aquele néscio sabe reconhecer um ambicioso de longe e tirou proveito disso.
Em 2018 a Faria Lima (junto com tucanos cansados de perder eleição) sabiam que Jair era um néscio e, por isso mesmo, acreditavam que podiam controlar o ignorante com facilidade. Foram enganados por ele pela primeira vez.
O que é pior que um néscio? E ser enganado continuamente por ele. O enganado pelo néscio é prova viva de que a insensatez não tem limites. No post de hoje, néscio é Jair - como você já deve ter percebido. E o sujeito enganado pelo néscio é a figura identificada com a Faria Lima.
Durante aquela campanha um escândalo abateu Beto Richa em pleno voo. Ratinho Jr. elegeu-se governador e nunca mais se ouviu falar de tucanos no palácio Iguaçu. Ele sabe como é, ainda que não existam escândalos envolvendo seu governo, tanto Curi quanto Greca têm independência política de Ratinho Jr.
Daí a pergunta: por que não apoiar Alexandre Curi ou Rafael Greca? A resposta está no passado, não no futuro. Ratinho Jr. elegeu-se governador em 2018 por estar no grupo político de Beto Richa, então governador. Ratinho Jr. não era originário dos tucanos e não se via comprometido com eles.
Com Flávio, ou outro Bolsonaro, com ou sem Tarcísio, Ratinho disputaria a 3ªa ou 4ª posição, ombro a ombro com uma candidatura do nanico partido Novo. Para ele, do PSD, maior partido do centrão, isso seria uma derrota que, mesmo se quisesse sair da política, seria um preço muito alto a pagar.
A chance de Ratinho Jr. ser candidato a presidente seria se a decisão dele fosse por sair da política. Disputar uma eleição presidencial, ir ao segundo turno e perder para o candidato à reeleição não seria uma derrota. E poderia ser em um cenário sem um Bolsonaro e sem Tarcísio. Não acontecerá.
Até dois anos atrás, com as altas taxas de aprovação do governo, Ratinho Jr. acreditava que levaria todas as vagas majoritárias de 2026. Agora, faltando 60 dias para desincompatibilização, a aprovação continua alta, mas as articulações políticas não acompanharam.