Propagadora de informações, arauto de verdades incômodas, a boca sempre foi perigosa. Ghirotti, vilão de “O agente secreto”, sabia disso.
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Propagadora de informações, arauto de verdades incômodas, a boca sempre foi perigosa. Ghirotti, vilão de “O agente secreto”, sabia disso.
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A aposta otimista é que o caso sirva ao menos de freada na volúpia com que certas categorias avançam sobre a riqueza da nação. A moderação de seu apetite já seria um passo dado pela sociedade no sentido de uma cultura de serviço público a serviço do público.
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Você pronuncia "recórde"? Direito seu. Aqui em casa, como parece ser o caso na maioria das casas brasileiras, sempre foi "récorde". Depois de muito relutar, nossos melhores dicionários registram hoje essa forma. Bom pra eles, mas isso é secundário. A língua brasileira já a tinha adotado faz tempo.
Quando se exigir alguma medida de autoria, pensamento original ou responsabilidade testemunhal, é improvável que o jornalismo abra mão do texto produzido artesanalmente. Seria perder de 7 a 1 com sete gols contra.
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Ao afirmar que "embarcar num barco" é uma frase que chove no molhado, pois bastaria dizer "embarcar" e tudo estaria dito, o caçador de redundâncias comete o mesmo erro de quem sustenta que o beijo grego, na Grécia, é beijo só.
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Não tenho os medos do Paul, o que me assusta é um pesadelo linguístico: ser rebaixado a diminutivo pela brava turma da enfermagem brasileira, viciada em tratar o pessoal de 64 como se tivesse 60 a menos: “Dá o bracinho, fofinho. É só uma picadinha”. Isso não, por favor! O resto, pode mandar vir.
Bom encontrá-la também, Sonia. Seja bem-vinda.
Bruce brabo e fiel ao lema de Woody Guthrie: “This machine kills fascists”. Fiquei com um pouco de inveja pensando na relativa timidez da arte brasileira entre 2019 e 2022, quando os fachos nadavam de braçada por aqui. open.spotify.com/track/6AtgHx...
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O barata-voa começa quando se busca a origem. Embora uma tese sóbria derive ianque simplesmente do holandês “Janke” (Joãozinho), o Merriam-Webster etimológico enumera uma série de teorias descabeladas e considera o caso aberto. Do cherokee ao persa (!), ‘ianque’ é uma palavra cercada de lendas.
Um dia, entediada, a humanidade teve uma ideia: entregar a informação pública para "influenciadores", a arte e o pensamento crítico para a IA, a intimidade de todo mundo para alguns bilionários e a geopolítica para o Trump. Vai ser tão divertido, pensou, sem saber que era seu último pensamento.
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“O importante é jamais perder o foco em resultados! O fim do mundo possui múltiplas camadas, e só na última é que tudo acaba, quer dizer, finaliza mesmo. Até lá, apesar de todo o marketing, é inútil esperar que o fim do mundo entregue apocalipse.” — CEO do Juízo Final
😂
Este momento da humanidade não é sobre quem estará ficando bilionário, e sim sobre quem estará tendo a capacidade de, com visão sistêmica, proativa e intraempreendedora, pensar fora da caixa de Pandora.
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Seria burrice, se não fosse desonestidade, reclamar que "O agente secreto" tematiza a ditadura. As escolhas políticas desses queixosos ("ninguém aguenta mais!") abriram caminho ao golpe de Bolsonaro, provando que a superação do tema está muito distante. Ainda virão muitos filmes, livros, peças etc.
Trump é tão Nobel da Paz quanto Bigode, ladrão da Jules Rimet, era tricampeão do mundo.
A pessoa que diz que a IA é "só mais uma ferramenta", como um dia foram a prensa de Gutemberg e o processador de texto, já abriu mão de pensar – o que, aliás, estava nos planos das big techs desde o início.
IA consome toneladas de água por minuto.
IA rouba conteúdo de artistas.
IA é a maior ferramenta da extrema-direita com o aparato das Big Techs.
Não é possível que estejamos em 2026 e ainda tenha gente de esquerda que não saiba disso.
Por uma coincidência linguística, o "escândalo do Master" parece ser também nosso escândalo máster – o maior de todos, o imbatível.
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Vem aí uma Copa do Mundo realmente inesquecível.
Sou do tempo em que as redes sociais eram um lugar importante para "divulgar o seu trabalho". Era difícil imaginar àquela altura que ela pudesse virar o próprio trabalho, relegando tudo o que existe do lado de fora a mero pretexto.
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O que está acontecendo nos Estados Unidos se parece muito com o roteiro de uma comédia distópica satírica dos anos 1990, escrita por Alan Moore e dirigida por Tim Burton, chamada "It’s the End of the World", que teria Trump no elenco. Que esse filme só exista na ficção é parte de seu fascínio.
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A humanidade não tem como resistir a esse encontro nem como sair viva dele. Odisseu só consegue porque manda que a tripulação o amarre ao mastro e tapa os ouvidos de todos com cera. Vamos precisar de muita corda e muita cera em 2026: que sobrem suficientes de nós para tocar o barco rumo a Ítaca.
Fiz não.
Quando foi que as listas de destaques culturais do ano (livros, filmes etc.), com votos consolidados de um júri e bancadas pelos veículos, deram lugar a listas de indicações individuais de alguns convidados? Que as redes sociais vivam de pulverização parece inevitável; mas tudo precisa ir atrás?