Para fechar a colheita de 2024
Para fechar a colheita de 2024
José Luís Garcia, Rita Luís e Pilar del Río sentados na Praça Roxa Feira do Livro de Lisboa durante a apresentação do livro "A Revolução a que de Pode Ir de Carro"
Público a assistir à apresentação do livro "A Revolução a que de Pode Ir de Carro".
📕 Há uma semana, a apresentação do livro de @ritaluis.bsky.social na Feira do Livro de Lisboa foi assim — com José Luís Garcia e Pilar del Río.
Encontram o livro em www.ics.ulisboa.pt/livros/revol...
#50Anos25Abril
📷 Elisa Lopes da Silva
Hoje estarei na feira do livro.
Eu não oiço, mas vocês podem.
Obrigada, Santi! (Parabéns para ti também, bela tradução!)
Falei com el trapezio sobre o livro A revolução a que pode ir de carro, que será apresentado na feira do livro de Lisboa no próximo dia 9.
eltrapezio.eu/es/portugues...
🎧 "As Origens Intelectuais da Revolução" (BNP / @jornalexpresso.bsky.social) termina com um episódio dedicado ao jornalismo e ensaísmo português, nomeadamente com obras apreendidas pela censura. @ritaluis.bsky.social e Ricardo Noronha participaram nesta sessão.
👉 expresso.pt/podcasts/as-...
Esta quarta, na rua mais bonita da cidade.
Great first day at #COHEcrea2025. You see necks, we heard some of the people responsible for the www.
When the censor is not the censor. Variety shows' censorship on Portuguese television during Salazar's dictatorship (1957-1968), publicado recentemente na Historical Journal of Film, Radio and Television. www.tandfonline.com/doi/full/10....
E foi a partir deste incidente, em que se combina a inovação tecnológica - o videotape tinha acabado de chegar à RTP em 1964 - e uma distribuição alargada do poder censório, que o José Ricardo Carvalheiro e eu nos entusiasmamos a escrever:
A RTP acabou por abrir um processo de difamação, do qual Francisco José se deu como culpado em 1966; mas o modo de produção televisivo dos programas musicais e de variedades alterou-se a partir deste incidente, passando a ser proibida a emissão em directo.
Humberto Mello Pereira, assistente de produção responsável pelo contacto com Francisco José, negou ter estado presente em estúdio, mas propôs uma solução para problemas deste género: “só a apresentação em videotape dos programas directos, é que poderá evitar a repetição do que se passou no dia 21.”
No dia seguinte, o caso chega aos jornais e a partir daí tomará outras proporções, acabando por se tornar num caso político de contestação à censura do regime. O Comissário do governo na RTP quis apurar responsabilidades e abriu-se um inquérito interno.
A reacção popular foi imediata: telegramas de apoio a Francisco José são recebidos na RTP, uma multidão congrega-se no restaurante Chicote, onde Francisco José actuava nesses dias.
um corte mais indolente do que deveria ter sido dada a inexperiência dos regentes, segundo o relatório da PIDE do dia seguinte, diz-nos Gonçalo Pereira Rosa num artigo de 2021 publicado pelo @expresso-rss.bsky.social.
pela RTP a artistas nacionais e estrangeiros, acusando a televisão de discriminação para com os primeiros. Imperturbado pelos sinais da produção, Francisco José continua a falar até a emissão ser cortada,
21 de julho de 1964: pelas onze da noite começava o programa de variedades TV Clube, onde actuava Francisco José, cantor português radicado no Brasil. Nos minutos finais da sua actuação, Francisco José dirigiu-se aos telespectadores, anunciando-lhes a disparidade de cachets pagos
e os sintomas de mudança social, alargando ou reformulando o conjunto de textos que as convocam. Quais foram, se é que existiram, as origens intelectuais da revolução no campo do jornalismo?
Mais do que uma discussão sobre os méritos ou desméritos de cada um dos títulos seleccionados, propomos uma discussão integrada sobre questões como a censura, a guerra colonial, a emigração, a estrutura económica do regime - nomeadamente a sua concentração industrial -
(será que as fotografias que contém e o facto do autor ser uma figura televisa ajudam a explicar este fenómeno?), onde, a par de uma visão do regime sobre a guerra, se vislumbram detalhes sobre o funcionamento da censura ou o falhanço de parte do projecto colonial português.
Mas será que este tipo de obras nos pode oferecer uma contra-narrativa? Propomos iniciar este debate a partir de Angola, os dias do Desespero (1961), de Horácio Caio; livro que chegou às 12 edições em menos de dois meses
Um elefante na sala, com o qual se convivia mediante um perpétuo monólogo dominado pelo regime. Jornalistas houve que, muitas vezes às expensas das forças armadas, se entregaram a essa tarefa, oferecendo o seu contributo para o monólogo prevalecente.
Mas será possível encetar sequer esta discussão sem mencionar a guerra colonial? No rescaldo de mais um 10 de Junho, Raúl Rêgo identificava, no seu Diário Político, a guerra colonial como o problema principal do regime.
Esta exclusão foi uma escolha consciente, suscitada por uma questão que nos colocamos à partida: até onde podemos procurar as ditas origens?
Duas questões saltam imediatamente à vista: uma certa sub-representação feminina, justificável pelas condições de acesso à profissão durante o Estado Novo, e a ausência de Mulheres do meu país (1948-1950) de Maria Lamas, que seguramente tutelará a discussão.
inalmente, escolhemos igualmente livros que tiveram como formato inicial peças publicadas em jornais, adquirindo posteriormente este formato, caso de França: a emigração dolorosa (1965), de Nuno Rocha, e Revolução, meu amor (1970), de Maria Antónia Palla.
Outros ainda foram preteridos pela editora original, que temia a apreensão da edição, como foi o caso de A Censura e as leis de Imprensa (1973), de Alberto Arons de Carvalho, que acabou por ser publicado pela Seara Nova.
ou Portugal sem Salazar (1973), no qual Mário Mesquita divulga as visões políticas de exilados como Manuel de Lucena, José Medeiros Ferreira ou António Barreto.
Não podemos esquecer aqueles cuja apreensão manifesta claramente o desconforto que provocaram, como o álbum Raízes da nossa força (1973), de Helena Neves e Alfredo Cunha,