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Houve uma altura em que rezava. Não era muito novo, já conhecia algumas coisas. Já sabia, por exemplo, o que era a pornografia – mas não foi pela pornografia que comecei a rezar. Comecei a rezar pela oportunidade, por sentir que estava a falar com alguém, ou melhor: por sentir que podia falar com alguém, que alguém me podia ouvir, como eu gostava que me ouvissem, sem nenhuma espécie de barreira.
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Houve uma altura em que rezava. Não era muito novo, já conhecia algumas coisas. Já sabia, por exemplo, o que era a pornografia – mas não foi pela pornografia que comecei a rezar. Comecei a rezar pela oportunidade, por sentir que estava a falar com alguém, ou melhor: por sentir que podia falar…
07.03.2026 18:57
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No dia em que o meu pai morreu, eu estava deitado no sofá, na Gonçalves Crespo, a acordar depois de um breve sono. Era domingo de manhã. Tinha chegado a casa de madrugada, vindo da Rua de Angola, onde morava a Milly. Milly era uma estudante de doutoramento norte-americana que estava em Lisboa num programa de intercâmbio. Conheci-a no Centro, numa noite como às outras, em que eu só queria beber e estar sozinho.
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No dia em que o meu pai morreu, eu estava deitado no sofá, na Gonçalves Crespo, a acordar depois de um breve sono. Era domingo de manhã. Tinha chegado a casa de madrugada, vindo da Rua de Angola, onde morava a Milly. Milly era uma estudante de doutoramento norte-americana que estava em Lisboa…
01.03.2026 00:05
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Ninguém fez qualquer pergunta depois do que se passou. Ninguém perguntou como foi, nem como estava. O meu pai, a Cândida, o Pires, nada. Talvez não o tenham feito por medo, talvez por respeito, não sei. Nem a Armanda fez perguntas, anos mais tarde, mas também não precisou: contei-lhe tudo, ou quase tudo sobre o que se passou naquele dia. E contei-lhe como me senti, ou como me lembro de sentir: triste, desconfortável, mas sobretudo envergonhado por ter vivido aquele dia daquela maneira.
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Ninguém fez qualquer pergunta depois do que se passou. Ninguém perguntou como foi, nem como estava. O meu pai, a Cândida, o Pires, nada. Talvez não o tenham feito por medo, talvez por respeito, não sei. Nem a Armanda fez perguntas, anos mais tarde, mas também não precisou: contei-lhe tudo, ou…
21.02.2026 11:18
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Crónica deste mês, sobre esta crise mundial e o penoso (para não dizer pior) primeiro-ministro que temos.
09.03.2025 17:27
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Deus te oiça
08.02.2025 17:20
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vou propôr
05.02.2025 22:40
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Vivi para ver o Paulo Madeira com óculos
31.01.2025 23:02
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Isto é um ótimo cartaz
31.01.2025 13:24
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A era moderna (reprise)
As primeiras dez páginas de “Creation Lake”, romance de Rachel Kushner, são sobre o Neandertal, ou melhor dizendo: são sobre […]
A era moderna (reprise) - crónica na @comculturaearte.bsky.social sobre o início do ano, casacos reencontrados e um dos melhores discos rock de uma geração lisboeta.
comunidadeculturaearte.com/a-era-modern...
18.01.2025 10:40
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Lisboa, 2025
17.01.2025 17:43
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imagem épica
24.12.2024 22:34
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Fontaines D.C. - Dublin City Sky (Live on KEXP)
YouTube video by KEXP
Canção de Natal: youtu.be/nFl5meLpsVI?...
24.12.2024 22:33
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O fim do ano
Vejo, numa parede em Lisboa, a inscrição “Free Palestine”. Reparo que foi acrescentada em baixo, com outra tinta e caligrafia, […]
A crónica na @comculturaearte.bsky.social Samuel Úria, Diego Armés e Laura Palmer
entram num bar; ao longe a Síria, ao perto o mar - uma crónica de fim de ano, entre Lisboa e Antuérpia. Beijos
comunidadeculturaearte.com/o-fim-do-ano/
14.12.2024 13:02
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All houses dream in blueprints
Our houses dream so hard
Outside, you can see my shoeprints
I've been dreaming in your yard
30.11.2024 20:28
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Maison Hannon, Bruxelles
30.11.2024 11:25
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“ Antuérpia não é um sítio final. É uma cidade como as outras: com bares e nevoeiros, o silêncio, as pessoas, as vozes, a matemática impenetrável das suas multiplicações e desmultiplicações, e o fluxo e refluxo das imagens.” (Herberto Helder, Os Passos em Volta)
29.11.2024 14:24
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Martinho Lucas Pires (@mlucaspires.bsky.social) vai passar a escrever regularmente para a Comunidade Cultura e Arte. Esta é a primeira crónica: comunidadeculturaearte.com/a-contempora...
28.11.2024 18:58
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yes, yes, yes - se alguma vez fores ao Mississipi, há um spot imperdível disso
28.11.2024 23:55
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A contemporaneidade
Quando abro a aplicação aparecem-me invariavelmente, no meio de tantas outras coisas, boas e más, os versos de David Berman […]
Crónica publicada hoje na @comculturaearte.bsky.social em que escrevo sobre esta coisa marada que é a contemporaneidade e a sua falta de romance (mete Fontaines, David Berman, e Twin Peaks). Podem ler aqui: comunidadeculturaearte.com/a-contempora...
28.11.2024 11:39
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Ando há duas semanas a rever todo o Twin Peaks. Vi entretanto dois episódios do The Return. Sinto que a minha vida já está a mudar. Mas é só o início, não é?
25.11.2024 22:38
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No café austríaco, com uma cerveja misturada, e um livro de Asimov a desfazer-se, numa ciência do real que é um final de tarde num dos poucos cantos da baixa lisboeta onde ainda se sente que sim, isto é um bom abrigo.
19.11.2024 19:39
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17.11.2024 11:24
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Sim.
16.11.2024 20:21
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