Há muita construção de moradias unifamiliares "estreitas", em vários andares, algo que não é típico nas nossas moradias.
Há muita construção de moradias unifamiliares "estreitas", em vários andares, algo que não é típico nas nossas moradias.
Acho que também há uma diferença grande no tipo de moradia unifamiliar. E isso vê-se no gráfico acima seleccionando só para as cidades:
Os dados vêm daqui. Não sei relativamente aos alemães (pelo menos em tempo de férias são grandes fãs de caravanas). Os holandeses será sem dúvida por causa de casas-barco.
Nahh. Não que em determinadas altura da vida não saiba bem. Mas como base, não é para mim.
Para mim, uma casa com terreno a 20 minutos (de carro?) de uma cidade é, talvez, o pior dos dois mundos. Não é nem viver na cidade, nem é viver no campo (aqui até pode ser, depende, mas muitas vezes não é).
Mas, novamente, cada um com as suas preferências, espero que consigas alcançar as tuas!
Claro que cada um tem as suas preferências. Eu não tenho cães (gatos ou feijões carapatos) nem hei-de ter. Mas sou urbano: por exemplo, gosto de sair à rua e estar num bairro – onde há outras habitações, lojas, cafés, movimento.
Lisboa está longe de ser a cidade ideal, sobretudo em termos de urbanismo, isso reconheço. E posso estar desactualizado relativamente a outros lugares onde isso possa existir, mas confesso que tenho dúvidas que haja tudo isso e o burburinho da cidade. Sobretudo se for para estar numa moradia isolada
Só admitiria isso se me mudasse para uma localidade rural, mas para ter uma vida rural.
Eu gosto da cidade dos 15(20/25/30) minutos. Gosto da sensação de comunidade: vizinhos, lojas, parques partilhados, transportes públicos. De poder ir a pé a sítios. Gosto de não precisar de carro. Gosto do burburinho das cidades.
E não gosto de viver junto ao solo.
Se por moradia com um bocado de terra for um palacete (mesmo pequenino) em Lisboa com um jardim fechado, isso tudo bem, agora moradia isolada e com uma hora de deslocações, como diz o Luís, dispenso.
Sempre fui e penso que sempre serei o oposto. Agora não sei como é, mas quando andava na escola era dos poucos que preferia apartamento a moradia.
Mas também reconheço mais espírito aventureiro a (alguns) britânicos, que se mudam simplesmente para ir viverem noutro sítio.
Dito isto, é possível, sim, que a maioria queira só fazer render mais o dinheiro que tem.
Sim, conheço relativamente bem uma parte dessa zona de frança (e nós também tivemos muitos ingleses desses). Acho que concebo melhor os reformados (embora seja uma característica mais não sul-europeia, em que tendemos a querer estar perto da família) do que alguém que se mude com família.
E 20% de qualquer coisa, sempre é algo mais que nada. Embora não sei se façam as contas contabilizando o uso adicional de recursos e infra-estruturas. Parece-me que não, e que isso se empurrou com a barriga. No caso da habitação, claramente não se pensou muito (ou quis saber) nas consequências.
É possível. Mas não tenho conhecimento suficiente, até porque não percebo muito bem a mentalidade de malta que muda de país, só porque "vamos começar uma vida num sítio diferente". Se vem facilmente, se calhar também vai facilmente. Mas claro, a parte fiscal pode ser uma componente importante.
Era sarcasmo, da minha parte!
Só vejo aí crítica aos ingleses (presumivelmente brancos) e apreço pelos não ingleses!
Pode acreditar mais ou menos nas justificações para cada um das vertentes de atracção de estrangeiros, a dos vistos gold parece-me a mais transparente nas intenções, a original a mais ideológica, e a última a mais dissimulada.
Depois com o governo Costa, tens os vistos para os Nómadas Digitais, em que não há uma lógica de captação directa, mas mais de fazer Portugal um lugar atractivo para esse tipo de profissionais (que também podia beneficiar do regime fiscal de RNH.
Mais tarde, com a troika, tens a criação dos vistos Gold pelo governo Passos, em que quem os adquire, pode depois beneficiar do RNH – aí há uma clara componente de investimento imediato, porque é preciso meter dinheiro logo, à cabeça.
Bem, há várias iterações.
Salvo erro, a 1ª é em 2009, no governo Sócrates, em que a motivação explícita principal é "atrair profissionais estrangeiros de elevada especialização (expatriados) que desenvolvam actividades com elevado valor acrescentado, com carácter científico, artístico ou técnico".
Acho que ninguém está a dizer que foi a motivação. Eu até diria que a motivação nem sequer foi ajudar o PSD. A motivação foi achar-se um tipo genial, que consegue puxar cordelinhos e queria sair sempre por cima.
E como costumo pôr datas de aniversário/nascimento, já tenho vários centenários no meu calendário!
De vez em quando ainda se houve "meu amor/amorzinho", mas é gente degenerada.
Nisto, há muito português a claudicar. Mas em geral somos um povo mais rígido. Um bom exemplo é como tratamos os nossos filhos. Dez minutos ao pé de família francesas ou espanholas e é só "mon cœur, mon chou, ma puce, ma biche", "corazón, cariño, mi vida, amorcito".
Essa é fácil: $$€€££.
Cause they're all f-ing psychos, that's why.
Portanto, a conclusão é que muitos (aqueles que se considerou relevante atrair) em muitos casos têm taxas substancialmente menores.
O regime que vigorou 15 anos foi tornado mais restritivo no ano passado, não obstante que quem nele se tenha inscrito até então continue a beneficiar durante 10 anos. Passou a ser orientado para investigação científica e profissões altamente qualificadas e também há benefícios para jovens (<35).
Resumidamente: depende.
Tipicamente os imigrantes qualificados/nómadas digitais/ricos/pensionistas e ex-emigrantes tinham a vida muito facilitada para pagar uma flat tax de 20% sobre rendimentos nacionais e isenção sobre rendimentos do estrangeiro (trabalho, prediais, dividendos, etc).