🥾 🌳 Caminhamos polo Courel e aprendimos a escuitar a terra que ainda guarda as marcas do fogo, a escuitar o silêncio das aldeias que resistem ao abandono e a escuitar a vida que insiste em voltar: nas árvores, na água, na fauna, nos caminhos.
Desconheço onde estaria. Nem o protagonista sabe onde está. Atreveria-me a dizer que a escritora também o desconhece.
Livro de referência de snobs modernos. É uma sucessão de frases inconexas. Levo 1/3 lido e cada dia tenho mais claro que está escrito por uma das primeiras versões beta do ChatGPT.
Cuchillo ou coitelo?
Agradecidas a todas as pessoas que caminhastes ontem connosco no Courel. Polo ambiente, polo respeito e pola aprendizagem partilhada.
Defender o território tamém é isto: estar, aprender e criar comunidade.
Bota-te ao monte! ✊🏽🌿
🌿 No dia 28 de fevereiro caminhamos polo Courel, com saída às 10h30 desde Vilamor. Percorreremos zonas marcadas polos incêndios de 2022 e contaremos com Orlando, da Plataforma SOS Courel, para compreendermos o território e a sua memória.
📩 Inscriçons por mensagem privada.
Bota-te ao monte! ✊🏽
Seguiremos vigilantes, organizadas e prontas para voltarmos à rua se for necessário.
🌿 Defender a terra é defender a vida.
✊ Nem Altri, nem macrocelulose, nem espoliaçom!
A Galiza nom é zona de sacrifício para multinacionais da celulose nem laboratório de especulaçom industrial. Nom aceitaremos que interesses privados se imponham ao bem comum.
O arquivamento do projeto de macrocelulose da Altri em Palas de Rei é uma derrota política de um modelo extrativista imposto contra o território e as pessoas que o habitam.
Conhecimento da Terra e reflexom sobre a vaga incendiária, de mao de @amalaguas.bsky.social, o vindouro sábado na serra do Courel.
www.galizalivre.com/2026/02/18/a...
Um marxismo que não atualiza a análise material deixa de ser marxismo. E uma esquerda que relativiza o massacre dos curdos perde qualquer autoridade moral para falar de emancipação.
Reconhecer o papel estabilizador que o Estado sírio teve no passado não implica negar a legitimidade da autodefesa curda no presente.
Defender hoje as YPJ não é apoiar os EUA. É reconhecer uma resistência popular encurralada entre imperialismo, jihadismo e Estados reacionários.
A experiência de Rojava não é perfeita nem exportável mecanicamente. Mas também nāo é uma utopia nem um modelo acabado. Face ao colapso estatal, mostrou algo essencial: quando o Estado cai, não nasce automaticamente libertação — nasce barbárie.
A cooperação tática com os EUA contra o Daesh não foi um projeto político estratégico, mas uma decisão de sobrevivência num contexto de cerco e ameaça existencial.
Exigir que os curdos aceitem a própria aniquilação para manter coerência teórica é cinismo, não marxismo.
As YPJ/YPG não introduziram o jihadismo na Síria. Foram, desde cedo, uma das forças que mais duramente o combateram, pagando um preço humano altíssimo.
Neste cenário, os curdos não “se rebelam contra o Estado sírio”: ocupam um vazio de poder para sobreviver. Não derrubam Assad, não tomam Damasco, não decidem o rumo do país.
Na esquerda ocidental, quem celebrou, em nome da “liberdade”, a queda de Al-Assad às mãos de forças saídas da Al-Qaeda comprou sem crítica a narrativa dos EUA e Israel. Aplaudir jihadistas como libertadores não é internacionalismo, é cegueira política disfarçada de moralismo.
O colapso desse Estado — provocado por uma guerra internacionalizada e instrumentalizada — não abriu espaço para emancipação popular, mas para forças jihadistas organizadas, hoje no centro do poder.
Com todas as suas limitações e contradições, esse Estado sírio garantia uma certa estabilidade territorial e atuava como barreira contra a fragmentação e a expansão das milícias islamistas.
Muita crítica “marxista” às YPJ parte de um pressuposto que hoje já não existe: a presença de um Estado sírio sob Bashar al-Assad funcional, secular e capaz de conter o jihadismo.
Viva a Venezuela livre!
Sentir isto não me faz fraco. Faz-me humano. E enquanto houver quem sinta, pense e se recuse a aceitar a barbárie como normal, o império nunca terá vencido totalmente.
Não posso carregar a responsabilidade de “acordar” toda a gente. Posicionar-me, denunciar, agir coletivamente já é resistência. O resto é cuidar para não me quebrar.
Ser sensível à injustiça num mundo assim é exaustivo. Mas também sei que a alternativa — a indiferença — seria uma derrota maior. Prefiro doer a normalizar o horror.
Às vezes sinto raiva. Outras vezes tristeza. Muitas vezes impotência. Porque percebo que não é ignorância individual, é um sistema inteiro a produzir consenso para a violência.
Isso cria uma solidão estranha: a de perceber algo com clareza e sentir que não consegues atravessar esse muro de propaganda. Nem com dados, nem com argumentos, nem com empatia.
Não são monstros. São pessoas comuns, boas até. Mas completamente absorvidas por narrativas que transformam bombardeamentos em “democracia” e saqueio em “libertação”.
O que mais dói não é só o que os EUA ou o capital fazem no mundo. É ver pessoas próximas — família, amigos — aplaudirem intervenções militares porque têm a cabeça colonizada pelo discurso dos media.
As guerras e intervenções imperialistas afetam-me muito mais do que eu gostaria de admitir. Não só politicamente — psicologicamente. Ver a injustiça repetir-se, sempre com os mesmos discursos, cansa a alma.