Bom dia, almas impuras...
Bom dia, almas impuras...
O mestre que "ignora as regras em favor da história" geralmente só está admitindo que não sabe usar as regras para gerar história.
Se você tem tempo para maratonar série e rolar o feed por horas, você tem tempo para ler as 20 páginas de regras que o seu personagem usa. Falta de tempo quase nunca é o problema; o problema é a expectativa de que o mestre trabalhe enquanto o jogador apenas consome.
Se você precisa hostilizar quem joga 5e, Ordem Paranormal ou qualquer sistema popular pra “defender” o seu, você não tá fortalecendo o RPG. Você tá expulsando iniciante.
Sessão boa nasce de compromisso, não de teoria. Ter dez manuais na estante e mil teses sobre narrativa no Twitter não vale metade do esforço de quem simplesmente aparece no horário e joga com vontade.
A gourmetização do RPG criou uma leva de jogadores que exige mapas em 4K, miniaturas de resina e trilha sonora épica, mas que não consegue descrever um ataque sem olhar para a ficha por dez minutos.
Se arrumar alguém com alguém depois dos 40 tá MUITO insalubre, pqp....
Que porra ta acontecendo que só aparece mulher namorando ou casada dando papo?
O combeiro que não interpreta vs o dramalheiro que não conhece as regras, os dois a 80km/h. Qual deles consegue ser o maior parasita da diversão alheia no RPG?
Vocês já devem estar acostumados com o "combeiro" né? Mas vamos e o "dramalheiro"?
O dramalheiro no RPG é o jogador que quer fazer cena (e drama) para absolutamente tudo, não quer jogar dado para nada e, assim como o combeiro, geralmente acha que o jogo gira ao redor dele.
Mestre de RPG não é animador de festa infantil nem prestador de serviço (exceto em mesas pagas). Se os jogadores não trazem proatividade e repertório, não cabe a ele ficar sacando surpresa da cartola a cada minuto pra garantir a dose de dopamina dos jogadores.
A realidade é que o objetivo no RPG não é ganhar o jogo, mas sim se perder na história.
No RPG, dizer que “regra atrapalha” quase sempre significa “eu não li”.
RPG não precisa ser todo balanceado. Quando tudo é “balanceado”, as consequências viram enfeite e as escolhas perdem peso e importância.
Se você mal jogou e quase não mestrou, ainda falta repertório pra criar sistema. Vai com calma, pq tá cheio de clone mal feito por aí.
RPG vai muito além de D&D. D&D só foi o primeiro a virar marca.
Quer “democratizar” o RPG de verdade? Ensina. Resume. Explica. Mas não finge que tirar leitura é virtude.
Em RPG a regra não atrapalha narrativa, o que atrasa a narrativa é a falta de decisão.
Eu me surpreendi com "the time i got reincarnated as slime" de uma forma que eu ainda estou entendendo.
Ele ñ parecia ser nada do q eu queria ou gostasse.
Se existe o termo "comfort food" para pratos de comida, esse anime é "comfort food" pro cérebro e pra alma.
Não confunda “ser acolhedor” com “ser raso”, ao ser raso no RPG você não está incluindo ninguém. Está só esvaziando o jogo.
RPG não precisa ser “menos exigente”. Ele precisa de gente mais disposta.
RPG é para todos, mas nem todos são para o RPG. Igual é com futebol. Não se "facilitou" o futebol tirando dele a necessidade de correr atrás da bola. Não acho nada saudável que facilite o RPG removendo a necessidade de leitura.
Assim como para jogar futebol você precisa ter um condicionamento físico mínimo, ao meu ver, para jogar RPG você precisa ter um condicionamento mental mínimo: Gostar de ler.
Sou totalmente a favor da acessibilidade e democratização do RPG, sendo ele acessível para todos. Mas sou contra a simplificação que chega na imbecilização e no empobrecimento em busca de tornar massificado.
A única barreira do RPG que eu continuo completamente CONTRA ser removida é a leitura.
A única barreira do RPG que eu continuo completamente CONTRA ser removida é a leitura.
OSR não é Old School e Old School não é apenas D&D.
Reneguem essa tentativa de cooptar os termos.
A essência do RPG é o Homebrew.
D&D nasceu como hb de fantasia de Chainmail e de Braunstein.
Por sua vez, Chainmail nasceu como hb "Tolkeniano" de Siege of Bodenburg e Braunstein como hb de Strategos.
RPG não só é literatura, como também é literatura com mais de 50 anos de produção direta.
RPG sem dado, vira teatro e sem interpretação, vira cassino.