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Aeroporto do Kuwait e usina de dessalinização no Bahrein são atingidos enquanto o Irã intensifica ataques no Golfo Pérsico O Irã atacou infraestrutura no Golfo no domingo, atingindo tanques de combustível no aeroporto internacional do Kuwait e danificando uma usina de dessalinização no Bahrein, enquanto Teerã intensificava sua campanha de mísseis e drones contra países vizinhos pela segunda semana consecutiva. Dois guardas de fronteira também foram mortos “enquanto cumpriam seu dever nacional”, informou o Ministério do Interior do Kuwait, sem detalhar as circunstâncias. Países vizinhos têm suportado grande parte da resposta de Teerã depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma grande campanha aérea contra o Irã. Desde o início da guerra, 16 pessoas — oito delas civis — morreram nos países do Golfo, segundo uma contagem da AFP. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou no domingo que a república islâmica “será forçada a responder” contra países vizinhos se seus territórios forem usados para atacar o Irã. No sábado, o presidente havia pedido desculpas aos países vizinhos que hospedam bases militares dos EUA por ataques ocorridos em seus territórios. Saudi Arabia, United Arab Emirates, Qatar e Kuwait relataram novos ataques, depois que fortes explosões foram ouvidas no dia anterior em Dubai e Manama. Tanques de combustível no aeroporto internacional do Kuwait foram alvo de um ataque com drone, informou o Exército. A agência oficial Kuwait News Agency disse que um incêndio no aeroporto foi controlado e que não houve “ferimentos significativos”. Os militares classificaram o ataque com drone como “um alvo direto contra infraestrutura vital”. Um comunicado separado afirmou que algumas instalações civis sofreram danos materiais devido à queda de fragmentos e destroços resultantes das operações de interceptação. “Ameaças de drones” A companhia petrolífera estatal do Kuwait anunciou um corte “preventivo” na produção de petróleo, enquanto os militares do país disseram no domingo que responderam a vários ataques de drones e mísseis. As autoridades afirmaram que o prédio principal da seguridade social do Kuwait também foi alvo, sofrendo danos materiais, e que não receberia visitantes no domingo. O Ministério do Interior do Bahrain informou que um ataque de drone iraniano danificou uma usina de dessalinização de água, acusando Teerã de atingir “aleatoriamente” infraestrutura civil. A Islamic Revolutionary Guard Corps (Guarda Revolucionária do Irã) disse no sábado que atingiu a base americana de Juffair no Bahrein, afirmando que ela havia sido usada anteriormente para atacar uma usina de dessalinização iraniana naquele mesmo dia. O escritório nacional de comunicação do Bahrein declarou depois que o ataque iraniano à instalação de dessalinização não afetou o abastecimento de água nem a capacidade da rede. Destroços de mísseis também feriram três pessoas e danificaram um prédio universitário na área de Muharraq, segundo outro comunicado do Ministério do Interior. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou no domingo que interceptou 33 drones, acrescentando que não houve relatos de danos ou vítimas. Entre eles estava um drone que tinha como alvo o distrito diplomático de Riyadh, interceptado sem causar danos materiais ou ferimentos em civis. O porta-voz do ministério disse que a capital e áreas ao redor foram alvo de 26 drones. Um dos drones também teve como alvo o campo petrolífero de Shaybah oil field, no sudeste do país, segundo o ministério saudita da Defesa.

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"Aeroporto do Kuwait e usina de dessalinização no Bahrein são atingidos enquanto o Irã intensifica ataques no Golfo Pérsico"

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08.03.2026 09:06 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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'Scarpetta: Médica legista' e 'Virgin river': as estreias no streaming na semana de 08/03 a 14/03; veja trailers Kay Scarpetta é uma médica legista famosa da ficção literária, criada pela autora Patricia Cornwell, que agora ganha vida com a interpretação de Nicole Kidman na minissérie “Scarpetta”, do Prime Video. A estreia é na quarta-feira. Veja mais detalhes sobre esta e outras estreias abaixo. “História de amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette": Ex-namorada de JFK Jr., Daryl Hannah critica representação em série e relata ameaças Scarpetta: Médica legista (Prime video, a partir de 11/03) Os oito episódios, no ar de uma só vez, se alternam em duas linhas temporais distintas. Uma mostra a médica no início dos anos 1990, como chefe de uma instituto de medicina legal. A outra se passa nos dias de hoje, quando Scarpetta volta a sua cidade natal para trabalhar na investigação de uma série de assassinatos brutais. Os casos atuais se assemelham ao primeiro de sua carreira e têm o potencial de abalar de sua reputação. Além de Kidman, a série tem Jamie Lee Curtis no papel de Dorothy, irmã com quem a legista tem uma relação complicada. “É incrível como me sinto assustada ao ler (os roteiros)”, disse Nicole à revista Vanity Fair antes de começarem as filmagens. “Não me lembro de nenhum filme que eu tenha feito que tenha sido tão apavorante. ‘Os outros’ (longa de terror 2001) não foi tanto”. Virgin River (Netflix, a partir de 12/03) Hora da sétima temporada da série de drama em língua inglesa mais longeva da Netflix. Os novos episódio dão continuidade à história de uma paciente de Mel grávida, que quer dar o bebê para a adoção. Depois do aborto espontâneo, esse pode ser o caminho para que a protagonista e Jack formem uma família. ‘Estopim’ (Canal Brasil, a partir de 08/03) No Dia Internacional da Mulher, esta série documental dirigida por Ana Teixeira mostra uma investigação dos contextos sociais, culturais e institucionais por trás da violência contra mulheres. Cada dia da semana, sempre às 21h, um tipo de crime: político, conjugal, sexual, de ódio e invisibilizado, aqueles que ficam fora dos holofotes. Nua na Rede: A Verdade sobre Rose Leonel (HBO Max, a partir de 10/03) No início dos anos 2000, Rose Leonel terminou um relacionamento e, por vingança, o ex expôs imagens íntimas dela na Internet. A jornalista tornou-se uma das primeiras vítimas do crime de violação de intimidade no Brasil e reconta, nesta série, sua história, fundamental para alterar a legislação sobre crimes digitais. The madison (Paramount+, a partir de 14/03) Michelle Pfeiffer e Kurt Russel estrelam esta nova série de Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone” e “Landsman”). Os seis episódios mostram a mudança dos Clyburn, após uma tragédia familiar. Eles saem de Manhattan, em Nova York, para o vale do rio Madison, no centro de Montana para recomeçar.

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"'Scarpetta: Médica legista' e 'Virgin river': as estreias no streaming na semana de 08/03 a 14/03; veja trailers"

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08.03.2026 09:06 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Samuel Pupo lida com a pressão para retornar à elite da WSL na última etapa da divisão de acesso: 'Tem que arriscar' Samuel Pupo sabe bem o significado da expressão "cair e se levantar". Afinal, o surfista brasileiro de 25 anos foi rebaixado ao Challenger Series (CS) — divisão de acesso — nos últimos três anos, mas encontrou forças para retornar à elite. Ciente do "caminho das pedras", ele vem treinando pesado e se preparando mentalmente para repetir o feito na última e decisiva etapa de Newcastle, na Austrália, que tem a primeira chamada hoje, às 17h30 (de Brasília) — a janela fecha no dia 15. — Venho de duas semanas em casa (Florianópolis-SC), sofrendo bastante e treinando. Estou com bastante confiança, e o lado mental é, com certeza, a parte mais importante dessa última etapa. Nesse cenário de classificação, é normal que todo mundo esteja nervoso, então abre automoticamente espaços para erros. Quem estiver melhor mentalmente vai ter vantagem nos momentos de pressão — destaca Samuel ao GLOBO. Então quarto colocado do ranking, Samuel precisa avançar pelo menos às quartas de final do evento para garantir sua vaga no Championship Tour (CT) — primeira divisão — dependendo apenas de si. Outro brasileiro que está na zona de classificação — os dez primeiros colocados — é Mateus Herdy, de 25, que busca o acesso inédito depois de bater na trave nos últimos dois anos, em 12º. Agora em oitavo, o catarinense persegue a terceira posição em Newcastle para, enfim, realizar o sonho de todo surfista. Mateus Herdy persegue classificação inédita para elite do surfe Tony Heff/WSL Com quatro anos (2022, 2023, 2024 e 2025) de CT, Samuel pode aproveitar a bagagem entre os melhores do mundo para dar conselhos a Mateus na última etapa. Atletas da mesma geração, os dois são amigos "inseparáveis", tanto que até produzem vídeos de surfe juntos no Youtube. Se tudo der certo, eles podem relembrar os tempos de garoto na companhia de João Chianca, o Chumbinho, na elite — Miguel Pupo, irmão mais velho de Samuel, também é outro integrante. — É um momento em que você precisa estar em modo de ataque. Esse é o ponto mais importante. Mesmo estando dentro do top 10, é preciso entender que a vaga ainda não está garantida (na última etapa) e não entrar em modo de defesa, querendo apenas surfar com segurança e passar a bateria. Tem que arriscar na hora da pressão — diz Samuel, que acrescenta: — Em todos os anos em que caí no corte, tentei manter meu nível de surfe e de competição, e isso sempre me ajudou a voltar para a elite. Sei que é um momento difícil, porque quando você cai no corte é normal perder um pouco da confiança. Brasileira tem chance Com as mudanças no calendário do CT a partir deste ano, os brasileiros terão que virar a chave rapidamente em caso de classificação. Isso porque o tour já pode começar em 1º de abril, primeiro dia da janela da etapa de Bells Beach, na Austrália. Outra novidade é a retirado do corte no meio do ano, o que dá mais tempo para os surfistas atingirem resultados ao longo da temporada. Apesar disso, Samuel tem em mente que precisar melhorar a largada na elite. — O início de temporada me prejudicou bastante nos outros anos até eu sentir que estava ganhando ritmo tanto no surfe quanto na competição. Nas últimas temporadas, comecei as três primeiras etapas sem bons resultados e acabei tendo desempenhos melhores perto do corte. Ter um começo de temporada mais forte vai me dar mais confiança para o resto do ano — ressalta Samuel. Laura Raupp no Challenger Series Manel Geada/World Surf League No feminino, a única brasileira com chance de classificação é Laura Raupp, de 19, que está na oitava posição — as sete primeiras se garantem na elite. Para depender apenas de si, ela precisa vencer a etapa de Newcastle.

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"Samuel Pupo lida com a pressão para retornar à elite da WSL na última etapa da divisão de acesso: 'Tem que arriscar'"

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08.03.2026 09:06 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Estudo mostra que Rocinha é a favela do Rio com mais construções em terrenos inclinados O projeto MapBiomas, que monitora a ocupação do território nacional com imagens de satélite, aponta a Rocinha como a favela do Rio com a maior área urbanizada em terrenos com inclinação superior a 30%. São 46,2 hectares, o que corresponde a 59% do território local. A legislação federal restringe a construção em terrenos com declividade acima desse percentual. Estupro em Copacabana: o que se sabe sobre o caso e quais são os próximos passos Caso Rodrigo Crespo: três são condenados a 30 anos de prisão pela morte do advogado Os morros do Alemão e do Juramento, na Zona Norte, vêm em segundo e terceiro lugares nessa lista, com 23,3 e 22 hectares, respectivamente. As extensões equivalem a 46,3% e 64% de cada comunidade. — Em encostas com declividade superior a 30%, a inclinação do terreno tende a aumentar a suscetibilidade a processos de instabilidade, como deslizamentos, especialmente em contextos de forte adensamento urbano e intervenções de relevo — observa Júlio Pedrassoli, coordenador da Equipe Urbano do MapBiomas. Alertas sonoros A Defesa Civil municipal contabiliza 165 áreas de risco na cidade — onde estão instaladas sirenes. Na Rocinha, há sete pontos com avisos sonoros. Professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe/UFRJ, Maurício Ehrlich destaca que, para evitar tragédias, o fundamental seria que a ocupação de qualquer área fosse precedida da análise do terreno e de planejamento urbano: — Assim, se evitaria que terrenos de pior qualidade para a construção fossem ocupados. Com planejamento, os locais, antes de servir de moradia, teriam, por exemplo, rede de esgoto e seriam servidos de transporte. Esse seria o mundo ideal. Mas, infelizmente, há pessoas que constroem sem assistência técnica, de qualquer jeito. De uma maneira geral, lugares com índice de cota mais elevado são problemáticos, seja no maciço que for — analisa. De acordo com índice desenvolvido pela agência Ambiental Media em parceria com um grupo de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), 599 mil domicílios do município do Rio estão localizados em áreas de risco de desastres por chuvas fortes. O índice combina dados de suscetibilidade a deslizamentos e inundações com indicadores socioeconômicos. Áreas inundáveis preocupam tanto quanto aquelas vulneráveis a deslizamentos. O biólogo Mário Moscatelli alerta para a vizinhança do Rio Piraquê-Cabuçu, onde cresce em meio ao manguezal a comunidade do Piraquê, em Guaratiba, na Zona Oeste. — A região ocupada, vizinha a margens do rio, tinha 325 mil metros quadrados em 2002, e passou para 538 mil metros quadrados em 2025 — diz Moscatelli, que monitora o lugar através de sobrevoo pelo projeto Olho Verde. — Parece nítido que não aprendemos muitas coisas em termos de ordenamento do uso do solo. Segundo moradores, a Rua da Capelinha e a Travessa Piraquê, que ficam à beira do rio, são as mais castigadas. — Na última chuva, a água subiu e invadiu as casas — reclama Sandra Márcia Pereira, de 49 anos. A prefeitura do Rio diz que a comunidade foi beneficiada por obras de infraestrutura e urbanização e que a Fundação Rio-Águas atua na limpeza do rio. “Será enviada equipe para vistoriar o canal nas proximidades da comunidade e inspecionar o sistema de drenagem do local”, diz a nota. A comunidade, controlada por milícia, saltou, segundo o Censo do IBGE, de 6.197 moradores, em 2010, para 9.202 em 2022. Na Zona Sudoeste, favelas hoje controladas pelo Comando Vermelho tiveram crescimento acentuado durante o período passado sob o jugo de milicianos. Caso da Muzema, no Itanhangá, que saltou de 4.503 para 12.982 moradores, entre 2010 e 2022. A Vila Taboinha, em Vargem Grande, foi de 476 para 1.269 habitantes, de um censo a outro. Áreas de risco com declive acentuado 1- Rocinha: 46,2 hectares, ou 59% da favela 2- Morro do Alemão: 23,3ha, ou 46,3% 3 - Morro do Juramento (Vicente de Carvalho): 22ha, ou 64% 4 - Morro do Borel (Tijuca): 21,6ha, ou 63,2% 5 - Vidigal: 15ha, ou 58,9% 6 - Morro do Urubu (Pilares e Coelho Neto): 13,1 ha, ou 49,1% 7 - Santa Terezinha (Santa Teresa): 11,2ha, ou 62,3% 8 - Morro da Formiga (Tijuca): 14,1 ha, ou 87,8% 9- Salgueiro (Tijuca): 12,1ha, ou 82,6% 10 - Morro dos Macacos (Vila Isabel): 10,5 ha, ou 74,5%.

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"Estudo mostra que Rocinha é a favela do Rio com mais construções em terrenos inclinados"

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08.03.2026 09:06 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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8 de março: Lula tenta usar combate a feminicídio como bandeira eleitoral, mas tem dificuldades para apresentar avanços Às vésperas do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o governo Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades para apresentar resultados concretos no combate ao feminicídio, apesar de ter transformado o tema em uma das principais bandeiras sociais da atual gestão. Em meio ao avanço de casos e à pressão política crescente, além de críticas ao governo federal, o cenário abre espaço para que adversários políticos, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL), usem o tema para desgastar o petista e avancem na tentativa de conquistar o eleitorado feminino. Como o GLOBO mostrou, Lula incorporou o combate ao feminicídio em seus discursos e deverá usar o tema como bandeira eleitoral, mas o recorde de casos registrado em 2025 é um desafio para a gestão petista. Foram 1.470 registros no ano passado, uma média de quatro por dia, número superior às 1.464 ocorrências registradas em 2024 — que, até então, representavam o recorde da série histórica. Neste ano, o Planalto não preparou cerimônia por ocasião da data, mas o presidente fez um pronunciamento em cadeia nacional para tratar do tema, no qual defendeu ampliar o combate ao feminicídio. O PT, por sua vez, convocou manifestações pelo país para este domingo. Nesta sexta-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou dados de operações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, que integram pacto feito pelos Três Poderes. Nas últimas semanas, uma força-tarefa resultou na prisão de 5.238 pessoas suspeitas de crimes relacionados a esse tipo de violência entre 9 de fevereiro a 5 de março, segundo a pasta. O tema da segurança pública será um dos principais nas eleições de outubro, e, tradicionalmente, a esquerda patina no assunto. De um lado, governistas apostam no combate à violência contra mulheres para navegar no assunto, enquanto adversários usarão os índices de criminalidade para atacar o governo federal. Flávio já iniciou movimentos nesse sentido. Em manifestação realizada no domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, ele fez acenos diretos ao eleitorado feminino, afirmando que mulheres seriam “de verdade, abraçadas e protegidas, sem hipocrisia” em um eventual governo seu, além de falar da atenção que dará às mães solos, lembrando da gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O entorno de Flávio considera que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro será um ativo político relevante para ampliar o diálogo com as mulheres e diminuir a rejeição ao nome do senador. Ela estava à frente do PL Mulher, mas acabou deixando esse trabalho em segundo plano após a prisão do marido. Também nesse contexto, aliados dele defendem a escolha de uma vice mulher para a chapa presidencial, citando a ex-ministra e atual senadora Tereza Cristina (PP-MS). Um auxiliar de Lula minimiza esses gestos de Flávio e diz que o senador usa o tema buscando ganhos eleitorais somente, enquanto a esquerda tem o enfrentamento à violência contra as mulheres como uma bandeira histórica, além da atenção dada ao tema pelo presidente e compromisso com a causa. Ele reforça discurso do próprio Lula de que, nas eleições, é preciso comparar o que a gestão dele realizou com a de seu antecessor e que, no momento da campanha, a equipe petista poderá explorar declarações machistas de Jair Bolsonaro para atacar Flávio. A reportagem procurou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e o Ministério das Mulheres, questionando quais as metas traçadas pelo governo para reduzir esse tipo de violência e o cumprimento delas, mas não houve resposta. O governo tem dado destaque ao pacto lançado em fevereiro que reúne os três Poderes no enfrentamento da violência contra mulheres. Uma das idealizadoras da ideia foi a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. A ideia do pacto é que ele possa subsidiar iniciativas e políticas a serem elaboradas num segundo momento. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta semana, Janja afirmou que a ideia de unir os três Poderes é algo “inédito e importante” para o país e que se trata de fortalecer os instrumentos do Estado na proteção às mulheres. — Estamos falando de fortalecimento de instrumentos do Estado brasileiro com relação à proteção das mulheres. O combate ao feminicídio não tem lado, não é da direita ou da esquerda, é um tema que atinge todas nós, mulheres progressistas e conservadoras — disse Janja. Em outro momento no programa, Janja reconheceu que os resultados do pacto não terão efeito imediato. — O pacto não está criando nada novo, ele está organizando, integrando tudo. E, talvez, o que seja a novidade é a gente trazer a questão da mudança cultural, que não é imediata — afirmou. Na quarta-feira, o comitê que reúne representantes dos três Poderes envolvidos nas discussões do pacto divulgou o plano de trabalho do grupo e anunciou ações prioritárias. As medidas priorizam três frentes: acelerar medidas protetivas e responsabilização de agressores, ampliar a rede de atendimento às vítimas e promover mudanças culturais. Entre as principais ações anunciadas está esse mutirão nacional para cumprimento de cerca de mil mandados de prisão contra agressores. O Ministério da Justiça também prometeu implementar monitoramento eletrônico para agressores cujas vítimas estejam com medida protetiva e criar um centro integrado para reunir dados e acompanhar casos. O pacote anunciado inclui ainda a implantação de 52 unidades móveis de atendimento — chamadas Salas Lilás itinerantes — e reuniões com secretarias estaduais para fortalecer delegacias especializadas no atendimento à mulher. Na área social, o Ministério das Mulheres anunciou a abertura de quatro novas unidades da Casa da Mulher Brasileira ao longo de 2026 e a criação de centros de atendimento. O Ministério da Saúde prevê ofertar até 4,7 milhões de atendimentos psicológicos anuais voltados a vítimas de violência. No Congresso, o Senado destacou a ampliação da divulgação do canal “ZAP Delas”, que é de escuta, acolhimento e orientação para mulheres em cargos públicos, candidatas, servidoras e vítimas de violência política de gênero, enquanto a Câmara definirá pauta de votações para março com foco ao enfrentamento da violência contra as mulheres. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) listou a elaboração de um diagnóstico nacional sobre as medidas protetivas de urgência. 8 de março O Dia Internacional da Mulher amplia a cobrança sobre o governo por resultados concretos, especialmente após episódios recentes de grande repercussão, como o estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, que reacendeu o debate público sobre falhas na prevenção e proteção às vítimas. Embora o governo destaque a integração entre Executivo, Legislativo e Judiciário como avanço institucional, governistas avaliam que a maior parte das medidas ainda está em fase de planejamento ou implementação inicial, sem capacidade imediata de alterar os indicadores de violência. Além disso, aliados de Lula reconhecem deslizes do Planalto no último mês com o tema. Em fevereiro, durante cerimônia no Planalto que marcou o lançamento do pacto nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, a ausência de discurso da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, gerou críticas dentro e fora do governo e expôs ruídos na condução política do tema. O desfile da escola Acadêmicos de Niterói, no carnaval, também gerou críticas no segmento evangélico e entre mulheres. Paralelamente, o PT convocou manifestações para o 8 de Março que devem incorporar pautas mais amplas, como o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo a secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, o partido deve realizar atos em todos os estados do país. Ela afirma que a sigla tem um “compromisso histórico” com o combate à violência contra mulheres e que esse tema deve estar na ordem do dia de todos os candidatos neste ano. Além disso, defende políticas e ações concretas para avançar nesse assunto, com sintonia entre os entes federativos e orçamento para as ações serem implementadas. — Precisamos ter ações concretas, orçamento e articulações entre os três Poderes, nos municípios, estados, uma rede de articulação. Porque o plano sozinho não resolve. Além disso, é necessária uma mudança cultural profunda na sociedade e isso não acontece do dia para a noite, é preciso urgentemente enfrentar a cultura do ódio — diz ela.

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"8 de março: Lula tenta usar combate a feminicídio como bandeira eleitoral, mas tem dificuldades para apresentar avanços"

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08.03.2026 09:06 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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'Parece que as mulheres cientistas têm de trabalhar muito mais', diz bióloga premiada pela Capes Gabriela Dias Noske, 28, atua no Centro Nacional para Pesquisa com Energia e Materiais

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"'Parece que as mulheres cientistas têm de trabalhar muito mais', diz bióloga premiada pela Capes"

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08.03.2026 06:04 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Amor pela biologia começou na escola, diz pesquisadora que lidera projeto de pele 3D no Rio No Brasil há 14 anos, Vanja Dakic, 41, atua em subsidiária da L'Oréal no país

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"Amor pela biologia começou na escola, diz pesquisadora que lidera projeto de pele 3D no Rio"

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08.03.2026 06:04 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Painel: Governo federal atrasa aumento do biodiesel em combustível e ignora pressão do agro Elevação de 15 para 16% deveria ter entrado em vigor em 1º de março, mas ainda depende de aprovação do MME

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"Painel: Governo federal atrasa aumento do biodiesel em combustível e ignora pressão do agro"

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08.03.2026 06:04 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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Paixão por formigas levou pesquisadora à direção do Instituto Biológico, em SP Ana Eugênia Campos, 60, é a quarta mulher a comandar a instituição, criada há 99 anos

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"Paixão por formigas levou pesquisadora à direção do Instituto Biológico, em SP"

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08.03.2026 06:04 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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China diz que será um 'grande ano' na relação com os EUA em aceno a Washington Chanceler afirmou que Xi e Trump têm dado exemplo e mantido boas relações apesar das diferenças

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"China diz que será um 'grande ano' na relação com os EUA em aceno a Washington"

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08.03.2026 05:48 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Veja onde buscar ajuda em casos de violência contra a mulher O estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, reacendeu o debate sobre as consequências psicológicas da violência sexual. Os impactos podem se estender por anos e, em muitos casos, evoluir para transtorno de estresse pós-traumático (Tept). Assim, neste Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, mulheres que enfrentam situações de violência no Rio contam com diferentes canais de acolhimento, denúncia e orientação — desde atendimento telefônico 24 horas até centros especializados, aplicativos de emergência e programas de acompanhamento policial. Adolescente apreendido por participar de estupro coletivo em Copacabana é encaminhado ao Degase e aguarda transferência Estupro em Copacabana: o que se sabe sobre o caso e quais são os próximos passos Atendimento a mulheres vítimas de violência Central de Atendimento à Mulher Ligue 180, de segunda a segunda, 24 horas por dia. São passadas orientações sobre leis e direitos das mulheres, assim como informações sobre rede de atendimento. Também é feito o registro e o encaminhamento de denúncias. Centros de atendimento A Secretaria estadual da Mulher mapeou a rede de proteção e atendimento em 67 endereços no estado, como os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAMs). A lista com todos os locais e telefones está aqui. Aplicativo Rede Mulher Disponível para Android e iOS, o aplicativo permite a solicitação de ajuda à Polícia Militar. No app, também é possível cadastrar uma rede de proteção de amigos e parentes, assim como cadastrar a solicitação de medida protetiva. Pelo Rede Mulher, a vítima pode ainda acessar o serviço de registros de ocorrência. Patrulha Maria da Penha O programa conta com 50 equipes nos BPMs. O trabalho inclui visitas regulares às residências de vítimas com medidas protetivas, assim como o monitoramento para garantir o cumprimento das determinações judiciais. Maria da Penha virtual O web app gera automaticamente uma petição para medida protetiva de urgência, que é distribuída na mesma hora ao juizado competente, sendo passível de consulta pela vítima. É acessado pelo link. Casas da Mulher Carioca Ligadas à Secretaria de Política para Mulheres e Cuidados do município, as unidades oferecem atendimento psicossocial, orientação jurídica e assistência social na capital. Também há orientação sobre encaminhamentos para atendimento psicoterapêutico e para abrigo sigiloso para mulheres sob risco de morte. As Casas da Mulher estão em Madureira (Rua Júlio Fragoso 47), Realengo (Rua Limites 1.260), Padre Miguel (Rua Marechal Falcão da Frota s/n), Campo Grande (Rua Mario Barbosa 137) e Coelho Neto (Avenida Pastor Martin Luther King Jr 10.055), com funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 20h. Dúvidas podem ser sanadas pelo WhatsApp da pasta: (21)96659-3810. Núcleo Especial de Direito da Mulher e de Vítimas da Violência (NUDEM) Órgão da Defensoria Pública do Rio especializado na promoção e defesa dos direitos das mulheres. Funciona de segunda a sexta, das 10h às 16h, na Avenida Marechal Câmara 271 - 7º andar - Centro do Rio. Telefone: (21)2526-8700. Initial plugin text

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"Veja onde buscar ajuda em casos de violência contra a mulher"

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08.03.2026 08:30 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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'Não é só golpe, mas postura, reação': aulas de defesa pessoal para mulheres incluem também preparo mental Se a segurança preocupa a todos no Rio de Janeiro, a apreensão é certamente maior entre as mulheres. Nos últimos anos, as academias que oferecem aulas de defesa pessoal feminina viram o interesse aumentar. Entre professores e professoras, é comum ouvir frases sobre metas como aumentar a autoconfiança e fazê-las entender que podem ser capazes de se defender (veja dicas de como agir ao final desta reportagem). Nápoles é aqui: Restaurante de pizzaiolo eleito entre os melhores do mundo e outros dois dedicados ao estilo italiano de fazer pizza abrem as portas na Barra Transporte aquaviário da Barra: Vereadores derrubam veto da prefeitura e mantêm barqueiros tradicionais no novo modelo de Como tradicionalmente ocorre no Dia Internacional da Mulher, a Federação Sul Americana de Krav Maga oferece neste domingo aulas gratuitas para mulheres em suas unidades. Novas turmas poderão ser abertas, dependendo do interesse. Instrutor da unidade Barra, Leo Miller frisa que a modalidade não é uma arte marcial, mas uma forma de defesa pessoal reconhecida mundialmente. — Queremos bater o recorde do ano passado, que foram 15 mil mulheres neste aulão em todo o Brasil. A cada ano aumenta muito essa procura. Hoje, cerca de 30% a 40% dos meus alunos regulares são mulheres. Com uma aula, já conseguimos mudar a pessoa. Não é só golpe, mas postura, reação, visão periférica... — avalia Miller. Alunas de krav magá em aulão oferecido por federação no Dia da Mulher Divulgação/Federação Sulamericana de Krav Maga O krav magá tem um módulo apenas para defesa feminina, com simulações de agarramento, puxão de cabelo e enforcamento, entre outras agressões. Além do trabalho mental. — Não adianta saber o que fazer se você congelar na hora— pontua o professor. 'Responsabilidade terrível': No Rio, Piero Lissoni fala sobre condomínio de luxo que projetou para último terreno livre da Praia da Barra A federação também oferece treinamentos gratuitos para funcionárias de empresas durante todo o mês de março. Em ambos os casos, basta entrar no site e fazer a solicitação. Nesta semana, Miller fez pelo segundo ano seguido um treinamento com faxineiras e camareiras dos hotéis da rede Marriott: — No ano passado, pelo menos 30 das 40 já tinham sofrido assédio. Simulamos situações que elas viveram. Usei técnicas usando o próprio material de limpeza. No quarto, pode acontecer de ter só a camareira e o hóspede. Então elas se sentem mais seguras com o treinamento. Kyra Gracie treina professores e alunos em sua academia na Barra Reprodução/Instagram/@graciekore Também na Barra, Kyra Gracie oferece aulas de defesa pessoal feminina desde que abriu a sua academia, a Gracie Kore, em 2018. Com unidades na Barrinha e no Vogue Square, ela capacita professores e leva a experiência que a fez oito vezes campeã de jiu-jítsu, em modalidades com e sem quimono. Ao longo dos anos, além dos golpes, Kyra incluiu técnicas de inteligência emocional elaboradas com uma equipe multidisciplinar de policiais, psicólogos e pedagogos (ela observa muitos pais levando as filhas ainda crianças para as aulas). Ela tem uma parceria com as polícias: ministra seus cursos para agentes e analisa dados e estatísticas oficiais para orientar suas aulas. — Analisando depoimentos de vítimas e agressores, vemos que uma palavra pode fazer a diferença naquele momento. Por exemplo, é muito mais provável um agressor soltar a mulher se ela disser que há câmeras no local ou que um homem está chegando, em vez de apenas gritar “me solta” — explica ela, que tem feito campanha nas redes para captar alunas com mais de 60 anos. — Preparamos aulas desenhadas para as limitações que temos nesta idade. Antes de obra: MP recomenda que prefeitura não dê licença para corte de 900 árvores em área de novo condomínio na Barra O curso é rápido, com apenas quatro aulas, e tem ainda uma versão on-line, lançada há dois anos. No entanto, muitas alunas se empolgam e acabam se matriculando nos cursos regulares, sempre ministrados em dupla, por um professor e uma professora. Foi o que aconteceu com a fisioterapeuta Candice Menezes, que primeiro colocou os filhos no jiu-jítsu, depois fez o curso de defesa pessoal e agora treina três vezes por semana. — No mundo em que vivemos hoje, percebi que se precisasse me defender em uma situação real, não conseguiria ser efetiva contra alguém mais forte. Nas aulas, vemos que não precisamos de força e sim de técnica. Se sentir segura gera autoconfiança e empoderamento. Outras mulheres a quem recomendei o curso dizem que deveriam ter começado antes — conta. A professora Ana Lucia Moreira (de preto ao fundo) com alunas na sua academia, na Taquara DIvulgação/Boxe Fit Nas redes, Kyra e o marido, o ator Malvino Salvador, criam vídeos semanais sobre o assunto. Em alguns, ela mostra golpes que podem salvar a mulher em determinada situação. Em outras, aborda comportamentos preventivos, de antecipação ao perigo, que podem evitar situações mais graves. Comentando o caso recente de estupro coletivo em Copacabana, ela ressalta que uma sociedade atenta é essencial, e a responsabilidade coletiva precisa estar no centro do debate. — A defesa pessoal feminina não é para transformar mulheres em lutadoras contra vários agressores, porque em situações extremas como essa o mais importante é antecipação, leitura de risco e estratégias de fuga. O objetivo é reconhecer sinais de perigo antes que a situação escale— avalia. — Na semana passada, em uma palestra, uma menina veio, emocionada, dizer que viu meu curso on-line, percebeu que estava num relacionamento abusivo e conseguiu sair. Quero que o golpe seja a última opção. Observatório político: Projeto vai monitorar vereadores com base eleitoral forte em Jacarepaguá Relatos desse tipo a instrutores se repetem. Na Taquara, a professora de boxe Ana Lucia Moreira começou a dar aulas com o objetivo de ensinar defesa pessoal a mulheres há seis anos. Ela aplica as técnicas do boxe sem o sparring (treino de combate) e alguns exercícios emprestados do muay thai. Hoje, passou a chamar o treino de Boxe Fit, já que a perda calórica também é alta. Mas mesmo quem só quer perder peso acaba aprendendo a se defender, diz ela. Como uma aluna que foi agredida pelo próprio marido. — Ela acordou com um soco dele, em uma loucura de ciúmes. Depois ele a foi arrastando para o banheiro. Minha aluna contou que só conseguia pensar nos golpes dos exercícios, então se defendeu e conseguiu fugir — lembra. Ela também ensina as alunas a fazerem leitura corporal: — Digo para elas que o corpo fala. Você consegue identificar um agressor pela maneira como ele está indo até você na rua. Neste Dia da Mulher, Anallu, como é conhecida, posta uma aula de defesa pessoal no seu perfil de Instagram @anallumoreira. Ela também dá aulas particulares de boxe, além de aulões nas praias da Barra e Recreio, uma vez por mês. As datas são divulgadas nas suas redes, e o valor cobrado é simbólico. Orientações dos professores No táxi ou carro de aplicativo, preferir sentar atrás do banco do motorista Evitar sentar no banco da janela, no ônibus. Preferir o corredor, para não ser encurralado Evitar andar no carro com a janela aberta Chamar a atenção do agressor para o fato de haver câmeras ao redor ou estar esperando alguém Ao entrar num ambiente, observar onde se sentar (para rota de fuga) e quais objetos podem ser usados em sua defesa Evitar reagir com tapas e socos, que podem deixar o agressor mais descontrolado Evitar ir para a casa de uma pessoa que não conhece ou acabou de conhecer Observar postura corporal e olhar de quem está no mesmo ambiente Initial plugin text

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"'Não é só golpe, mas postura, reação': aulas de defesa pessoal para mulheres incluem também preparo mental"

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08.03.2026 08:30 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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BBB 26: 'Faça um jogo mais corajoso', dispara Ana Paula para Jonas Rivais trocaram farpas durante a festa deste sábado (7), depois do show de Ivete Sangalo

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"BBB 26: 'Faça um jogo mais corajoso', dispara Ana Paula para Jonas"

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08.03.2026 05:20 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Desmistificando 9 mitos sobre a saúde da mulher A saúde da mulher é pouco estudada e, em muitos aspectos, mal compreendida. Mesmo o termo "saúde da mulher" é frequentemente usado como sinônimo de obstetrícia e ginecologia, embora o período reprodutivo da mulher termine na meia-idade e seus órgãos reprodutivos representem apenas uma fração do corpo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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"Desmistificando 9 mitos sobre a saúde da mulher"

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08.03.2026 08:03 👍 2 🔁 0 💬 0 📌 1
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'Meu filho e a esposa dele brigam feio na minha frente. Devo me envolver?' Veja o que diz a terapeuta "Sempre que visitamos meu filho e minha nora e não há outros convidados por perto, os dois discutem. Às vezes, minha nora faz comentários negativos sobre meu filho ou sobre o relacionamento deles. Não sei por que ela acha que pode falar mal dele na frente dos pais dele sem se desculpar. Às vezes, ele diz coisas para provocá-la ou fazer piada, o que ela nem sempre aprecia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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'Três Graças': procurado pela polícia, Joaquim vira mordomo de Arminda e Ferette Nos próximos capítulos da novela "Três graças", Joaquim (Marcos Palmeira) vai começar a trabalhar como mordomo no apartamento de Ferette (Murilo Benício) e de Arminda (Grazi Massafera). Mais 'Três Graças': Bagdá aceita roubar a estátua em troca da chance de viver longe do crime Leia também: 'Três Graças' mostrará grande virada na vida de Lorena e Juquinha, e trama também será explorada em novela vertical sobre o casal Tudo começará depois que Gerluce (Sophie Charlotte) e outros integrantes do grupo forem presos por conta do roubo da estátua. Joaquim conseguirá fugir. Ele pedirá ajuda a Arminda, com quem tem um caso. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Ela, então, arrumará o emprego para ele e pedirá a Helga (Kelzy Ecard) para comprar o uniforme. Initial plugin text

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'Fominha'? Canetas emagrecedoras mudam comportamentos em bares e restaurantes No restaurante focado em alimentação saudável Estela Passoni, em São Paulo, um novo tipo de cliente começou a brotar aos poucos. No lugar de figuras que se perdem em meio à vontade de provar os diferentes sabores do cardápio, caso do polpetone de frango grelhado com mix de folhas verdes, cenoura julienne, palmito e granola salgada ou da galinhada com arroz integral, começaram a aparecer quem pareça satisfeito com uma opção de proteína e só. — Ontem mesmo vieram três pessoas aqui e pediram apenas tilápia grelhada para comer, só isso e nada mais — conta Mariana Passoni Yoshimoto, sócia do restaurante. — Há quem peça um prato de carboidrato para dividir entre outras pessoas na mesa e coma sozinho uma porção de proteína. A “fominha” dos clientes tem motivo. É fruto do avanço no uso da nova classe de medicamentos para emagrecer, caso da semaglutida e da tirzepatida (princípios ativos do Wegovy e do Mounjaro), as tais canetas emagrecedoras, como ficaram conhecidas. Em restaurantes e bares do país, uma silenciosa movimentação começa a sugerir que pratões fartos de comida estão perdendo espaço entre os clientes. Há ainda quem diga estar obcecado por doces (relatos que também surgem em consultórios) ou então que já avisa de antemão que quer dividir mesmo as porções individuais. Há estabelecimentos que buscaram se antecipar ao movimento e adaptaram receitas para acomodar quem esteja sob efeito das aplicações. No restaurante Nou, em Pinheiros, o chef Amilcar Azevedo sentiu na pele os efeitos dos medicamentos para emagrecer. Da experiência surgiu a ideia de adaptar os pratos da casa para apetites mais modestos, digamos assim. Desse modo, o risoto de limão siciliano com filé mignon e milanesa pode ser pedido em versão realmente “mignon”, com tamanho 30% menor que o prato original. A venda de pratos adaptados corresponde a 15% do faturamento da casa nesse momento. A previsão é de que essa fatia aumente nos próximos meses. A redução de parte dos pratos do menu começou a ser trabalhada no local há mais de um ano. — A mudança ocorreu após uma percepção do mercado e pessoal. Começamos a notar mais gente querendo dividir prato, outros tinham vergonha de perguntar e, nesses casos, se via cada vez mais pratos com comida voltando para a cozinha. Quando perguntávamos se estava tudo certo com a refeição a resposta do cliente era a mesma: “ah, é que eu como pouco”, eles diziam — conta.— Mas não queremos associar o menu a quem toma esses remédios. Nossos garçons são orientados a oferecer a porção inteira ou reduzida. A gente explica que recomenda a porção inteira, é o padrão da casa, mas quem tem pouco apetite ou quer comer mais de uma receita ou uma entrada ou uma sobremesa, tem a versão menor. A redução do prato respeita uma geometria da carne, não são todas as opções que dá para dividir. A coxa de frango, por exemplo, não tem como vir menor. Mais intenso na transformação foi Zen Cozinha Oriental, com unidades em Resende e Volta Redonda, no Rio, cuja especialidade (como o nome sugere) são os sushis, sashimis, yakissobas e toda sorte de itens que fazem parte do cardápio dos rodízios japoneses. Foi lá que surgiu o tal “Rodízio Mounjaro”, para quem tem um “apetitezinho”. Em geral, essa modalidade tem opções de 10, 20, 30 e 40 peças, contra a opção ilimitada do rodízio comum. Esses clientes poderiam optar por opções do menu, o bom e velho à la carte, mas gostam de ter a variedade do rodízio para escolher, explica Lucas Ribeiro,um dos sócios. — Nossos clientes sempre foram bem recorrentes. Mas algumas pessoas começaram a aparecer menos e víamos seus nomes no delivery com pedidos menores. O rodízio Mounjaro nada mais é do que poder escolher algumas das opções disponíveis no tamanho da fome deles. Trouxemos de volta clientes que estavam espaçando as visitas — explica. — Criamos, ainda, um bom produto para o almoço. Deu uma alavancadinha nas vendas. Tem quem peça rodízio Mounjaro para duas pessoas, com 20 peças. Eu mesmo como só o de 10. Nem tudo, porém, mora na casa da restrição. No Quattrinho, em São Paulo, além da já dita preocupação com a proteína (que tal um ovinho na salada?) quem está sob uso do medicamento para emagrecer se permite um pouco mais, pois sabe que tem um freio bem definido na hora de parar — afinal, com o uso dessas drogas (que diga-se, deve ser acompanhado e recomendado por especialistas) a saciedade chega antes. — Reparo que algumas pessoas que antes não comiam massa para não furar a dieta passaram a comer às vezes. Porque sabem que não vão exagerar. Teve uma cliente que fazia muito tempo que não comia lasanha, mas como sabia que ia sobrar uma parte do prato para viagem, decidiu pedir — afirma a sócia Mary Nigri. Circuito da fome A saciedade antecipada, explica Tarissa Petry, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Oswaldo Cruz, acontece porque o funcionamento dessas medicações ocorre também no sistema nervoso central, no cérebro. — Ela funciona no circuito da fome e da saciedade, além disso também age no estômago, diminuindo o esvaziamento gástrico. A pessoa demora a sentir fome por isso — explica. — Além disso, há análises que sugerem que esses medicamentos influenciam no circuito da fome emocional, na busca de recompensas por meio da comida. É normal a pessoa preparar o prato e não aguentar comer tudo, é comum. A busca por alimentos mais frescos também acontece. Os chefs e sócios são unânimes ao dizer que não dá para cravar que as mudanças sentidas no salão dos restaurantes e bares estão, de fato, ligadas ao consumo das canetas, embora sejam muito semelhantes aos efeitos de seu uso. Mas não dá para garantir com certeza pois não é comum que um cliente surja na frente do garçom ou chef falando quais medicamentos toma sistematicamente. Eles, contudo, dizem sim notar mais pedidos para levar as sobras para casa ou para dividir prato, entre outras adaptações sutis nos últimos meses. No Palermo, também em SP, de vocação italiana, a disposição para as massas segue a mesma. O sócio Caio Tucunduva, por outro lado, diz que mais gente prefere a salada do que a polenta frita para iniciar o menu executivo. Os pratos, também oferecidos em versões maiores e menores, igualmente cabem em diversos apetites, ele explica. Veio para ficar? João Paulo Gentille, sócio e fundador do Praça São Lourenço, diz que, embora seja difícil delimitar os impactos do medicamento, vê que neste momento se abre uma oportunidade para a gastronomia em geral. Seria a chance de tirar certo protagonismo das porções grandes demais, cuja maior vantagem é mesmo o volume agigantado de alimento — mais do que a qualidade. — Acho que pode ser um movimento saudável. Por vezes, as pessoas preferem quantidade a qualidade, muita fartura ou pratos gigantescos. Se houver a chance de reduzir isso de maneira consistente, acho que pode ser positivo — pondera. — Há restaurantes que não gostam de dividir pratos. Não é nosso caso, somos muito permissivos. Alguns dividimos na cozinha, outros na mesa. Sabemos que tem pessoas que à noite não comem muito, agora esse tipo de comportamento é mais percebido. De olho nos relatos dos donos das casas, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) prepara uma pesquisa inédita para poder, afinal, determinar o tamanho do impacto das canetas no cenário dos restaurantes brasileiros. A ideia é que os questionários comecem a apresentar respostas a partir de maio. — Notamos que casais começaram a dividir pratos, algo incomum. Tornou-se recorrente. O ticket médio não muda tanto porque agora as pessoas dividem o prato e a sobremesa, antes muitos pediam apenas os pratos principais — avalia o presidente Paulo Solmucci Júnior. — Queremos entender a velocidade das mudanças, quais hábitos estão surgindo e se as alterações que vemos nos restaurantes de alto padrão há alguns anos vão chegar nas classes B e C, responsáveis por boa parte do consumo do setor.

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08.03.2026 08:03 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Polilaminina: tudo o que se sabe sobre o medicamento para lesão na medula A polilaminina, medicamento experimental desenvolvido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), têm sido um dos tópicos mais comentados no país nos últimos meses. O motivo da euforia são os resultados impressionantes: Bruno Sampaio, um paciente que havia sofrido um acidente em 2018 que fez com que ficasse tetraplégico, passou por tratamento com o remédio e voltou a andar. Recentemente ele compartilhou um vídeo em suas redes sociais no qual pratica musculação. O que é a polilaminina A polilaminina começou a ser desenvolvida há 27 anos e é feita à base de uma proteína isolada de placentas chamada laminina. Entre suas funções, está a regeneração dos axônios, estruturas dos neurônios que são danificadas quando ocorre uma lesão na medula espinhal, afetando a comunicação entre o cérebro e os músculos. Nos testes preliminares, a polilaminina foi avaliada com cães e um grupo de 8 voluntários humanos, tratados entre 2018 e 2021 na fase aguda, até 72 horas após a lesão. A aplicação foi feita diretamente na medula espinhal durante a cirurgia. Os resultados foram variados, com alguns pacientes tendo uma recuperação completa dos movimentos, e outros uma melhora parcial. A polilaminina é experimental, ou seja, não passou ainda pelas três etapas dos estudos clínicos com humanos que comprovam a segurança e a eficácia. No início de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da primeira fase dos testes, que será pequena, com apenas cinco voluntários, justamente para avaliar a segurança. Agora, no estudo clínico, será utilizada uma formulação de laminina 100 μg/mL injetável que deve ser diluída antes do uso para se obter a polilaminina. Esse processo, chamado de polimerização, liga moléculas menores em uma estrutura maior, aumentando a sua potência. O medicamento será administrado uma única vez de forma intramedular, diretamente na área lesionada. Estudo clínico para verificar segurança Paralelamente ao uso compassivo, a Anvisa autorizou a primeira fase dos estudos clínicos. A etapa envolverá 5 voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, que tiveram lesões completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica, há menos de 72 horas. Pacientes com lesões crônicas, portanto, não estão elegíveis. O objetivo dessa primeira fase é justamente avaliar a segurança da polilaminina, observando potenciais riscos e efeitos colaterais da aplicação. A depender dos resultados, o medicamento poderá avançar para as fases 2 e 3, que têm como objetivo comprovar a eficácia para tratar a lesão. Somente após completar as três etapas, o medicamento pode ser submetido à aprovação da Anvisa para uso. Agora, no estudo clínico, será utilizada uma formulação de laminina 100 μg/mL injetável que deve ser diluída antes do uso para se obter a polilaminina. Esse processo, chamado de polimerização, liga moléculas menores em uma estrutura maior, aumentando a sua potência. O medicamento será administrado uma única vez de forma intramedular, diretamente na área lesionada No final de 2022 foi feita uma solicitação para iniciar os estudos clínicos em humanos foi feita. Desde então, a equipe técnica da Anvisa conduziu reuniões e aconselhamento para que o laboratório e os pesquisadores ajustassem o pedido e atendessem a todos os requisitos regulatórios para a realização de pesquisas clínicas no país. A documentação teve como base testes preliminares, da chamada fase pré-clínica, feitos em laboratório, com modelos animais e pacientes humanos. Esses testes, porém, servem apenas para demonstrar o potencial da droga e não são suficientes ainda para comprovar a sua eficácia e liberá-la para uso – para isso, são necessários os estudos clínicos.

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Após estupro coletivo em Copacabana, especialista explica efeitos do trauma no cérebro O estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, reacendeu o debate sobre as consequências psicológicas da violência sexual. Os impactos podem se estender por anos e, em muitos casos, evoluir para transtorno de estresse pós-traumático (Tept). Psicóloga com doutorado em Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autora do artigo “Violência sexual e neurociências — interfaces acerca do enfrentamento do trauma” junto com outras três especialistas, Raquel Gonçalves pesquisa o tema há duas décadas. Segundo ela, quase metade das pessoas que passam por violência sexual desenvolve o transtorno. Ao GLOBO, Raquel explica como o trauma afeta o cérebro, quais são os principais sintomas e de que forma o apoio social e o atendimento às vítimas influenciam na recuperação. Estupro em Copacabana: o que se sabe sobre o caso e quais são os próximos passos Adolescente apreendido por participar de estupro coletivo em Copacabana é encaminhado ao Degase e aguarda transferência Do ponto de vista psicológico, o que caracteriza um evento como traumático? O trauma é um evento que tem que envolver morte ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual. A principal sequela é o desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático. Diferentemente dos outros transtornos, não tem uma causa única. Qual é o percentual de vítimas de estupro que desenvolvem esse tipo de transtorno? O estupro é um dos eventos que geram a maior chance de desenvolvimento do transtorno. Muito maior do que se você passar por um desastre natural ou um assalto. Sem tratamento, você tem 44% de chance de desenvolver Tept. Quem pode desenvolver o transtorno? Apenas quem sofreu a agressão diretamente? Você pode desenvolver ao sofrer o evento traumático diretamente, como no caso de um estupro. Também acontece ao testemunhar uma situação, como ver alguém ser atropelado. Outra possibilidade é ficar sabendo que um ente querido passou por esse tipo de experiência; uma mãe cuja filha foi estuprada, por exemplo. Por fim, há a categoria de profissionais que são expostos a detalhes aversivos de eventos traumáticos. É o caso, por exemplo, de policiais que trabalham com abuso sexual infantil e lidam com esse tipo de relato. Existe um tempo de observação necessário para que se feche um diagnóstico de Tept? Após o trauma, o diagnóstico só pode ser feito se os sintomas persistirem por pelo menos um mês. É esperado que a pessoa tenha pesadelos, fique sobressaltada ou mais vigilante, mas isso não significa necessariamente que adoeceu. Quais são os sintomas que indicam que o trauma se tornou uma patologia? São 20 sintomas, divididos em quatro categorias. Primeiro, as memórias intrusivas, que vêm como pesadelos, pensamentos invasivos ou flash-backs com detalhes sensoriais — a pessoa sente no corpo a dor do estupro. Segundo, a evitação: a vítima evita lugares, pessoas ou cheiros, como bebida alcoólica, que lembrem o evento, o que a leva ao isolamento. Terceiro, as alterações de humor e cognição, como culpa infundada, incapacidade de sentir alegria e lacunas na memória. Por fim, a vítima fica sobressaltada com qualquer estímulo que apareça, dorme mal, fica irritável, pode ter surtos de raiva ou comportamentos autodestrutivos, como beber ou fazer uso de substâncias para anestesiar a dor. O que acontece fisicamente no cérebro de uma pessoa traumatizada? O trauma provoca mudanças. A amígdala funciona como um detector de perigo e fica hiperativada. O hipocampo, responsável pela memória, pode sofrer danos devido à grande liberação de hormônios do estresse. Em algumas pessoas, diminui de volume. Isso faz com que a memória do trauma não seja armazenada adequadamente. Já o córtex pré-frontal, que regula as emoções, fica menos ativo, diminuindo a capacidade de “avisar” ao cérebro que o perigo já passou. Quem desenvolve Tept passa a interpretar situações neutras como perigosas. Fica em modo permanente de alerta. A culpa pode ser determinante no agravamento do quadro? É um dos fatores de risco para desenvolver Tept. E, até pela estrutura social em que vivemos, é muito comum a culpabilização da vítima. Além disso, quando a pessoa tem um histórico de algum transtorno mental, isso aumenta as chances de você “acumular” transtornos. Diante de uma violência tão brutal, qual é o papel do apoio social e psicológico imediato? Dependendo de como isso é conduzido, pode funcionar como um amortecedor de estresse. Uma coisa é você cair em um chão de concreto, outra é cair em um acolchoado. Você ainda pode se machucar, mas vai estar amortecido. O principal fator de proteção é o apoio social. Quando a pessoa passa por essa situação e tem apoio — chega em casa, conta para a mãe, que a abraça e incentiva a ir à delegacia denunciar, não invalida ou julga a atitude — amortece muito o impacto. O apoio psicológico também vai funcionar como um elemento de proteção. Um atendimento inadequado pode ser considerado um “segundo trauma”? Não é qualquer atendimento que vai ajudá-la. Se, por exemplo, ela é atendida num pronto-socorro e a pessoa fica pedindo para ela recontar aquilo, isso pode piorar e aumentar as chances de ela desenvolver Tept, em vez de proteger. Por isso, tem que ser uma terapia especializada para o tratamento de trauma. Algumas vítimas relatam ficar paralisadas durante o abuso sexual. Por que isso acontece? A imobilidade tônica é uma reação ao trauma que pode acontecer no momento da violência. Trata-se de uma paralisia temporária do corpo. A pessoa continua consciente, entende tudo o que está acontecendo, mas não consegue se mexer. Isso não é voluntário. Quando acontece, muitas se sentem culpadas, pensando que deveriam ter reagido. Além disso, explica por que algumas não apresentam marcas de luta. Existe esperança de recuperação total do Tept? Há estudos que mostram cerca de 80% de chance quando o tratamento é feito. Esses sintomas podem remitir, e a pessoa consegue levar uma vida normal. O trauma continua sendo um evento muito triste, mas ele não domina mais o presente como se estivesse acontecendo de novo. O trauma não vai ser apagado, mas é possível deixá-lo no passado. Quais são as principais técnicas para aumentar as chances de recuperação? Um elemento muito importante é o vínculo terapêutico. A pessoa precisa ser respeitada no tempo dela, porque ela não chega querendo falar do trauma. Aos poucos, com confiança, começa a baixar as defesas. Depois, ela precisa adquirir estratégias de regulação emocional para acalmar o corpo. Com isso, chega à fase principal, que é a exposição imaginária. Nessa técnica, a pessoa reconta o trauma repetidas vezes, de forma protegida pelo terapeuta, para ativar a memória e integrá-la à linha do tempo da vida. Assim, ela deixa de invadir de forma involuntária. O trauma continua sendo uma experiência triste, mas passa a ficar no passado. Atendimento a mulheres vítimas de violência Central de Atendimento à Mulher Ligue 180, de segunda a segunda, 24 horas por dia. São passadas orientações sobre leis e direitos das mulheres, assim como informações sobre rede de atendimento. Também é feito o registro e o encaminhamento de denúncias. Centros de atendimento A Secretaria estadual da Mulher mapeou a rede de proteção e atendimento em 67 endereços no estado, como os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAMs). A lista com todos os locais e telefones está aqui. Aplicativo Rede Mulher Disponível para Android e iOS, o aplicativo permite a solicitação de ajuda à Polícia Militar. No app, também é possível cadastrar uma rede de proteção de amigos e parentes, assim como cadastrar a solicitação de medida protetiva. Pelo Rede Mulher, a vítima pode ainda acessar o serviço de registros de ocorrência. Patrulha Maria da Penha O programa conta com 50 equipes nos BPMs. O trabalho inclui visitas regulares às residências de vítimas com medidas protetivas, assim como o monitoramento para garantir o cumprimento das determinações judiciais. Maria da Penha virtual O web app gera automaticamente uma petição para medida protetiva de urgência, que é distribuída na mesma hora ao juizado competente, sendo passível de consulta pela vítima. É acessado pelo link. Casas da Mulher Carioca Ligadas à Secretaria de Política para Mulheres e Cuidados do município, as unidades oferecem atendimento psicossocial, orientação jurídica e assistência social na capital. Também há orientação sobre encaminhamentos para atendimento psicoterapêutico e para abrigo sigiloso para mulheres sob risco de morte. As Casas da Mulher estão em Madureira (Rua Júlio Fragoso 47), Realengo (Rua Limites 1.260), Padre Miguel (Rua Marechal Falcão da Frota s/n), Campo Grande (Rua Mario Barbosa 137) e Coelho Neto (Avenida Pastor Martin Luther King Jr 10.055), com funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 20h. Dúvidas podem ser sanadas pelo WhatsApp da pasta: (21)96659-3810. Núcleo Especial de Direito da Mulher e de Vítimas da Violência (NUDEM) Órgão da Defensoria Pública do Rio especializado na promoção e defesa dos direitos das mulheres. Funciona de segunda a sexta, das 10h às 16h, na Avenida Marechal Câmara 271 - 7º andar - Centro do Rio. Telefone: (21)2526-8700. Initial plugin text

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08.03.2026 08:03 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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‘É possível deixar a Engenharia mais atraente’: diretora da Coppe defende mais diversidade e aproximação com o mercado O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), principal núcleo de pesquisa e ensino de Engenharia da América Latina, registrou aumento de 25% no número de alunos para o primeiro quadrimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. O volume de contratos ativos também chama a atenção: são mais de 400 projetos desenvolvidos com 130 empresas, que somam cerca de R$ 1,4 bilhão. Ipanema S/A: de padarias a consultórios médicos, Rua Visconde de Pirajá tem mais de 7.800 endereços comerciais Calor dá lugar à chuva e queda de temperatura no Rio; confira previsão para os próximos dias Os números expressivos do instituto são equiparáveis aos títulos do currículo de sua diretora. Suzana Kahn, de 66 anos, engenheira mecânica, mestre em Planejamento Energético e doutora em Engenharia de Produção, acumula experiências como secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente e subsecretária estadual do Ambiente do Rio. Só 20% são mulheres A trajetória da carioca de Ipanema contrasta, no entanto, com a realidade feminina em seu mercado. De acordo com pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, o percentual de mulheres na área correspondia, há três anos, a apenas 20% do total. Ao lembrar sua carreira, a cientista conta que sua motivação para a escolha profissional se deu de maneira estratégica: — Na juventude, eu não tinha vocação para a Engenharia. Gostava de História. Foi uma escolha pela empregabilidade. Meu foco era a independência financeira. “Que profissão eu vou escolher para ter autonomia?” Sou de uma família de classe média, de Ipanema, não sofria. Tive privilégios. Mas é importante para a mulher não depender do marido ou do namorado financeiramente — frisa ela, que na graduação, na Uerj, mais de 40 anos atrás, era uma das três mulheres ao lado de 22 alunos homens. — Ainda há muito o que melhorar. Um dos caminhos é ampliar o acesso à ciência. Anos 1980. Suzana Kahn (de branco) era uma das três alunas de Engenharia Acervo pessoal Enquanto se desenvolvia acadêmica e profissionalmente e acumulava bagagem na Secretaria de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente — na articulação da primeira lei federal, de novembro de 2009, com metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa — e no governo do estado, foi mãe dedicada de três filhos, intercalando temporadas como aluna de pandeiro e de artes plásticas. — Até aula de grafite ela fez (risos). Ela tinha seus 50 e muitos e ia fazer aula com grafiteiros de 15, 20 anos — diverte-se o filho mais velho, Felipe Ribeiro, de 41 anos. — Ela está sempre querendo experimentar hobbies, tendências. Se encarar novos desafios nunca a amedrontou, ocupar espaços em que fosse minoria despertava mais gana. Ou a certeza de que não estava com ela a falta de tato para lidar com a diversidade. Suzana lembra que foi na faculdade, nos anos 1980, que percebeu o despreparo dos docentes para lidar com as mulheres da Engenharia. — Na faculdade, fiquei grávida do meu filho mais velho. Ele nasceu em abril, época de provas bimestrais. Perdi uma porção de testes e tive que fazer segunda chamada na sala do professor. Chegou a hora de o meu filho mamar e começou a sair leite. O professor não sabia onde se enfiava. Ele dizia: “Vai embora, pode ir”. E eu falava: “Eu não vou!” — recorda-se, às risadas. Anos depois, quando estava na vice-direção do grupo de cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) — órgão da ONU que ganhou o Nobel da Paz, em 2007, pela dedicação a estudos sobre mudanças do clima e o aquecimento global —, houve o primeiro desconforto: o preconceito. — Era um mundo de gente, pessoas de diferentes nacionalidades. Eu me lembro da sensação de ser olhada como mulher brasileira. Num jantar, me perguntaram como a gente se vestia no Rio. Isso me incomodou. Fiquei sem graça. Fingi que não liguei, mas liguei — conta ela. Brigar em inglês Para se fortalecer, Suzana buscou os estudos. Aprimorou o inglês para adquirir mais segurança profissional e no trato interpessoal: — Eu contratei um professor particular para me ensinar a brigar em inglês. Na argumentação e contra-argumentação, se você parar para pensar, perde a discussão. O timing era importante para mim. O fato de eu me expressar com mais dificuldade impactava no respeito. Nas vésperas deste Dia Internacional da Mulher, ao receber a equipe do GLOBO em sua casa, Suzana pausou o home office. Ela fazia a análise do Coppe Review, um mapeamento de estudos dos laboratórios do instituto. — Muitas vezes o aluno não tem noção da aplicabilidade do que é estudado. Então, estamos criando um cardápio para que esse conteúdo possa ser explorado por investidores e pela sociedade. Não tem sentido a gente formar tantos mestres e doutores e limitar a um concurso para professores — diz ela. Para a diretora, é possível aproximar academia e mercado, além de abrir ao público o que se pesquisa no instituto. — Para fazer xampu, por exemplo, há estudos não óbvios. Ao analisar como se comporta um fio de cabelo, se vê que é como se fosse um tubo. Então, você vai à Engenharia Metalúrgica. Eles estudam o que acontece com o tubo tal qual se estuda um fio de cabelo. Me dá vontade de fazer as pessoas deixarem de lado a ideia de que a Engenharia é só construir ponte, prédio, colocar asfalto. Há processos bem interessantes que também são da área. E as pessoas gostam das curiosidades não óbvias. É possível deixar a engenharia mais atraente — diz. No cargo de diretora da Coppe, Suzana assinou parcerias que ganharam notoriedade: uma delas é um laboratório de Inteligência Artificial. O hub de IA que ocuparia o prédio do antigo Automóvel Club, no Centro, numa parceria com a prefeitura, vai para outro edifício, ainda não definido. Na Coppe, também ganhou força a Engenharia da Saúde, que se vale da aplicação de conhecimentos junto às Ciências Biomédicas, Econômicas e Sociais para desenvolver equipamentos com o objetivo de diminuir o impacto dos custos da Saúde, aperfeiçoar procedimentos médico-hospitalares e desenvolver dispositivos que melhorem a vida de quem tem doenças crônicas. Para a academia se abrir para a sociedade e mais inovações, a engenheira defende uma revisão de perspectivas sobre recursos. — A parceria com o setor privado é essencial. Grande parte dos recursos deveria vir do setor público, já que é responsabilidade do Estado fornecer a educação, mas ter parceiros privados é bem-vindo — destaca Suzana. A palavra é diversidade Segundo ela, a diversidade é essencial na universidade: — Falamos de diversidade de gêneros, fundamental. Mas a diversidade nas fontes de recursos e entender as necessidades do mercado também é importante. Ao assumir o posto de diretora em 2023, outra de suas bandeiras era a de elevar o número de alunos da pós-graduação, mais um objetivo alcançado. Segundo a assessoria da UFRJ, em 2024 ingressaram 645 alunos; e em 2025, 696. Seu braço direito na Coppe, o vice Marcello Campos, ressalta o jeito objetivo e direto com que Suzana lida com o trabalho e a gestão humana: — Nosso projeto contínuo é de uma excelência acadêmica na Coppe. Temos um escritório conhecido e importante, inclusive internacionalmente, mas hoje o desafio é manter o destaque, já que outros centros surgiram no Brasil. Este é um projeto contínuo: de formação de pessoal e produção científica. Initial plugin text

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08.03.2026 08:03 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Final do Carioca: um só jogo pode determinar os rumos de Flamengo e Fluminense no ano? Fluminense e Flamengo já tiveram uma relação de pai e filho, com os dissidentes de um fundando o outro. Depois, foram coisa de irmãos: a grandiloquência de Mario Filho e a iconoclastia de Nelson Rodrigues fizeram do Fla-Flu o mais literário dos clássicos. E viraram até sinônimo da polarização política que dividiu tantas famílias brasileiras. Desde que passaram a dividir a administração do Maracanã, voltaram a ter a maior rivalidade do futebol carioca. E hoje decidem mais um Campeonato Estadual, com mais diferenças do que semelhanças. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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08.03.2026 08:03 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Crime explora ocupação irregular de áreas de risco no estado do Rio Desde a chuva de 9 de fevereiro, Sharlene da Silva Frazão, de 44 anos, moradora da Vila Urussaí, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, não teve mais tranquilidade. A água invadiu sua cozinha por baixo do piso, formou uma espécie de chafariz e alagou toda a casa, de onde a mulher foi retirada com o filho Alyson, de 13. Os dois foram levados para um abrigo, onde passaram quatro dias. Na volta, ela percebeu que havia várias rachaduras nas paredes, sendo a do quarto estufada, indicando risco de desabamento. Ipanema S/A: de padarias a consultórios médicos, Rua Visconde de Pirajá tem mais de 7.800 endereços comerciais Rocinha vira badalado cartão postal: as novidades que turbinam o turismo na comunidade — Volta e meia, ouço um tec-tec — diz a catadora de recicláveis, que recebeu de uma equipe da prefeitura prazo de 45 dias para ela fazer obras estruturais na casa. Vila Urussaí é um retrato do que a falta de fiscalização tem provocado em áreas vulneráveis a temporais no estado do Rio: com frequência, são regiões invadidas e exploradas por oportunistas ou por milicianos e traficantes, que, em alguns casos, se infiltram em associações de moradores, vendem terrenos e cobram taxas por transações de imóveis e serviços. A comunidade surgiu há 30 anos: é um sub-bairro de Saracuruna, cortado pelo rio de mesmo nome e dominado pelo tráfico. Segundo relatos, os primeiros lotes foram vendidos a partir de R$ 100 pela antiga associação de moradores. Tempos depois, uma empresa se disse proprietária da área e passou a cobrar para legalizar os imóveis. Alagadiça, a comunidade só começou a ser asfaltada recentemente. Sem a atenção e o controle do poder público, ali e em todo o estado, a ocupação irregular do solo explode e põe a população em risco. — Empresários e milicianos, os piores deles, junto com políticos, desconsideram a legislação e se atrevem a construir ou lotear áreas que deveriam ser protegidas. E não são fiscalizados — enfatiza a professora Carla Maciel Salgado, do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), que estuda chuvas e enchentes. Ela lembra que o Código Florestal define o que são Áreas de Preservação Permanente (APP), entre elas encostas com mais de 45 graus de inclinação e margens de rios, onde não pode haver construção: — No Rio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e outros órgãos já mapearam essas áreas. As APPs não são respeitadas. Falta fiscalização. Negligência e morte Na comunidade de Caxias, o descaso resultou na morte de três pessoas, com o colapso de uma casa num temporal no fim de janeiro. Jeremias dos Santos Silva, de 25 anos, e a enteada Maira Vitória, de 11, morreram no mesmo dia. Luana Moreira da Silva, de 27, mãe da menina, morreu semanas depois. De tão acostumados com a precariedade do lugar e com problemas decorrentes de chuvas, moradores já criaram mecanismos para conviver com a situação. A família de Monique de Oliveira sobe o piso cada vez que a água invade a casa. — Se tivesse condições, não morava aqui. Na chuva, o valão transborda. Perdi muita coisa — diz ela, que vive com o marido e cinco filhos. Outro morador, Josimar Anacleto de Oliveira se mudou para Urussaí quando a área começou a ser loteada. Ele conta que o terreno custava R$ 150. Hoje, cobram mais de R$ 20 mil. Próximo do rio, ele aterrou o terreno e construiu na parte mais alta, para escapar das enchentes. No sub-bairro, vários lotes ostentam placas com nome e telefone da Camboatá, empresa que seria a dona do lugar atualmente. Sócio da firma junto com filhos, o ex-deputado estadual Silvério do Espírito Santo, de 93 anos, alega que assumiu a firma há dez anos e não pode responder por transações que tenham ocorrido no passado. Ele garante, porém, que os lotes sob a responsabilidade de sua empresa são todos legalizados. Sharlene da Silva Frazão e seu filho Alyson: a casa da família, em Caxias, foi alagada nas últimas chuvas Fabiano Rocha Caxias é o município — entre 30 de um relatório de avaliação de riscos de desastres provocados por chuvas, feito pelo estado e pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) — com mais domicílios em áreas suscetíveis a desastres: 271.882. As 30 cidades somam mais de 1,6 milhão de casas vulneráveis, isso sem contar a capital, não incluída no estudo. Procurada, a prefeitura caxiense diz que o crescimento acelerado do município e o surgimento de ocupações são “desafio constante” e que atua para “identificar e conter” as irregularidades. Mas não respondeu se a área da Vila Urussaí é, de fato, regularizada e edificável. A combinação de estado que falha no dever de coibir ocupações indevidas com a ação de exploradores que lucram com um mercado imobiliário ilegal em áreas de risco, no entanto, não se restringe a Caxias. É um fenômeno disseminado por municípios de diferentes portes. Explosão sob as asas do tráfico Na Costa Verde, Angra dos Reis está entre as cidades citadas no estudo do governo do Rio. Ali, na semana retrasada, o pastor Marciano da Silva de Andrade se tornou mais uma vítima das chuvas. O religioso, de 55 anos, morava no Morro São Lourenço, dentro da comunidade Parque Belém. Ele subia a encosta quando foi atingido pelo muro de uma casa. Havia algumas construções na parte plana do Belém quando a encosta foi invadida. Léa Ferreira, de 69 anos, tinha 11, quando o pai ocupou um terreno no morro. Hoje, ela ainda vive na casa, cheia de rachaduras: — Eu me considero abençoada, porque tenho onde morar. Mas, quando chove, saio de casa. No morro, Elisângela Nobre de Oliveira sequer tem casa própria e precisa da ajuda da mãe para arcar com os R$ 350 do aluguel: — Sei do perigo. Mas não tenho como pagar R$ 800 na parte baixa. Outra moradora, Bianca Mara Ferreira, de 47, vive com marido e filhos numa casa pendurada na encosta, comprada por R$ 40 mil: Bianca Mara Ferreira, de 47 anos, vive com marido e filhos numa casa pendurada na encosta Gabriel de Paiva — Quando chove, não consigo dormir. Tem gente que sai correndo. Não espera nem tocar a sirene. O Belém já foi uma área violenta. Hoje, tem tráfico mais contido, devido à presença da Unidade de Polícia de Proximidade (UPP). Mas ainda se vê a inscrição do Terceiro Comando Puro (TCP) em muros. Números do Censo do IBGE mostram que o lugar se adensou nos últimos anos: foi de 2.966 para 8.276 moradores, entre 2010 e 2022. As transações imobiliárias continuam e, segundo um frequentador do Belém, são feitas por “corretores” que circulam no local. Elizeu Oliveira Drumond comprou, em 2017, uma área do Belém de mais de um milhão de metros quadrados em hasta pública — venda de bens penhorados — do Ministério do Trabalho, mas não consegue usufruir dos terrenos, onde há 1.600 casas, sete igrejas, 47 lojas, o Samu e uma escola. — Comprei barato, por R$ 30 mil. Sou dono, mas ainda não deram uma solução para as ocupações. O Morro São Lourenço, no Belém: casas em área de risco Gabriel de Paiva Quanto a riscos, o secretário de Proteção e Defesa Civil, Fábio Júnior da Silva Pires, explica que boa parte de Angra dos Reis, e não apenas o Belém, é vulnerável às chuvas: — O município fica espremido entre a montanha e o mar. Grandes empreendimentos trouxeram mão de obra extensa, sem planejamento urbano. Essas pessoas ocuparam áreas não edificáveis — afirma Pires. — Em Angra, o risco é tanto de deslizamentos quanto de inundações. Mas temos um plano de redução de riscos. São 74 áreas mapeadas, onde moram 60 mil pessoas, 40% da população. Na capital, na região das Vargens, na Zona Sudoeste, moradores assistiram às trocas do controle criminoso das áreas, que são alagadiças e sofrem com temporais. Em Vargem Pequena, na Novo Palmares — onde no passado a vereadora Marielle Franco atuou contra os bandidos para tentar agilizar a titularidade dos lotes —, a milícia foi desbancada, primeiro, pela narcomilícia (milícia e TCP) e, há um ano, a comunidade está sob domínio do Comando Vermelho. Tentativa de resistência Abandonada por um arrendatário, a Novo Palmares foi invadida há cerca de 35 anos. Segundo um ex-morador, na ocasião foi criada uma associação de moradores: — Com o tempo, um terreno desocupado começou a ser vendido por essa associação. Quando a narcomilícia assumiu, em 2022, passou a cobrar taxa de lojistas e por serviços, como costureiras e manicures. A situação só não foi pior porque havia uma comissão de moradores atuante, que confrontava a associação e batalhou — embora sem sucesso — para implementar a regularização fundiária do lugar, declarado Área de Especial Interesse Social em 2000. — A associação era contrária à regularização — lembra o ex-morador. — Ergueu até um muro, que nos impedia de circular por uma das ruas da comunidade. Fizemos um buraco na construção. Depois, parte do muro foi demolida. Ainda em Vargem Pequena, a favela Santa Luzia já esteve sob domínio da milícia. Hoje, o controle é do CV. — Comprei a posse do terreno por R$ 3 mil na década de 1990. Na época, eram algumas dezenas de casas. Hoje, são cerca de 3.500. Pagávamos taxa para a associação. Há cerca de cinco anos, uma moto começou a passar para cobrar R$ 50 por semana de lojas. Agora, o pagamento é via Pix — diz uma moradora.

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08.03.2026 08:03 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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Temporais devem continuar em SP neste domingo (8); veja previsão Inmet prevê temperatura de 18°C a 28°C na capital paulista, com pancadas ao longo do dia

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08.03.2026 05:03 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Onde foram parar dinheiro e joias apreendidos pela polícia em cobertura de bicheiro? Em dezembro de 2011, um helicóptero pairando sobre a cobertura do bicheiro Aniz Abraão David, o Anísio, patrono da Beija-Flor, em Copacabana, enquanto policiais civis desciam de rapel, parecia uma cena de “Missão Impossível”, thriller estrelado por Tom Cruise. Quase 15 anos depois, o desfecho do processo vem sendo ainda mais inusitado. Absolvido das acusações de associação criminosa e corrupção ativa, o contraventor entrou na Justiça com um pedido para reaver os bens apreendidos durante a operação. A juíza da 1ª Vara Criminal de Teresópolis, Marcela Assad, determinou a devolução. No entanto, quando chegou o momento de cumprir a decisão, as joias e o dinheiro não foram localizados pelas autoridades responsáveis por sua custódia, de acordo com os autos. Até agora só se sabe onde estão as obras de arte. Caso Rodrigo Crespo: três são condenados a 30 anos de prisão pela morte do advogado Ipanema S/A: de padarias a consultórios médicos, Rua Visconde de Pirajá tem mais de 7.800 endereços comerciais No processo de restituição de bens de Anísio, há uma extensa lista que inclui 155 joias — entre relógios, pulseiras, brincos e colares de ouro e diamantes —, além de dinheiro, em moedas nacional e estrangeiras, como dólar e euro, e obras de arte. Os bens foram apreendidos em 2011, durante a Operação Dedo de Deus, conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil, no imóvel do bicheiro na Avenida Atlântica. Entre os itens recolhidos estavam três telas: uma de Heitor dos Prazeres, pioneiro na fundação das primeiras escolas de samba — Mangueira e Portela —, e duas de Maurício Barbato. Joias e dinheiro sumidos O Museu Nacional de Belas Artes confirmou que as obras estão sob sua guarda, na condição de fiel depositário. A instituição, no entanto, afirmou que precisa localizar “o processo administrativo instaurado à época do recebimento dos bens”. Por esse motivo, solicitou vistas aos autos para realizar a devolução conforme as normas internas. A dificuldade maior, segundo a defesa do bicheiro, está em reaver as joias e o dinheiro. Em 17 de fevereiro do ano passado, ao responder a um pedido do advogado de Anísio, Ubiratan Guedes, a juíza determinou que “esclarecimentos e levantamentos acerca dos bens” deveriam ser feitos pela defesa junto à Polícia Civil. Determinação de “esclarecimentos e levantamentos acerca dos bens” Reprodução Nos autos, consta um Documento de Arrecadação do Estado do Rio de Janeiro (DARJ) em nome da corregedoria, indicando um depósito de R$ 115.430 relacionado ao registro de ocorrência da Operação Dedo de Deus, feito em 2011. Guedes afirma, contudo, que a polícia não expediu qualquer ofício para localizar o montante. Segundo ele, em situações de restituição de bens, é comum que a própria polícia realize a devolução, por ser responsável pela apreensão. — À autoridade policial, cabem a guarda e a devolução do bem apreendido. O meu cliente foi absolvido em 2023 e, em seguida, entramos com o pedido de restituição, mas não se sabe onde foram parar as joias e o dinheiro — afirmou o advogado. A defesa do contraventor afirma que já acompanhou casos semelhantes em que a Polícia Federal, como responsável pela apreensão, conduziu todo o procedimento sem dificuldades: — A Justiça deu a ordem judicial, a PF expediu o ofício e meu cliente foi buscar o dinheiro na instituição financeira. Estava tudo lá, lacrado. Dessa vez, foram apreendidos relógios da marca Rolex e joias de família. Comprovamos a origem lícita dos bens, mas não conseguimos reavê-los. Em 30 de dezembro do ano passado, a Corregedoria da Polícia Civil informou à Justiça que as cédulas nacionais e estrangeiras apreendidas na operação foram recebidas no início de 2012 por uma funcionária da Caixa Econômica Federal. Segundo o documento, um comissário de polícia relatou que, “provavelmente”, a agência era a da Rua Senador Dantas, no centro do Rio. Em seguida, em novo ofício, a corregedoria retificou a informação, substituindo a Caixa pelo Banco do Brasil. No início deste ano, a corregedoria voltou a informar à Justiça sobre a “localização de cédulas nacionais e estrangeiras apreendidas” no procedimento. No documento, sem apresentar explicações detalhadas, a Polícia Civil relatou que realizou uma “consulta em fontes abertas” e mencionou uma funcionária do Banco do Brasil, indicando seu nome e endereço. Guedes entendeu que caberia a ele procurá-la. — Como assim? Eu não vou bater na porta dessa bancária para exigir o dinheiro do meu cliente. A polícia é que tem que fornecer as informações precisas. A juíza determinou isso — argumentou. Caixa desconhece agência Situação semelhante ocorreu em relação às joias apreendidas. A Caixa comunicou à Justiça, em 23 de junho do ano passado, que “não foi possível identificar a agência responsável pela custódia dos objetos”, embora tenha sido informada sobre os números dos envelopes com lacres. Também destacou no ofício destinado à 1ª Vara Criminal de Teresópolis a ausência de dados no laudo de avaliação das peças, quando as joias foram acauteladas pelo banco. O GLOBO solicitou uma entrevista com o corregedor-geral da Secretaria de Estado de Polícia Civil, Glaudiston Galeano, coincidentemente, o mesmo que comandou a Dedo de Deus, mas a instituição enviou apenas uma nota. De acordo com a assessoria, “o depósito e o acautelamento dos bens e valores são realizados para preservá-los e não cabe à Polícia Civil sua devolução após a judicialização”. Afirmou que os depósitos foram feitos em “instituições públicas de renome” e que o dinheiro em moeda nacional está no Itaú, enquanto os demais no Banco do Brasil. A nota não esclarece onde estão as joias. No processo, o Itaú informou ao juízo que não localizou o valor e que não há documento comprovando que o dinheiro esteja na instituição. O Banco do Brasil, por sua vez, respondeu que “não é parte no processo e não comenta sobre o caso”. Initial plugin text

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08.03.2026 08:00 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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Como limpar a Air fryer? Veja um método simples e eficaz, segundo um especialista O engenheiro químico Diego Fernández compartilhou um método profissional para higienizar uma Air Fryer (fritadeira elétrica sem óleo), uma solução técnica que facilita a manutenção dos equipamentos e previne o desgaste dos seus materiais, além de otimizar o tempo de limpeza em casa. Veja, abaixo: Quem lembra? Há 40 anos, o Cometa Halley fazia sua última passagem pela Terra Entenda: Quase 17 milhões de kg de arroz frito, ramen e bolinhos são recolhidos nos EUA após relatos de vidro em alimentos Como limpar a Air fryer? O acúmulo de óleos e restos de comida queimados representa um desafio para a higiene na cozinha. — Limpar a panela elétrica quando está assim, cheia de gordura, é a coisa mais fácil do mundo —garante Fernández, antes de ressaltar que o segredo está no uso dos componentes adequados e na temperatura do líquido. O engenheiro deposita uma ou duas colheres de percarbonato de sódio na cesta da Airfryer. Este produto sólido se distribui pelo fundo enquanto a grade interna permanece no lugar. A presença da grade permite que a solução atue simultaneamente sobre todas as partes metálicas. Em seguida, despeja água próxima ao ponto de ebulição sobre o pó branco. O contato entre o líquido quente e o composto químico gera uma efervescência imediata, que desprende as partículas de sujeira. Este método evita o uso de materiais abrasivos que podem danificar o revestimento dos eletrodomésticos. A mistura de água e o agente oxidante penetra nos furos da grade, onde as esponjas comuns não alcançam. O profissional recomenda essa técnica para prolongar a vida útil dos materiais e garantir um cozimento livre de resíduos antigos. Air fryer Unsplush via La Nación 'Percarbonato não é bicarbonato' A eficácia do truque depende da escolha correta do produto de limpeza. Fernández esclarece uma confusão comum entre os consumidores de produtos de drogaria: — Percarbonato não é bicarbonato — alerta. Embora os nomes sejam parecidos, o percarbonato de sódio tem uma capacidade de desengordurar muito maior em ambientes de alta temperatura. O bicarbonato de sódio funciona para manchas leves, mas o percarbonato desintegra camadas de gordura mais densas. A substância libera oxigênio ativo ao entrar em contato com a água quente, um processo químico que quebra as cadeias de lipídios e os desprende das superfícies plásticas e metálicas. A solução deve descansar exatamente 15 minutos para que a emulsão da sujeira seja completa. Durante esse período, a água muda de cor e fica turva devido à suspensão das partículas de resíduos. O engenheiro aproveita esse intervalo para realizar a manutenção do restante do aparelho. Ele aplica um desengordurante de cozinha comercial em um pano de tecido e limpa a estrutura externa da unidade, para remover respingos de óleo e o pó que se acumula no motor. O cuidado com a parte externa previne que sedimentos entrem no sistema de ventilação do equipamento. Fernández mantém a limpeza da carcaça com movimentos suaves, para não riscar o acabamento brilhante. A etapa final do procedimento garante um resultado impecável e livre de odores desagradáveis. Após os quinze minutos de espera, Fernández descarta o líquido sujo na pia da cozinha. — O percarbonato de sódio corta e emulsiona a gordura — explica o profissional. — O composto químico também cumpre uma função desodorizante, eliminando o cheiro de fritura rançosa. Initial plugin text Este conteúdo foi produzido por uma equipe do LA NACION com a assistência de IA.

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08.03.2026 07:32 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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Pediatras alertam: dietas virais nas redes sociais podem prejudicar a saúde de crianças Pediatras alertam para o aumento de modas alimentares impulsionadas pelas redes sociais, que chegam cada vez a mais famílias e acabam gerando confusão sobre a nutrição infantil. Segundo especialistas, muitas dessas tendências não têm respaldo científico e podem prejudicar a saúde de crianças e adolescentes. Por que, segundo o feng shui, é recomendado deixar um pote de sal grosso ao lado da cama? Mpox: 5 novos estados registram casos da doença; total no Brasil chega a 136 O alerta foi feito durante a apresentação do 22º Congresso da Associação Espanhola de Pediatria de Atenção Primária (AEPap), realizado entre os dias 5 e 7 de março. Na ocasião, a coordenadora do grupo de trabalho de Gastroenterologia, Nutrição e Endocrinologia Infantil, Marta Castell, explicou que diversas práticas alimentares se espalham rapidamente nas plataformas digitais. De acordo com a especialista, muitas dessas tendências carecem de evidências científicas e podem trazer consequências negativas para a nutrição dos menores. Dúvidas frequentes na alimentação infantil Os pediatras observam que as preocupações das famílias variam conforme a idade das crianças. Entre os bebês, muitas dúvidas estão relacionadas à introdução alimentar. Já nas fases pré-escolar e escolar, surgem práticas como retirar lactose ou glúten da dieta sem diagnóstico médico. Algumas famílias acreditam que essa decisão seja mais saudável. Também aparecem questionamentos sobre alimentação vegetariana e o uso adequado de suplementos. Outra preocupação é o crescimento do sobrepeso infantil. Na Espanha, a obesidade ou o excesso de peso atinge 36,1% das crianças. Nesse cenário, algumas famílias acabam adotando dietas restritivas ou eliminando alimentos sem orientação médica. Segundo especialistas, essas decisões podem provocar deficiências nutricionais, problemas de crescimento e uma relação pouco saudável com a alimentação. Os pediatras destacam que muitas famílias procuram orientação com a intenção de melhorar a dieta das crianças, mas frequentemente demonstram dificuldade em diferenciar informações científicas de tendências virais, como dietas de exclusão ou supostos “superalimentos” sem comprovação clínica. Adolescentes são os mais vulneráveis Os especialistas apontam que os adolescentes formam o grupo mais exposto a essas modas alimentares. Recomendações divulgadas por influenciadores ou figuras públicas acabam gerando dúvidas sobre diferentes práticas nutricionais. Entre as tendências mais citadas estão dietas para perda de peso, dieta cetogênica (keto), jejum intermitente e consumo de suplementos esportivos ou superalimentos. Possíveis efeitos da dieta cetogênica A dieta cetogênica se caracteriza pelo alto consumo de gorduras, que pode representar cerca de 70% da ingestão diária, além de uma quantidade elevada de proteínas. Nesse modelo alimentar, os carboidratos são reduzidos para menos de 50 gramas por dia. Esse tipo de alimentação provoca um estado chamado cetose nutricional. Embora em alguns casos seja utilizada para tratar diabetes tipo 2 ou obesidade, especialistas alertam que ela pode trazer efeitos negativos, especialmente em jovens. Entre os possíveis impactos estão alterações no perfil lipídico, deficiência de vitaminas e minerais, fadiga, dificuldade de concentração e possíveis efeitos no desenvolvimento. Além disso, dietas muito restritivas podem levar à falta de micronutrientes, baixo consumo energético, baixa autoestima e até transtornos do comportamento alimentar. Retomar a dieta mediterrânea Os especialistas lembram que a Espanha possui um dos padrões alimentares mais reconhecidos do mundo, a dieta mediterrânea. Mesmo assim, o país registra uma das maiores taxas de obesidade infantil da Europa. Por isso, os pediatras defendem uma “re-mediterranização” da alimentação familiar, incentivando a retomada de hábitos alimentares tradicionais para prevenir obesidade e reduzir riscos cardiovasculares no futuro. Aumento no consumo de bebidas vegetais Outra tendência que preocupa os especialistas é o crescimento do consumo de bebidas vegetais, que aumentou cerca de 75% na última década. Em crianças menores de três anos, entre 25% e 30% das calorias diárias vêm de produtos lácteos. Por isso, o tipo de leite ou bebida substituta é fundamental para o desenvolvimento nutricional. O leite de vaca fornece proteínas, gorduras saturadas, cálcio e vitamina D. Já as fórmulas infantis possuem menor teor de proteína e utilizam gorduras vegetais enriquecidas com DHA e EPA. Substituir o leite materno, o leite de vaca ou fórmulas infantis por bebidas vegetais — como a de aveia — em crianças menores de dois anos é considerado nutricionalmente inadequado, pois esses produtos têm poucas calorias, baixo teor de proteína e não contêm ferro nem outros minerais essenciais. Especialistas também observam o aumento de produtos vegetais ultraprocessados. Embora sejam promovidos como alternativas saudáveis, muitos contêm açúcar e gorduras saturadas. Segundo os especialistas, hambúrgueres “plant-based” continuam sendo hambúrgueres ultraprocessados — o mesmo vale para algumas barras vegetais. Debate sobre redes sociais e menores Durante a apresentação do congresso, também foi discutida a possibilidade de limitar o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Os especialistas ressaltam a importância da educação e do papel dos pais como referência. O objetivo é orientar o uso responsável das telas e reduzir a exposição a conteúdos que incentivam hábitos pouco saudáveis.

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"Pediatras alertam: dietas virais nas redes sociais podem prejudicar a saúde de crianças"

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Timothée Chalamet perde aura de queridinho de Hollywood após dizer que 'ninguém se importa com ópera e balé' Principal concorrente de Wagner Moura ao prêmio Oscar de Melhor Ator, Timothée Chalamet virou alvo de críticas de artistas brasileiros após declaração polêmica sobre balé e ópera a semanas do Oscar, que acontece no próximo dia 15 de março. Eliana. Apresentadora conta que pediu chorando que Silvio Santos não a demitisse Exigente. Chef de Timothee Chalamet preparava três cafés da manhã para ele no set; ator comia um e descartava os outros Em conversa com o ator Matthew McConaughey organizado pela revista Variety e a emissora de televisão CNN, o protagonista de 'Marty Supreme' (2025) declarou que ninguém se importa com ópera e balé. A fala gerou revolta em diversos artistas, inclusive, brasileiros. Um dos mais expressivos coletivos de dança do Brasil, o Grupo Corpo fez um post em que costura o vídeo com fala de Chalament e um teatro lotado aplaudindo um espetáculo da companhia. A legenda diz: "Há quem diga que ninguém se importa. Mas os aplausos contam outra história. Algumas artes atravessam o tempo e continuam emocionando plateias do mundo inteiro". ‘Monstros S.A.’: terceira parte da franquia está em desenvolvimento na Pixar Veja: Caetano Veloso celebra o aniversário do filho Zeca: 'A voz mais espiritual da minha família' Muitos comentários nas redes comparam certa antipatia do ator americano com a simpatia e o molho do brasileiro de Wagner Moura: 'Vai Wagner, acaba com ele", escreveu um internauta. O ator e comediante Tom Davis revelou que, durante as filmagens de "Wonka", Chalament tinha um chef de cozinha particular. E que o funcionário preparava três cafés da manhã para o ator, mas ele escolhia apenas um e descartava os outros. "Uma coisa que realmente me irritou foi o fato de ele ter um chef particular, enquanto nós tomávamos cafés da manhã bem ruins. Acabei conhecendo o chef dele e perguntei o que estava preparando naquela manhã. 'Faço três opções diferentes para o Tim, e ele escolhe apenas uma'', contou o Davis em entrevista ao Daily Mail. A conversa que deu origem aos comentários polêmicos de Chalament foi publicada na íntegra no dia 24 de fevereiro, mas pequenos trechos viralizaram nos últimos dias, com cortes dos vídeos nas redes sociais. Em um desses trechos, McConaughey e Chalamet refletem sobre a atenção cada vez mais fragmentada do público, o que teria obrigado os diretores e produtoras a cortar o primeiro ato dos filmes — pulando direto para as cenas mais impactantes. Drama. Fim da tutela de Britney Spears não foi o fim das preocupações com ela Alerta. União Brasileira dos Compositores afirma que mulheres recebem apenas 10% do total distribuído de direitos autorais "Às vezes é preciso levantar uma bandeira dizendo: 'Ei, este é um filme sério', ou algo assim. Algumas pessoas querem ser entretidas rapidamente", ele afirmou. "Eu fico bem no meio-termo, Matthew. Eu admiro pessoas — e eu mesmo já fiz isso — que vão a um talk show e dizem: 'Precisamos manter os cinemas vivos, precisamos manter esse gênero vivo'. Mas outra parte de mim acha que, se as pessoas quiserem ver, como Barbie e como Oppenheimer, elas vão assistir e até fazer questão de demonstrar isso com orgulho". Chalament, então, cita 'Frankenstein' (2025) como um exemplo recente de longa que consegue conquistar a atenção da audiência mesmo sem um ritmo frenético. Em seguida, ele solta a seguinte fala: "Não quero trabalhar em balé ou ópera, coisas (que precisam das pessoas dizendo): 'Ei, mantenham isso vivo', ainda que ninguém mais se importe". O ator parece ter reconhecido que sua declaração geraria polêmica, acrescentando, imediatamente, que respeita as "pessoas do balé e ópera" e que tinha acabado de perder "14 centavos em audiência" por suas "alfinetadas sem motivo". Nos comentários do vídeo no Instagram, a cantora de ópera Isabel Leonard, vencedora do Grammy, se disse "chocada que alguém tão bem-sucedido possa ser tão mente fechada em suas opiniões sobre arte enquanto se considera um artista, como imagino que ele faz sendo um ator". O bailarino brasileiro Victor Caixeta afirmou que a ópera e o balé "sobrevivem há séculos. Vamos ver se os seus filmes ainda serão vistos em 300 anos". Protagonista de diversas novelas e peças de teatro, o ator Thiago Fragoso também se manifestou dizendo: "Balé e ópera, meu amigo... Algumas coisas merecem existir. Vá assistir a um pouco disso". Além de Wagner Moura e Chalamet, um dos favoritos na categoria Melhor Ator, concorrem ao prêmio na mesma categoria, Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke, Michael B. Jordan.

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"Timothée Chalamet perde aura de queridinho de Hollywood após dizer que 'ninguém se importa com ópera e balé'"

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Guerra coloca em xeque plano do Oriente Médio para ser potência da IA Nos últimos anos, o Oriente Médio se candidatou a ser o terceiro maior polo de inteligência artificial (IA) do mundo, atrás apenas de EUA e China — o movimento prevê a movimentação de trilhões de dólares por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e Bahrein. Porém, o novo conflito na região lançou uma nuvem de incertezas sobre o plano da região de reduzir a dependência do petróleo, abrindo possibilidades para o Brasil e o Rio, em particular, ganharem espaço nesse cenário tecnológico. Chatbots vão à guerra: como IA generativa e drones kamikazes transformaram a guerra no Oriente Médio Conflito no Oriente Médio e chuvas em MG impulsionam vídeos falsos com IA e mostram nova face da desinformação — Alguns países do Oriente Médio tentaram passar uma certa noção de normalidade ao longo dos últimos anos, quase que para fazer esquecer que ali é uma região que tem instabilidades crônicas. Portanto, seria possível fomentar IA e inovação. Uma guerra como essa quebra a lógica de normalidade. Quando você quer inovar, é preciso estabilidade e tranquilidade — explica ao GLOBO Tanguy Baghdadi, professor de Relações Internacionais do Ibmec. O sinal amarelo veio na segunda-feira (2), quando a Amazon comunicou que dois de seus data centers nos Emirados Árabes foram diretamente atingidos por drones suicidas, em uma ação deliberada do Irã, segundo a Agência Fars, que é alinhada com o governo dos aiatolás. No mesmo dia, a gigante americana informou que um de seus centros de dados no Bahrein também foi atingido. Investimentos em IA no Oriente Médio Editoria de Arte “Os ataques causaram danos estruturais, interrompendo o fornecimento de energia para nossas infraestruturas, e, em alguns casos, resultaram em atividades de combate a incêndios que resultaram em danos adicionais causados pela água”, disse comunicado da Amazon. Não é uma situação que o governo americano, as grandes empresas de tecnologia e os investidores globais e locais podem alegar surpresa. Em julho do ano passado, Christopher S. Chivvis e Sam Winter-Levy, da think tank Fundação Carnegie para a Paz Internacional, assinaram um artigo no Washington Post intitulado: “O Golfo não é o lugar ideal para construir a infraestrutura mundial de IA”. No texto, os data centers planejados para a região são descritos como "alvos fáceis" para ataques de drones baratos e mísseis, especialmente vindos do Irã. E essa não é a única fragilidade da região. Um dos outros atrativos para a instalação de infraestrutura de IA no Golfo é a sua condição de ponto de conexão de importantes cabos submarinos, que conectam 4 bilhões de pessoas na África, na Ásia e na Europa: 17 cabos passam pelo Mar Vermelho e outros cabos adicionais, conectando Irã, Iraque, Kuwait e Catar, estão no estreito de Ormuz, que foi fechado pelos iranianos com o início do ataque dos EUA. Como os EUA usaram IA no ataque ao Irã e até onde vai a aliança do setor com Trump Embora muito difíceis de se tornarem alvos ativos de drones iranianos, um dano acidental pode ter consequências importantes para o tráfego global na internet. Em 2024, três cabos no Mar Vermelho foram rompidos após um navio ser atingido por um míssil dos houthis. Resultado: 25% do tráfego entre Ásia, Europa e Oriente Médio foi interrompido e o reparo de um dos cabos levou cinco meses por dificuldades de acesso à região. Plano para não ser dependente de petróleo Além da localização estratégica, o Oriente Médio reúne diferentes atrativos para se tornar exportador de poder computacional, um dos recursos mais desejados da atualidade. Os países têm capacidade de investimento, muito espaço físico para a construção de data centers e oferecem energia barata. No ano passado, Tareq Amin, CEO da Humain, empresa estatal da Arábia Saudita, projetava oferecer reduções de custo entre 20% e 40% em relação aos EUA. É a situação ideal para tentar diversificar economias amarradas ao petróleo. — Há dois anos, eu participei do Fórum Internacional de Governança da Internet em Riade, Arábia Saudita. Por lá, há movimento para que Oriente Médio não seja mais visto só como exportador de petróleo. Eles apostam muito primeiro na infraestrutura de computação, na geração de energia e em uma infraestrutura computacional, não só para empresas locais, mas também para exportação — conta ao GLOBO Diogo Cortiz, professor da PUC-SP. Brad Smith, presidente da Microsoft, e Peng Xiao, do G42, em anúncio de data centers nos Emirados Árabes G42/Divulgação Parte da inspiração para alguns desses países é Israel, que na última década passou a vender o slogan “startup nation”, como consequência dos investimentos em tecnologia. Arábia Saudita e os Emirados Árabes passaram a liderar esse movimento na região, apontando para IA e tecnologia como caminho de diversificação em documentos que planejam seus futuros — Catar e Bahrein passaram a seguir os vizinhos. “Não permitiremos que o nosso país fique à mercê da volatilidade dos preços de commodities”, diz o documento Visão 2030, que a Arábia Saudita publicou em 2016 para projetar sua década seguinte. A ideia é que a IA e a economia de dados possam contribuir com até US$ 135 bilhões para a economia até 2030. Já o Plano Nacional de IA 2031 dos Emirados Árabes projeta que a IA se torne 20% do PIB que não tem origem em petróleo. As duas nações começaram a tentativa de transformação tecnológica olhando primeiro para fora, contribuindo com bilhões de dólares para o Vision Fund, o maior fundo de investimentos em tecnologia da história, criado pelo conglomerado japonês SoftBank. Os US$ 100 bilhões ajudaram a financiar startups como Uber, Rappi, ByteDance e WeWork. Os fundos soberanos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes administram US$ 2 trilhões. Para levar IA para o próprio território, os dois países decidiram criar “campeões nacionais” da tecnologia. Os Emirados Árabes criaram a G42 em 2018 com forte apoio do fundo Mubadala, que conta com cerca de US$ 300 bilhões. Seis anos mais tarde, o príncipe saudita Mohammed bin Salman criou a Humain, apoiada pelo fundo soberano do país que tem cerca de US$ 1 trilhão, para que seja a “Aramco da IA”. A missão das duas é fomentar diferentes projetos de IA na região. Vídeos: veja em ação os incríveis robôs humanoides da China, que aposta em 'momento ChatGPT' da automação O desejo tecnológico da região se transformou em uma relação mutualista entre EUA e os países da região. A disponibilidade de capital atraiu empresas americanas de tecnologia, que são usadas para acelerar a transformação digital do Oriente Médio à medida que o governo americano usa seu domínio sobre essas empresas para afastar a China da região — a G42, por exemplo, tinha laços estreitos com os asiáticos, incluindo a Huawei, mas foi obrigada a cortar relações ainda no governo de Joe Biden. O resultado dessa relação foi observado em maio do ano passado, quando a visita de Donald Trump à região gerou US$ 2,2 trilhões em promessas de investimento. OpenAI, G42, Oracle, Nvidia e SoftBank anunciaram o Stargate UAE, um super campus de IA de 5 gigawatts em Abu Dhabi, que seria o maior fora dos EUA. Já a Amazon prometeu US$ 5 bilhões para um centro de IA com a Humain em Riade, na Arábia Saudita. Já em janeiro, Emirados Árabes e o Catar anunciaram a entrada para o Pax Silica, iniciativa americana lançada em dezembro de 2025, para garantir cadeias de suprimentos seguras e confiáveis para semicondutores, IA e minerais críticos. O objetivo é criar um ecossistema tecnológico entre países aliados para reduzir dependências externas em tecnologia. É o alinhamento total entre esses países e Washington. Bunkers e cavernas As cifras ficam bem distantes dos US$ 65 bilhões que o Rio de Janeiro projetou atrair em investimentos de data centers até 2032, mas o alinhamento total entre vizinhos do Irã, Washington e big tech transforma os data centers do Golfo em grandes alvos — até aqui data centers comerciais não estavam entre as baixas em zonas de guerra. Centros de dados como os da Amazon são estruturas impossíveis de serem escondidas, e a agência Fars confirmou que os ataques desta semana foram propositais. Assim, especialistas afirmam que os países da região terão que oferecer planos de segurança reforçados para as companhias de tecnologia, que vão além de cercas elétricas e câmeras. Será preciso investir em equipamentos militares. Na Europa, por exemplo, bunkers da segunda guerra abrigam data centers, enquanto a China abriga servidores da Tencent em cavernas. Data center da Amazon nos EUA dá uma ideia do tamanho de estruturas que viraram alvo no Oriente Médio Nathan Howard/Bloomberg — A corrida da inteligência artificial começa a virar também uma corrida armamentista. As empresas vão correr para garantir a segurança de suas infraestruturas — diz Gustavo Macedo, professor do Insper. “Investimentos em nuvem, armazenamento e arquitetura de data center serão uma prioridade. No entanto, a construção de data centers exige muito capital e leva vários anos. O aumento dos custos de construção, os custos mais altos de financiamento e os atritos na cadeia de suprimentos podem atrasar os prazos de execução”, escreveu a consultoria IDC em relatório nesta semana. A firma projeta que o gasto da região com tecnologia da informação pode diminuir entre um e dois pontos percentuais caso o conflito dure entre seis e nove meses. Brasil atrai por segurança Além de atrasar construções e assustar investidores, o conflito também ameaça a mão de obra qualificada que mora — ou planejava se mudar — para a região. Amazon, Nvidia, Google e Snap fecharam seus escritórios em Dubai durante a semana. Ainda que a maioria dos especialistas tenha muitas incertezas sobre o impacto do conflito — a duração é o maior deles —, eles apontam que o Brasil pode tirar vantagem. Rússia ajuda Irã com informações de inteligência sobre alvos americanos no Oriente Médio para ataques, diz jornal — Tudo isso torna o Brasil mais atrativo para o mercado global de IA, porque somos um lugar de muita segurança. O Brasil está afastado e não é um alvo. Isso pode nos dar vantagem mesmo com a não votação do Redata — diz Macedo, em referência à medida provisória que cria um regime específico para o setor e que perdeu validade. No entanto, o sonho do Oriente Médio como potência tecnológica ainda não está destruído. Ele pode ter sido apenas adiado, pois algumas das vantagens permanecem: capital, recursos energéticos e localização estratégica.

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"Guerra coloca em xeque plano do Oriente Médio para ser potência da IA"

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Conflito no Oriente Médio aumenta impacto do custo-Trump na economia global Depois de choques como o tarifaço, desde abril de 2025, e a operação militar na Venezuela, que capturou o presidente Nicolás Maduro em janeiro, o governo Donald Trump causa nova turbulência na economia global com a guerra contra o Irã, deflagrada há uma semana, em conjunto com Israel. Os impactos negativos incluem aumento no custo de transporte do comércio global, inflação em alta por causa da disparada nas cotações do petróleo, juros maiores mundo afora, adiamento de investimentos e desaceleração da economia global, segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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"Conflito no Oriente Médio aumenta impacto do custo-Trump na economia global"

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Brasil já sente impacto do conflito no Oriente Médio em vendas de frango, açúcar e milho Os primeiros atingidos no Brasil pelos efeitos colaterais na economia da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã são os setores que mais exportam para os países do Oriente Médio: produtores de carne de frango, açúcar e milho. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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"Brasil já sente impacto do conflito no Oriente Médio em vendas de frango, açúcar e milho"

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