o domingo a tarde já anunciando o domingo a noite
o domingo a tarde já anunciando o domingo a noite
hoje estou dando uma faxina e me deparei com a presença do meu espírito anarcoprimitivista e meu espírito psicanalítico espíritos esses que me pergunto se são aliados ou andam me atrapalhando pelas quinas empoeiradas que eu bato
um terminal móvel acaba de seguir o asfalto
dita. invisível. algo nessa zona de indeterminação. não é um chiado no cérebro nem o silêncio, é um enquadramento na estática, a estática sendo tudo que existe para nós, incluindo a gente mesmo..
e pelo menos por mim, nenhuma das vozes disse alguma coisa sobre atravessar paredes.
está errada. preciso desacreditar dela... a esfinge continua me olhando, com olhar fixo
vejo em seu olhar que ela sabe que eu sei. esse alguém não é daqui. ela sabe que eu sei de algo, não sei se é a resposta. e não sou devorado por saber alguma coisa que não foi
digo apontando para a parede com janela sem vidros que dá para um campo verde, os pequenos cabritinhos estavam se banhando na luz do luar e o eclipse estava próximo de acontecer. então... por não conseguir atravessar aquela parede sei que a voz que diz ''você consegue atravessar aquela parede''
também não acreditar em si mesmo, certa liberdade em fazer isso. sim... talvez desacreditar de si faça parte de acreditar em si mesma porque não é sempre que conseguimos acreditar em nós mesmos, e com razões. não consigo por exemplo atravessar aquela parede nesse momento!!
pergunta da esfinge: ''qual é o preço de acreditar em si mesma?'' por sorte ela aceita minhas palavras múltiplas e falo diante dos seus olhos sobre o preço de acreditar em si mesma. depois de muitas palavras sobre o preço de acreditar em si mesma eu falo sobre o ''produto final'' que é
essa semana vou em busca de babosa
hoje é dia internacional da coruja
como fazer dinheiro com o meu interesse despropositado pelo inefável google pesquisar
e sei lá porque usei pantanoso para apontar isso com a letra
uma vez a susan sontag disse que o problema principal do século 21 seria o tédio mas o que chamamos de tédio é o que realmente? isso que sentimos e apontamos como tédio é pantanoso mas não lembro de ter sentido durante a minha vida o tédio dessa maneira que senti hoje.
mas não foi nem pantanoso
hoje acho que andei para a direita em um momento por causa de momentos nos corredores subterrâneos do passado, não somente por um momento de quando a infância se fazia vivenciável, mas sim da criação de uma transmissão de rádio. depois um videocassete reproduzindo uma fita vhs. mas esse barulho..chh