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'Barbie do ICE': quem é a secretária de Segurança Interna demitida por Trump após polêmicas? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (5) a saída de Kristi Noem do comando do Departamento de Segurança Interna. A decisão foi divulgada pelo próprio republicano em sua rede social, a Truth Social, onde afirmou que a secretária deixará o cargo após “resultados espetaculares”, especialmente na área de segurança de fronteira. Grupo de 24 estados americanos entra na Justiça contra tarifas de Trump 'ICE de Floripa': agente voluntário é afastado após 'enquadro' em morador de rua viralizar na web Segundo Trump, Noem passará a exercer uma nova função como enviada especial para o “Escudo das Américas”, iniciativa de segurança voltada ao hemisfério ocidental que será apresentada no sábado, em Doral, na Flórida. Para substituí-la no departamento, o presidente indicou o senador republicano Markwayne Mullin, de Oklahoma, que deverá assumir o posto em 31 de março de 2026. Kristi Noem se tornou uma das principais figuras da política migratória do governo e ganhou o apelido de “Barbie do ICE”, em referência ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), por críticos de sua atuação. Nos últimos meses, ela esteve no centro de controvérsias após operações do órgão em Minneapolis, no estado de Minnesota, nas quais dois cidadãos americanos morreram baleados por agentes federais. Pressões e controvérsias no cargo Antes da saída, Noem vinha enfrentando pressão política crescente. Nesta semana, ela foi questionada por parlamentares republicanos durante audiências no Congresso sobre diferentes decisões tomadas à frente do Departamento de Segurança Interna. Entre os pontos criticados estavam a distribuição de recursos de um contrato publicitário milionário e a condução administrativa da pasta. Também gerou reação a decisão inesperada de suspender o programa TSA PreCheck, que permite inspeções mais rápidas em aeroportos para passageiros considerados de baixo risco. A medida foi revertida poucas horas depois. Durante uma das audiências, a secretária também afirmou que Trump tinha conhecimento da campanha publicitária do departamento, declaração que irritou o presidente. O republicano nega ter autorizado a iniciativa. Além das críticas à gestão, Noem foi alvo de rumores sobre um suposto relacionamento amoroso com um assessor próximo, o que aumentou o desgaste político dentro do governo. Na esfera pessoal, episódios relatados em sua biografia também voltaram à tona recentemente. No livro, a ex-secretária conta que matou um cachorro de 14 meses por considerá-lo indomável e também uma cabra da fazenda da família, que descreveu como “má, nojenta e malcheirosa”. O relato gerou forte reação pública e voltou a circular nas redes sociais no fim de 2024, quando Trump formava seu gabinete para o segundo mandato, transformando Noem em alvo de memes e críticas.
10.03.2026 07:22 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Ilha exclusiva em Miami atrai bilionários: Mark Zuckerberg compra mansão de mais de R$ 1 bilhão A ilha privada de Indian Creek Village, em Miami, é considerada um dos endereços mais exclusivos do mundo. Localizada a oeste de Surfside, na baía de Biscayne, a área se tornou um refúgio de luxo para bilionários e celebridades. Foi ali que Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, comprou uma propriedade avaliada em cerca de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão). Restaurante na Patagônia tem labirinto, pomar, confeitaria e sidra de fabricação própria Segundo corretores imobiliários locais, a casa ocupa um terreno de quase 8 mil metros quadrados. Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, devem se mudar para a ilha em abril e passarão a ser vizinhos de nomes conhecidos como Ivanka Trump, Tom Brady, Gisele Bündchen e Jeff Bezos, de acordo com informações do The Wall Street Journal. Curiosidades sobre a ilha Indian Creek é sinônimo de luxo e exclusividade. A ilha tem menos de 100 moradores e, curiosamente, não é natural. Há cerca de um século, o local era apenas um monte de areia e lama formado durante escavações na baía de Biscayne. A ilha foi criada no início do século XX como parte de um projeto ambicioso de expansão imobiliária diante da costa de Surfside. Embora o plano original não tenha sido totalmente concluído, a área acabou se transformando em um dos enclaves imobiliários mais valiosos do planeta. A Vila de Indian Creek Island foi oficialmente estabelecida em 1939. As primeiras construções eram casas de veraneio destinadas à elite de Miami. Hoje, muitas dessas propriedades passaram a ser residências permanentes. A exclusividade é tamanha que nem mesmo os proprietários de imóveis têm acesso garantido ao clube de golfe privado da ilha. Segundo corretores especializados em imóveis de luxo, moradores podem ser recusados no clube mesmo vivendo na ilha. O campo de golfe é considerado um dos melhores da Flórida, mas permanece fora do circuito tradicional. Privacidade, segurança reforçada e grandes mansões à beira-mar fazem da ilha um dos destinos favoritos de celebridades e executivos de alto escalão. Onde Zuckerberg morava antes Até recentemente, Zuckerberg vivia em Palo Alto, na Califórnia. Em 2011, ele comprou uma casa de cerca de 520 metros quadrados no bairro Crescent Park, na Edgewood Drive. Com o passar dos anos, o empresário ampliou sua presença na região. De acordo com o The New York Times, ele investiu mais de US$ 110 milhões na compra de pelo menos 11 propriedades vizinhas. Cinco dessas casas foram integradas em uma única residência principal, que passou a incluir casas de hóspedes, uma quadra de pickleball, uma piscina com piso hidráulico móvel e até uma estátua de sua esposa. Zuckerberg também construiu um porão de cerca de 650 metros quadrados, apelidado pelos vizinhos de “batcaverna do bilionário”. As obras constantes e o aumento da segurança no entorno geraram incômodo entre moradores da região. Alguns vizinhos relataram anos de construções diárias nas propriedades do empresário.
10.03.2026 07:22 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Eclipse solar mais longo do século pode deixar regiões do planeta 'no breu' por mais de seis minutos; saiba quando ocorre Um eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 promete transformar o dia em um breve entardecer em algumas partes do planeta. Em pontos específicos da Terra, a Lua deverá encobrir completamente o Sol por até 6 minutos e 22 segundos, a maior duração registrada em terra firme no século XXI, de acordo com estimativas de astrônomos. Quiche, chocolate, cookies e bolo: Nasa revela o que astronautas vão comer em missão histórica ao redor da Lua Entenda: Em 1968, a União Soviética enviou duas tartarugas à Lua... e elas voltaram vivas para contar a história O fenômeno poderá ser observado parcialmente em áreas da Europa, da África e da Ásia. Já a fase mais impressionante, chamada de totalidade — quando o disco solar fica totalmente oculto — ocorrerá apenas em uma faixa estreita do planeta. Faixa de escuridão cruzará dez países A chamada faixa de totalidade terá cerca de 258 quilômetros de largura e será percorrida pela sombra da Lua ao longo de mais de 15 mil quilômetros sobre a superfície terrestre. O trajeto passará por dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Ao todo, o fenômeno deve alcançar aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros quadrados. Alguns locais são considerados especialmente favoráveis para observação, como a cidade de Tarifa, no sul da Espanha, regiões costeiras da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor. A longa duração do eclipse está relacionada à posição da Lua no momento do alinhamento entre os astros. Na data do evento, o satélite natural estará no perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais próximo da Terra. Essa proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol permaneça encoberto por mais tempo. O fenômeno também faz parte da série Saros 136, um ciclo conhecido por produzir eclipses com períodos prolongados de totalidade. Astrônomos indicam que um eclipse com duração superior à prevista para 2027 só deverá ocorrer novamente em 2114. Durante a fase de totalidade, o céu não ficará completamente escuro como à noite. A paisagem tende a se assemelhar a um crepúsculo repentino, com forte redução da luminosidade, mas ainda com visibilidade do horizonte. Isso ocorre porque parte da luz solar continua sendo espalhada pela atmosfera terrestre. Nos últimos dias, publicações nas redes sociais passaram a afirmar que todo o planeta ficará no escuro durante o fenômeno, o que não é correto. A escuridão total só será percebida nas áreas que estiverem dentro da faixa de totalidade; nas demais regiões, o evento aparecerá apenas como um eclipse parcial. Outra informação equivocada que circula online afirma que não haverá outros eclipses em 2027. De acordo com astrônomos, um eclipse solar parcial também está previsto para 21 de setembro do mesmo ano, visível principalmente em áreas do oceano Pacífico. Como ocorre um eclipse solar Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando a luz solar e projetando sua sombra sobre o planeta. Esse alinhamento não ocorre em todas as luas novas porque a órbita lunar é levemente inclinada em relação à da Terra. Dependendo da posição relativa dos astros, o fenômeno pode assumir diferentes formas. No eclipse total, a Lua cobre completamente o Sol; no anular, permanece visível um anel luminoso ao redor do satélite; e no parcial, apenas uma parte do disco solar é encoberta.
10.03.2026 07:22 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
Startup cria 'computador vivo' com 800 mil neurônios humanos capaz de jogar videogame; entenda Uma demonstração tecnológica divulgada neste mês chamou atenção no setor de inovação ao mostrar algo que, à primeira vista, parece ficção científica: neurônios humanos cultivados em laboratório jogando videogame. O experimento foi apresentado pela startup australiana Cortical Labs, que divulgou um vídeo do seu dispositivo biológico CL1 executando o clássico jogo Doom. Como uma criptomoeda passou a abocanhar títulos do Tesouro americano. E qual é o risco disso? IPhone 17e: pré-venda começa hoje no Brasil. Veja ficha técnica e preços Diferentemente de sistemas baseados apenas em algoritmos, o equipamento utiliza células cerebrais humanas reais conectadas a um chip de silício. Os neurônios recebem estímulos elétricos correspondentes às informações do jogo e respondem com sinais que são interpretados como ações dentro do ambiente digital, como mover-se ou mirar em inimigos. Assista: Um computador feito de neurônios Apresentado durante o Mobile World Congress 2025, em Barcelona, o CL1 é descrito pela empresa como o primeiro computador biológico comercialmente viável. Em seu núcleo estão cerca de 800 mil neurônios humanos derivados de células-tronco reprogramadas a partir de amostras de pele e sangue de doadores adultos, segundo informações divulgadas pela revista IEEE Spectrum. Essas células crescem sobre uma matriz de eletrodos capaz de enviar impulsos elétricos e registrar as respostas do tecido neural em tempo real. Na demonstração com Doom, aproximadamente 200 mil neurônios receberam dados do jogo convertidos em sinais elétricos, processaram essas informações e produziram comandos que controlaram a jogabilidade. A exibição pública não foi publicada em estudo revisado por pares. No entanto, a base científica do projeto tem precedentes acadêmicos: em 2022, pesquisadores ligados à empresa relataram na revista Neuron que culturas neuronais semelhantes foram capazes de aprender a jogar Pong em poucos minutos, reorganizando-se espontaneamente. O CL1 foi apresentado no Mobile World Congress em Barcelona, ​​em março de 2025, como o primeiro computador biológico comercialmente viável do mundo Captura de tela/Youtube/Cortical Labs Eficiência energética como vantagem O avanço surge em meio ao debate sobre o alto consumo energético da inteligência artificial. Enquanto grandes centros de treinamento de modelos utilizam enormes quantidades de energia, o cérebro humano funciona com cerca de 20 watts, comparável ao consumo de uma lâmpada econômica. Segundo o cientista-chefe da empresa, Brett Kagan, um rack com 30 unidades do CL1 consome menos de um quilowatt no total. A proposta não é competir diretamente com as GPUs usadas em inteligência artificial, como as produzidas pela Nvidia, mas atuar em áreas onde aprendizado adaptativo e eficiência energética são mais relevantes, como robótica, descoberta de medicamentos e modelagem de doenças neurológicas. Convergência entre cérebro e máquina O desenvolvimento ocorre em paralelo a iniciativas que buscam integrar diretamente cérebro humano e tecnologia. Uma das mais conhecidas é a Neuralink, empresa que trabalha em implantes de eletrodos no cérebro para comunicação com computadores. Enquanto projetos desse tipo conectam dispositivos ao cérebro humano, o sistema da Cortical Labs segue o caminho inverso: leva tecido biológico para dentro da máquina. Especialistas apontam que, no futuro, essas duas abordagens podem convergir na criação de interfaces híbridas entre inteligência biológica e computação digital. Neurônios como serviço Além de vender o dispositivo, cujo preço anunciado é de cerca de US$ 35 mil por unidade, a empresa aposta em um modelo de acesso remoto chamado “wetware as a service”. Nele, pesquisadores podem utilizar culturas neuronais vivas hospedadas em laboratório por aproximadamente US$ 300 por semana, sem precisar manter infraestrutura própria. Entre os investidores da startup está a In‑Q‑Tel, fundo de capital de risco associado à comunidade de inteligência dos Estados Unidos, o que indica interesse estratégico no desenvolvimento da tecnologia. Segundo a empresa, as culturas neuronais utilizadas no sistema não apresentam estruturas associadas à consciência. Ainda assim, pesquisadores reconhecem que a expansão desse tipo de tecnologia levanta questões éticas e regulatórias que ainda não possuem marco jurídico claro. Para muitos especialistas, a discussão sobre o uso de tecido humano em computação comercial está apenas começando.
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Pimenta sob análise: cientistas investigam se benefícios à saúde são exagerados A pimenta acompanha a história da gastronomia mundial há mais de 3.500 anos e hoje está entre as especiarias mais utilizadas nas cozinhas do planeta. Além do uso culinário, pesquisadores passaram a investigar se os benefícios à saúde frequentemente atribuídos a ela são realmente sustentados por evidências científicas. Gergelim preto: Será mesmo o novo matcha? Especialista explica Acha que seu metabolismo é acelerado? A ciência pode te surpreender Originária do sul da Índia, a pimenta começou a se difundir pela Europa após as campanhas de Alexandre, o Grande, período que intensificou as trocas culturais e comerciais entre diferentes regiões. Na Idade Média europeia, a especiaria tornou-se símbolo de status e riqueza. O interesse em controlar seu comércio foi tão grande que incentivou expedições marítimas em busca de novas rotas para a Ásia. Em 1498, o navegador português Vasco da Gama abriu uma rota marítima entre a Europa e a Índia ao contornar o Cabo da Boa Esperança. O trajeto consolidou o comércio de especiarias, incluindo a pimenta, produzida a partir do arbusto trepador conhecido cientificamente como Piper nigrum. Ao longo dos séculos, o controle desse comércio gerou riqueza primeiro para Portugal e depois para potências europeias como os Países Baixos e o Reino Unido. Uma planta, várias pimentas Apesar das diferenças de cor e sabor, as variedades mais conhecidas — verde, preta e branca — vêm da mesma planta. A pimenta verde é obtida de frutos colhidos ainda imaturos e costuma ser consumida fresca ou em conserva. Por ser mais delicada, raramente é transportada por longas distâncias. A pimenta preta surge quando o fruto amadurece. Após a colheita, os grãos são brevemente fervidos e depois secos ao sol, processo que desidrata o fruto e enruga sua casca. Esse tratamento intensifica os compostos aromáticos e picantes, tornando essa variedade mais forte que a verde. Já a pimenta branca é produzida a partir da remoção da casca e da polpa do fruto maduro. Para isso, os grãos são deixados de molho em água por vários dias ou semanas até que a polpa se decomponha, restando apenas a semente, que depois é seca e geralmente moída. Há ainda outras especiarias chamadas popularmente de “pimenta”, como a pimenta-rosa, a pimenta-vermelha e a pimenta-de-Sichuan. No entanto, elas pertencem a famílias botânicas diferentes. Piperina O sabor picante característico da pimenta vem principalmente da piperina, um alcaloide que ativa nociceptores — neurônios especializados em perceber estímulos dolorosos. Esse composto atua sobre canais iônicos chamados TRPV1, normalmente ativados por altas temperaturas ou ambientes ácidos. Ao estimular esses receptores, a piperina produz a sensação de calor ou irritação associada ao consumo da especiaria. Do ponto de vista evolutivo, a piperina funciona como um mecanismo de defesa da planta contra herbívoros. As aves, porém, não possuem receptores TRPV1 sensíveis a esse composto, o que lhes permite ingerir os frutos sem sentir ardência e dispersar as sementes. Além da piperina, a pimenta preta contém compostos aromáticos como mirceno, limoneno e pineno, responsáveis por notas que vão de aromas cítricos a tons terrosos. Esses compostos voláteis, no entanto, se degradam rapidamente após a moagem do grão, razão pela qual o sabor predominante da pimenta moída costuma ser o picante. Estudos sobre possíveis efeitos medicinais Durante séculos, a pimenta foi utilizada em práticas de medicina tradicional, incluída em pomadas e tônicos destinados a tratar diferentes males, do dor muscular a distúrbios sexuais. O interesse histórico pela especiaria era tão grande que, segundo o escritor romano Plínio, o Velho, o Império Romano gastava grandes somas no comércio de pimenta com a Índia. Hoje, cientistas investigam se a piperina possui propriedades com potencial aplicação médica. Alguns estudos indicam que o composto pode estimular secreções gástricas e pancreáticas, o que favoreceria a digestão e a absorção de certos nutrientes. Também foram observadas possíveis propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e antifúngicas. Outras pesquisas analisaram seus efeitos em células cancerígenas, nas quais foi identificado aumento de proteínas associadas à apoptose — o processo de morte celular programada. Esses resultados estimularam investigações sobre seu possível papel em doenças como artrite, distúrbios metabólicos e infecções. Especialistas, porém, ressaltam que esses estudos são realizados com piperina purificada e em doses controladas, o que difere significativamente do consumo cotidiano da especiaria em pequenas quantidades na alimentação. Embora as pesquisas continuem, o consenso entre os cientistas é que a pimenta não deve ser considerada medicamento ou tratamento para doenças. A análise de seus compostos bioativos pode abrir caminho para aplicações futuras, mas, por enquanto, seu papel principal permanece ligado à gastronomia. Mesmo enquanto a ciência examina suas propriedades, a pimenta mantém seu lugar na culinária global como uma das especiarias mais usadas. Sua presença em pratos de diversas culturas reflete uma tradição culinária que atravessou séculos.
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Ana Flavia Cavalcanti viverá triângulo amoroso com atrizes em projeto internacional Ana Flavia Cavalcanti, que voltará ao ar na produção do Globoplay “Emergência 53”, formará triângulo amoroso com Erica Rivas (“Relatos selvagens”) e Antonia Zegers (“O clube”) no longa “Ofélia”, dirigido por Juan Pablo Félix. As filmagens ocorrerão em Buenos Aires. O projeto tem coprodução brasileira de África Filmes. Leia também: Taís Araujo é cotada para série derivada do filme ‘Café com canela’. Veja quem mais está no elenco E mais: Marcelo Serrado fará série policial do Disney+. Saiba o papel “Emergência 53” tem previsão de estreia ainda para 2026. A série aborda os dramas e as histórias dos profissionais que estão na linha de frente de uma unidade especial do serviço móvel de urgência. O elenco conta com também com Yara de Novaes, Emílio Dantas, Valentina Herszage, Heloisa Jorge, Ana Hikari, Raquel Villar, William Nascimento, Jaffar Bambirra, Emilio de Mello e Fernanda Montenegro. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp A produção conquistou recente o Studio Babelsberg Production Excellence Award, premiação lançada neste ano no Berlinale Series Market, mostra do Festival de Berlim. Initial plugin text
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Fibermaxxing: Conheça mudança simples na dieta que segundo cientistas pode transformar saúde intestinal Uma mudança simples na alimentação — aumentar o consumo de fibras — pode ter impacto significativo na saúde intestinal e no bem-estar geral, segundo cientistas. A importância do nutriente tem ganhado destaque recentemente, impulsionando a popularidade da tendência conhecida como “fibermaxxing”, que consiste em consumir diariamente pelo menos a quantidade recomendada de fibras de acordo com o peso corporal. Canetas Emagrecedoras: A maior parte do peso perdido com medicamentos GLP-1 retorna dentro de um ano após a interrupção do tratamento; aponta novo estudo Leia também: Sedentarismo é responsável pela morte de mais de 5 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, aponta estudo da Nature As fibras ajudam a manter o sistema digestivo saudável e estão associadas à redução do risco de diversas doenças, incluindo alguns tipos de câncer. Esse crescente reconhecimento pode explicar por que o tema passou a circular com mais frequência nas redes sociais e na mídia ao longo deste ano. A cientista Jennifer Lee, do Centro de Pesquisa em Nutrição Humana sobre Envelhecimento Jean Mayer, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na Universidade Tufts, afirma que não se surpreende com a popularização da prática. Seu trabalho investiga como mudanças na saúde intestinal e diferenças entre os sexos influenciam o metabolismo ao longo da vida. Segundo Lee, o fenômeno reflete um interesse cada vez maior na diferença entre viver mais e viver com qualidade de vida. Muitas pessoas, afirma, buscam maneiras de envelhecer mantendo boa saúde. Veja: O que significa, em psicologia, quando uma pessoa dobra as meias em formato de bola? “Há um intervalo de nove anos entre viver até uma certa idade com boa saúde e depois viver com baixa qualidade de saúde no final da vida”, afirmou Lee. “Estratégias comportamentais ou nutricionais que podem manter alguém saudável estão muito em alta agora.” Pesquisas indicam que a ingestão consistentemente baixa de fibras pode contribuir para problemas metabólicos e cardiovasculares, incluindo diabetes e obesidade. “Se você não está consumindo muita fibra, possivelmente está ingerindo calorias de outros grupos de macronutrientes, e eles podem ser ricos em carboidratos ou gorduras, o que pode levar ao ganho de peso”, explicou Lee. “Então, dependendo de uma série de fatores que podem impactar o risco de câncer, uma deficiência de fibras pode aumentar o risco de certos tipos de câncer, como colorretal, de mama e de próstata.” De modo geral, acrescentar mais fibras à alimentação diária tende a produzir benefícios amplos para a saúde, segundo a pesquisadora.
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Como os comentários sobre o corpo impactam as mulheres? Um dos construtos sociais que prevaleceram ao longo da história da humanidade são os padrões de beleza. Sem dúvida, esse conjunto de características que orienta a aparência física de uma pessoa tem sido uma força poderosa para moldar a percepção coletiva do que é considerado belo ou atraente. Embora por muito tempo esses padrões tenham sido promovidos — muitas vezes de forma subliminar — por diversos canais de comunicação, hoje sabemos que normas pouco realistas e excludentes exercem uma influência profunda na saúde mental das pessoas, especialmente das mulheres. Noveo estudo: A maior parte do peso perdido com medicamentos GLP-1 retorna dentro de um ano após a interrupção do tratamento Veja quais: Anvisa adota medidas fiscais contra 4 farmácias de manipulação De fato, essa necessidade humana de alcançar a perfeição, tanto em nós mesmos quanto nos outros, levou à emissão de julgamentos, críticas e comentários sobre o corpo feminino. Essas observações, sejam positivas ou negativas, causam um impacto significativo no bem-estar emocional de milhares de mulheres, que se sentem avaliadas e valorizadas com base em sua aparência física. Uma dura realidade Sem dúvida, os comentários sobre o corpo das mulheres têm sido uma preocupação persistente, especialmente nos últimos anos, pois se trata de uma realidade que vai além da idade, da raça e da classe social. Embora muitas pessoas tenham alguma noção sobre esse fenômeno e suas possíveis consequências, quantificar a situação convida à reflexão sobre o papel que exercemos como indivíduos em uma sociedade marcada por preconceitos e desigualdades. Galerias Relacionadas Com o objetivo de evidenciar a realidade enfrentada diariamente pelas mulheres, as empresas peruanas Falabella e Ipsos realizaram um estudo no âmbito da campanha “Mi cuerpo no necesita tu opinión” (“Meu corpo não precisa da sua opinião”), que contou com a participação de mais de mil cidadãos do país — homens e mulheres — com 18 anos ou mais. — Com este estudo pudemos perceber a grande dor social que existe em nosso país e que afeta a autoavaliação e o empoderamento feminino. Os números são realmente alarmantes: duas em cada três mulheres no Peru (67%) afirmam ter recebido comentários ou opiniões não solicitadas sobre o corpo ou a aparência física. Entre as que receberam essas críticas, seis em cada dez (58%) dizem ter sentido alguma emoção negativa, como desconforto (39%), irritação, raiva ou fúria (16%) e insegurança (16%). Entre os comentários negativos mais frequentes estão “você engordou” (37%), “essa roupa não fica bem em você” (19%), “você está magra demais” (17%) e “você tem rugas, cicatrizes ou celulite” (10%). Além disso, uma em cada quatro mulheres que se sentiu afetada por essas críticas costuma cobrir o corpo no verão com toalha, roupa ou pareô por vergonha — destacou Silvana Musante, gerente central de marketing da Falabella. Comentários não solicitados Em primeiro lugar, é provável que nenhum de nós — homens ou mulheres — esteja totalmente alheio a essa situação, seja porque alguém já comentou sobre nossa aparência, seja porque também já reproduzimos essa tendência social de julgar os outros. Muitas vezes, porém, não temos consciência das consequências desse tipo de comentário, cujos efeitos podem se manifestar de diferentes formas e variar de intensidade de acordo com a vulnerabilidade e as experiências prévias de cada pessoa. A seguir, algumas das maneiras pelas quais esses comentários podem afetar negativamente a saúde mental: Baixa autoestima Opiniões que destacam determinados aspectos do corpo podem levar a comparações constantes. Assim, a pessoa passa a medir seu próprio valor com base em padrões externos, o que contribui para a baixa autoestima e uma autoimagem negativa. Críticas repetidas sobre o corpo também podem ser internalizadas e adotadas como verdadeiras, afetando diretamente a confiança e a percepção da própria aparência. — Evidentemente, as diversas opiniões sobre o corpo afetam muito a autoestima e a autopercepção, pois geram medos, inseguranças e até rejeição ao próprio corpo. Isso pode provocar distorções graves da imagem corporal — ou seja, ao se olhar no espelho, a mulher pode se sentir feia, gorda ou magra demais, desencadeando uma dismorfia corporal. Por isso, é fundamental evitar comentar sobre a aparência de uma pessoa, mesmo quando há “boa intenção”, pois isso pode ser mal interpretado e aprofundar essas inseguranças, causando danos importantes à saúde mental — explicou Liliana Tuñeque, psicoterapeuta da Clínica Internacional. Transtornos alimentares Críticas que reforçam a necessidade de atender a determinados padrões de beleza podem gerar grande pressão sobre as mulheres, levando a comportamentos alimentares extremos, como dietas restritivas, jejum ou exercícios excessivos. Em outras palavras, podem desencadear transtornos como anorexia, bulimia ou vigorexia (obsessão por ganhar massa muscular). Em muitos casos, a alimentação passa a ser utilizada como mecanismo de controle na tentativa de alcançar ou manter determinado tipo de corpo. Ansiedade e depressão Segundo a psicoterapeuta, a exposição contínua a comentários negativos sobre o corpo pode ter um efeito cumulativo ao longo do tempo. Esse impacto prolongado pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade e depressão. A atenção excessiva a esse tipo de julgamento também pode gerar preocupação constante com a aparência, aumentando os níveis de ansiedade e provocando mudanças significativas no estado de humor, além de elevar o risco de transtornos alimentares. Isolamento social Infelizmente, a vergonha associada à percepção de um corpo que não corresponde aos padrões de beleza pode levar ao isolamento social. Isso significa que a pessoa pode evitar situações sociais ou até se autoexcluir. Da mesma forma, a baixa autoestima decorrente de comentários negativos pode prejudicar as relações interpessoais, já que a insegurança e o medo de rejeição dificultam a criação de vínculos significativos. — Muitas mulheres preferem não sair de casa para evitar esse tipo de opinião não solicitada. Isso faz com que deixem de participar de encontros sociais, o que dificulta a interação com o ambiente e prejudica as habilidades sociais. Sem dúvida, isso pode resultar em mudanças de humor, dificuldades para dormir, baixa autoestima e alterações no apetite — afirmou Tuñeque. Como promover uma cultura mais inclusiva e respeitosa? Em primeiro lugar, é fundamental mudar a narrativa em torno da aparência física das mulheres. Como sociedade, é necessário adotar uma abordagem mais inclusiva, que celebre a diversidade de corpos e rompa com estereótipos preestabelecidos. Também é essencial promover uma cultura que valorize as mulheres por suas conquistas, habilidades e personalidade, e não apenas por sua aparência. — É importante tomar consciência da gravidade e do dano que nossas palavras podem causar. Por isso, devemos ter muito cuidado com o que dizemos e como dizemos. É essencial promover desde cedo uma educação baseada em empatia e respeito, que desenvolva habilidades sociais voltadas para a compreensão e a aceitação mútua, a fim de reduzir a propagação de comentários negativos — enfatizou a psicóloga da Clínica Internacional. Da mesma forma, segundo Silvana Musante, é fundamental que as marcas tenham um propósito voltado para gerar benefícios à sociedade, especialmente considerando o grande impacto que a publicidade e as redes sociais exercem sobre as pessoas. Por isso, é importante promover mensagens positivas e empoderadoras sobre o corpo e a autoimagem, além de incentivar a diversidade e a equidade de gênero.
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
'Um mar de luz': Astrônomos criam mapa 3D dos primórdios do universo e revelam galáxias ocultas; entenda Astrônomos produziram o maior e mais detalhado mapa tridimensional já feito de um sinal luminoso do universo primitivo, revelando galáxias antes invisíveis e nuvens de gás que existiam entre 9 bilhões e 11 bilhões de anos atrás. O trabalho analisa a fraca radiação conhecida como luz Lyman-alpha, emitida por átomos de hidrogênio energizados, e utiliza uma técnica avançada chamada mapeamento de intensidade de linha para captar não apenas as galáxias mais brilhantes, mas também as vastas estruturas cósmicas ao seu redor. Leia mais: Com programa dos EUA atrasado, China divulga provável local de pouso na Lua Viagem de 400 anos e 2,4 mil tripulantes: conheça nave interestalar que levará humanidade para 'nova Terra' O mapa foi desenvolvido por pesquisadores ligados ao Hobby-Eberly Telescope Dark Energy Experiment (HETDEX), que criaram a representação tridimensional mais detalhada até agora da luz produzida pelo hidrogênio energizado no universo jovem. Esse tipo de radiação é liberado em grandes quantidades quando átomos de hidrogênio absorvem energia de estrelas próximas, o que o torna uma ferramenta importante para localizar galáxias luminosas durante esse período distante de intensa formação estelar. No entanto, a posição de galáxias muito mais fracas e de nuvens de gás que também emitem luz Lyman-alpha permanecia em grande parte oculta. 'Um mar de luz': Astrônomos criam mapa 3D dos primórdios do universo e revelam galáxias ocultas; entenda Divulgação: Observatório McDonald “Observar o universo primitivo nos dá uma ideia de como as galáxias evoluíram até sua forma atual e qual papel o gás intergaláctico desempenhou nesse processo”, afirmou Maja Lujan Niemeyer, cientista do HETDEX e recém-formada pelo Instituto Max Planck de Astrofísica, que liderou o desenvolvimento do mapa. “Mas, como estão muito distantes, muitos objetos desse período são fracos e difíceis de observar.” Para revelar essas fontes tênues, a equipe utilizou o método de Line Intensity Mapping, que permite detectar o brilho combinado de inúmeros objetos distantes e assim reconstruir uma visão mais completa do universo jovem. Os resultados foram publicados em 3 de março na revista científica The Astrophysical Journal. Quem lembra?: Há 40 anos, o Cometa Halley fazia sua última passagem pela Terra Técnica capta luz de regiões inteiras do espaço A luz pode ser dividida em diferentes comprimentos de onda, formando o que os cientistas chamam de espectro. Astrônomos estudam esses espectros procurando picos e quedas que indicam a presença de determinados elementos. Em vez de identificar galáxias individualmente, uma a uma, o mapeamento de intensidade de linha mede a força com que um elemento específico aparece em uma região inteira do espaço. “Imagine que você está em um avião olhando para baixo. A maneira ‘tradicional’ de fazer levantamentos de galáxias é como mapear apenas as cidades mais brilhantes: você descobre onde estão os grandes centros populacionais, mas perde todo mundo que vive nos subúrbios e em pequenas cidades”, explicou Julian Muñoz, cientista do HETDEX, professor assistente da Universidade do Texas em Austin e coautor do estudo. “O mapeamento de intensidade é como observar a mesma cena através da janela embaçada de um avião: você obtém uma imagem mais borrada, mas captura toda a luz, e não apenas os pontos mais brilhantes.” Embora a técnica já tenha sido utilizada anteriormente, esta é a primeira vez que ela mapeia emissões Lyman-alpha com um conjunto de dados tão amplo e com tamanha precisão. O telescópio Hobby-Eberly, localizado no Observatório McDonald, coleta enormes quantidades de informações para o HETDEX enquanto rastreia a posição de mais de um milhão de galáxias brilhantes, em um esforço para compreender melhor a energia escura. Veja fotos: Pesquisadores capturam imagem mais detalhada da 'química oculta' no centro da Via Láctea O levantamento se destaca não apenas pela escala, mas também pelo volume de dados: os pesquisadores já coletaram mais de 600 milhões de espectros em uma região do céu equivalente a mais de 2 mil luas cheias. Um oceano de dados ainda pouco explorado “Entretanto, usamos apenas uma pequena fração de todos os dados que coletamos, cerca de 5%”, explicou Karl Gebhardt, investigador principal do HETDEX, chefe do departamento de astronomia da Universidade do Texas em Austin e coautor do artigo. “Há um enorme potencial em usar o restante desses dados para pesquisas adicionais.” “HETDEX observa tudo em uma região do céu, mas apenas uma pequena parte desses dados está relacionada às galáxias que são brilhantes o suficiente para o projeto usar”, acrescentou Lujan Niemeyer. “Mas essas galáxias são apenas a ponta do iceberg. Há todo um mar de luz nos espaços aparentemente vazios entre elas.” A estrutura oculta do cosmos Para construir o novo mapa, os pesquisadores desenvolveram softwares específicos e utilizaram supercomputadores do Texas Advanced Computing Center. Os sistemas analisaram cerca de meio petabyte de dados do HETDEX. A equipe também usou as posições conhecidas de galáxias brilhantes já catalogadas para estimar onde poderiam estar galáxias mais fracas e nuvens de gás próximas. Como a gravidade faz a matéria se agrupar, regiões com galáxias luminosas tendem a indicar áreas onde outros objetos também estão presentes. “Assim, podemos usar a localização de galáxias conhecidas como um marco para identificar a distância dos objetos mais fracos”, disse Eiichiro Komatsu, cientista do HETDEX e diretor científico do Instituto Max Planck de Astrofísica. O mapa final melhora a visão das regiões ao redor das galáxias brilhantes e revela detalhes inéditos nas áreas antes pouco exploradas entre elas. “Temos simulações de computador desse período”, continuou Komatsu. “Mas são apenas simulações, não o universo real. Agora temos uma base que pode nos dizer se parte da astrofísica que sustenta essas simulações está correta.” Nova era no mapeamento do universo Os pesquisadores pretendem agora comparar o mapa com outros levantamentos que estudam as mesmas regiões do espaço, mas focados em diferentes elementos químicos. Um exemplo é o mapeamento de monóxido de carbono — associado às nuvens densas e frias onde nascem estrelas — que pode ajudar a entender melhor os ambientes das estrelas jovens responsáveis pela radiação Lyman-alpha. “Este estudo é uma primeira detecção, o que já é empolgante por si só, e abre caminho para uma nova era de mapeamento de intensidade do universo”, afirmou Muñoz. “O Hobby-Eberly é um telescópio pioneiro. E, com novos instrumentos complementares entrando em operação, estamos entrando em uma era de ouro para mapear o cosmos.”
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Por que o suco de limão 'cozinha' o peixe e o camarão? Entenda A reação do suco de limão com peixe e camarão é algo que muitas pessoas já viram em casa, especialmente ao preparar pratos como ceviche. Mas o limão realmente “cozinha” o fruto do mar? Infarto antes dos 50: entenda o que acontece como no caso do namorado de Jojo Todynho Canela: os benefícios ocultos da especiaria para a saúde do cérebro Embora popularmente se diga que o limão cozinha o peixe, a ciência e a gastronomia concordam que não se trata de uma cocção propriamente dita, já que não há aumento de temperatura aplicado ao alimento — o que tradicionalmente define o ato de cozinhar. De acordo com o Larousse Cocina, comunidade mexicana de chefs, ao expor peixes e frutos do mar crus ao suco de limão, o ácido cítrico presente nele atua sobre as proteínas do tecido, alterando sua estrutura e propriedades sem a aplicação de calor. Sob calor, as proteínas sofrem mudanças que as tornam mais firmes e opacas. De forma semelhante, o ácido modifica essas mesmas proteínas, fazendo com que o peixe ou o camarão pareçam e tenham textura como se tivessem sido cozidos. As proteínas dos tecidos marinhos são formadas por longas cadeias que, sob o efeito ácido do limão, se desenrolam e se reorganizam. No entanto, essa desnaturação das proteínas não é a mesma coisa que uma cocção térmica, pois o ácido apenas cura ou marina o alimento, alterando sua textura e cor. Além disso, esse processo não elimina microrganismos, bactérias ou parasitas como ocorre quando o alimento é exposto a altas temperaturas. Por que a textura e a cor mudam? O processo químico por trás dessa transformação está relacionado à desnaturação das proteínas. As proteínas dos tecidos marinhos são compostas por longas cadeias que, sob o efeito ácido do limão, se desenrolam e se reorganizam. Essa reorganização faz com que a carne fique mais firme e opaca, algo que muitas pessoas interpretam visualmente como se estivesse “cozida”. Galerias Relacionadas Uma análise mais aprofundada mostra que o ácido cítrico cria um ambiente de pH muito baixo, que altera as redes de proteínas do peixe de maneira semelhante ao que acontece com o calor, mas sem provocar a eliminação de bactérias ou parasitas — algo que só ocorre com o cozimento em altas temperaturas. Portanto, embora popularmente se diga que o limão cozinha o peixe, a ciência e a gastronomia concordam que não se trata de uma cocção real, pois não há aumento de temperatura aplicado ao alimento. É possível “cozinhar” a carne com suco de limão? O consumo de peixes e frutos do mar crus envolve certos riscos, que cada pessoa decide assumir. Ainda assim, é importante considerar alguns pontos: As proteínas do peixe ou do camarão se desnaturam e adquirem textura e cor mais firmes e opacas, dando a impressão de que foram “cozidas” pelo limão. A acidez do limão pode “curar” o fruto do mar, característica típica de pratos frescos e ácidos como o ceviche. O limão não cozinha realmente o peixe ou o camarão, pois não utiliza calor nem eleva a temperatura do alimento a níveis capazes de eliminar microrganismos. O ácido cítrico não garante a destruição de bactérias ou parasitas; por isso, em preparações tradicionais recomenda-se usar peixes e frutos do mar muito frescos ou produtos previamente congelados por razões sanitárias antes de consumi-los marinados em limão. Assim, o suco de limão não cozinha o peixe ou o camarão no sentido tradicional, mas seu ácido provoca mudanças físicas e químicas nas proteínas que se assemelham aos efeitos de um cozimento leve.
10.03.2026 07:21 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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'Três Graças' tem troca na direção-geral na reta final. Saiba o motivo Mudança na direção-geral de “Três Graças”. Noa Bressane entrou no lugar de Luis Felipe Sá para que ele possa se dedicar à segunda temporada de “Pablo & Luisão”. Os trabalhos da série do Globoplay começarão em abril. Leia também: Pastor Albérico vai se revelar criminoso em 'Três Graças'? Saiba o futuro do personagem após especulações nas redes E mais: Kasper e João Rubens vão se separar após prisão por roubo de estátua em 'Três Graças' A trama mostra as aventuras vividas pelo pai do humorista Paulo Vieira, Pablo (Aílton Graça), ao lado do melhor amigo, Luisão (Otavio Muller). A nova temporada terá 16 episódios. Autoras de “Encantado’s”, Thais Pontes e Renata Andrade entraram para a equipe de roteiristas da série, comandada por Maurício Rizzo. Daniela Ocampo e Luiza Yabrudi, que fizeram “Avisa lá que eu vou” com Vieira, também passaram a fazer parte do time. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Lançada em maio do ano passado no Globoplay, a primeira temporada foi um sucesso de público, ficando entre os conteúdos mais assistidos da plataforma. Luis Felipe Sá e Noa Bressane Reprodução/Linkedin e TV Globo Initial plugin text
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Por que esse respeitado pesquisador não quer mais entrar em debates públicos sobre clima: 'Penso o contrário' O tcheco-canadense Vaclav Smil, de 82 anos, professor emérito da Universidade de Manitoba, no Canadá, diz estar cansado de discutir o consumo de combustíveis fósseis e a transição energética, temas de suas pesquisas interdisciplinares nas últimas décadas. Seu trabalho foi publicado em cerca de cinco dezenas de livros, que falam da cadeia de alimentos, passando pela inovação tecnológica à velocidade, entre outros temas que ajudam a entender, afinal, como o mundo se desenvolve e se mantém. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Crítica nas redes sociais motivou cancelamento de filiação de Dado Dolabella do MDB: 'Foi unânime', diz Washington Reis O presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Rio de Janeiro, Washington Reis, afirmou que a repercussão negativa nas redes sociais foi decisiva para cancelar a filiação e pré-candidatura a deputado federal do ator Dado Dolabella. Em publicação no Instagram nesta segunda-feira, apenas cinco dias após o artista ter sido filiado, o ex-prefeito de Duque de Caxias anunciou a decisão do partido de voltar atrás. Garotinho: filho critica pai por vídeo que mostra mulher de Castro em banheiro de aeroporto: 'Isso não se faz' Educação: universidades públicas criam guias para uso de IA por professores e alunos; saiba o que é permitido e o que é vetado — Eu e o Baleia (Rossi, presidente nacional do MDB) monitoramos as redes e ficamos surpresos com a reação. O MDB é um partido democrático e que busca ampliar cada vez mais a participação das mulheres na política. Entrar nessa polêmica não faria sentido para nós. Recebemos muitas reclamações. Foi unânime — disse. Reis afirmou ainda que não conhecia Dolabella e que o ator foi apresentado ao partido pelo pastor Joel Machado durante o período de filiações partidárias. O presidente regional da sigla disse que não tinha conhecimento do histórico de agressões a mulheres envolvendo o artista. — Eu não o conhecia. Durante a janela de filiação, fui com o pastor Joel Machado, e ele comentou que o Dado queria ser candidato a deputado federal. Eu disse que havia vaga. Eu não acompanho esse tipo de questão; o candidato não precisa me prestar contas de processos, quem faz esse controle é a Justiça Eleitoral. Um cara novo, cheio de vontade de fazer política e com nome conhecido na mídia soma bastante — afirmou. O dirigente contou que após passar o fim de semana acompanhando a reação nas redes sociais ao lado de Baleia Rossi, ambos decidiram rever a decisão. Mesmo assim, Reis afirmou que não se arrependeu de ter anunciado a filiação: — Meu papel é fazer o partido crescer e dar oportunidade às pessoas, mas também ter consciência e autoridade para corrigir a rota quando necessário. Por outro lado, Reis contou que Dolabella não recebeu bem a decisão, mas disse que a medida levou em conta o respeito às mulheres. Ao final, desejou sucesso ao ator na busca por outra legenda. — Ninguém aceita bem, né? Ele, inclusive, deve estar com raiva de mim, mas não estou aqui para agradar a todos. Espero que ele encontre outro partido e desejo sucesso — afirmou. *Estagiária sob supervisão de Daniela Dariano
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Do barulho: o que o constante som da vida moderna está fazendo com nossas mentes Durante a maior parte da existência humana, ouvir estava intimamente ligado a momentos que carregavam significado, emoção ou sobrevivência. A natureza fornecia o pano de fundo — vento, água, animais — e a música surgia em rituais de caça, cerimônias de cura e celebrações comunitárias. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 1 💬 0 📌 0
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Timothée Chalamet tem alguma razão sobre balé Timothée Chalamet não é o tipo de pessoa que você esperaria ver criticando o balé e a ópera — especialmente o balé. Sua mãe e sua irmã estudaram na School of American Ballet. Ele usava um boné do New York City Ballet em Paris. Cresceu no Manhattan Plaza, um prédio para artistas, incluindo atores, cantores e, sim, dançarinos. Mas lá estava ele, em um evento da CNN e da Variety com Matthew McConaughey, quando aparentemente descartou o balé e a ópera. O contexto tinha a ver com gêneros cinematográficos — sério versus entretenimento — e com a importância de manter os cinemas relevantes. Então, estranhamente, ele mudou de assunto: "Não quero trabalhar com balé ou ópera, ou, sabe, coisas em que é tipo, 'Ei, vamos manter isso vivo'". Ele acrescentou rapidamente: "Todo o respeito ao pessoal do balé e da ópera", e disse que "critiquei sem motivo". Ou será que não? A questão de Chalamet não era que o balé e a ópera não importam, mas sim que eles não fazem parte da cultura mainstream. Ele estava desmerecendo o papel dessas formas de arte em nossa sociedade, e será que ele está errado? O valor do balé e da ópera, e a percepção das pessoas sobre esse valor, são duas coisas diferentes. Ele não deveria ter levantado uma ideia que não conseguia desenvolver adequadamente — acho que a expressão no rosto dele demonstra isso —, mas o que ele disse não era mentira. Foi lúcido e até mesmo prático. Como alguém de uma família ligada à dança, ele conhece esse mundo. Seus comentários foram duros de ouvir, mas essa é a frustração de trabalhar com belas artes. As pessoas que se importam com o balé, por exemplo, se importam profundamente. E a maioria das pessoas que não se importam pensa no balé através de estereótipos ou de vídeos rápidos de bailarinos no TikTok. A Disney+ removeu "On Pointe", uma série documental sobre alunos da School of American Ballet, da plataforma — um retrato autêntico, envolvente e repleto de conteúdo sobre balé. Em vez disso, as nuances dessa forma de arte são obscurecidas por suas representações na cultura pop: “Cisne Negro”, com seus distúrbios alimentares, competições traiçoeiras e casos sórdidos, e a tendência de moda ultrapassada do #balletcore, que nada mais é do que uma desculpa para adultos se vestirem como Lolita. Bailarinos não se vestem assim. Não acredito que Chalamet ache mais fácil ser bailarino do que ator de cinema. Mas ele sabe que os filmes têm o potencial não só de perdurar, mas também de alcançar um público maior, enquanto as artes cênicas não. O mundo do balé é pequeno, e muitos bailarinos se manifestaram sobre Chalamet nas redes sociais, incluindo Megan Fairchild, primeira bailarina do New York City Ballet, que postou no Instagram: “Timmy, eu não sabia que você era um bailarino ou cantor de ópera de nível internacional que simplesmente optou por não seguir essa carreira porque atuar é mais popular! Balé e ópera não são hobbies de nicho que as pessoas abandonam em busca de fama. São disciplinas nas quais você só pode entrar se tiver o talento raro necessário.” Chalamet certamente sabe disso. É quase impossível supor que ele não tenha assistido e apreciado apresentações enquanto crescia a poucos passos da Broadway e do Lincoln Center, e frequentava a escola que inspirou "Fama". Pauline Chalamet, sua irmã e uma excelente atriz, frequentemente fala sobre sua época na School of American Ballet, o berço do City Ballet. Sua mãe, Nicole Flender, também estudou lá e seguiu carreira na Broadway. Ambos se apresentaram em "O Quebra-Nozes" de George Balanchine diversas vezes. Não sei se Chalamet estudou dança, mas certamente sabe se movimentar — não apenas nas memoráveis ​​aparições de Lil' Timmy Tim em sua juventude, mas também em "Adoráveis ​​Mulheres". (Lembra da dança na varanda?) De forma mais sutil, seu corpo em "Me Chame Pelo Seu Nome" era um reflexo de uma mente perturbada e confusa. Falando como crítico de dança, quanto menos se falar sobre as cenas de dança em "Wonka", melhor, mas em "Marty Supreme" ele é a personificação da velocidade e do nervosismo. É tão evidente que seu físico é um dom, está em seus genes. As palavras de Chalamet, infelizmente, comprovam outro ponto sobre o papel do balé na cultura popular: o motivo pelo qual a mídia tradicional estava falando sobre balé na semana passada foi porque uma celebridade falou sobre isso primeiro. Se um bailarino dissesse que um filme não importa, seria como uma árvore caindo na floresta. Neste momento, o mundo deveria estar venerando Mira Nadon, uma magnífica bailarina principal do City Ballet, tanto quanto venera Chalamet. Mas, como ele apontou, ainda que indiretamente, isso nunca vai acontecer. Não porque esses jovens artistas não estejam no mesmo nível artístico, mas porque o balé é uma caixa guardada no fundo do armário metafórico da cultura. Nas palavras de Chalamet reside um ponto mais profundo: não é que o balé não seja importante. É que o mundo não consegue compreender seu verdadeiro valor.
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Modelo que recebeu curtida e é seguida por Neymar procura deixar seguidores 'obcecados' por suas fotos; conheça O que seria apenas uma curtida casual em rede social virou motivo para bafafá nas redes. Mesmo a modelo Pauline Tantot sendo francesa, o like de Neymar não passou despercebido entre internautas brasileiros e o assunto logo repercutiu — inclusive com menções também a Bruna Biancardi, esposa do jogador, com quem ele tem duas filhas. Apesar da repercussão negativa, o atleta continuou seguindo a influencer, que chama atenção pela criação de conteúdo adulto. Lembra deles no BBB? Veja o antes e depois de todos os 423 participantes que já passaram pelo reality show Boxeador campeão e 'zero defeitos': quem é o namorado de Mel Maia, que a ajuda a passar pelo luto com amor Aliás, quem acompanha de perto o conteúdo de Pauline sabe que ela gosta de expor o seu lado mais “provocante e sensual”. Ela mesma não esconde. “Sou suave e estou totalmente pronta para fazer você ficar obcecado”, diz ela em uma de suas páginas. Pauline Tantot Reprodução/Instagram Em outra publicação, ela diz: “Estou tão feliz que você me encontrou… agora posso provocar você para sempre”. E talvez seja por querer provocar que ela publicou novas fotos com a legenda: “Eu já tenho a sua atenção agora?”, algo que os internautas brasileiros logo interpretaram como uma referência a Neymar, também por conta da música escolhida para a publicação “Parado no bailão”, de MC L da Vinte, que viralizou por conta das dancinhas do jogador. Pauline Tantot Reprodução/Instagram Pauline Tantot Reprodução/Instagram O conteúdo, mesmo em redes que não permitem a publicação de fotos explícitas como o Instagram — que Neymar acompanha —, costumam ser regados de teor sensual. Algo que Pauline prefere descrever como “se o paraíso estivesse na terra” ou “apenas um pouco de doçura em um mundo corrido”. Logo depois que a curtida repercutiu nas redes, o jogador se justificou: “Foi uma curtida sem querer, eu nem tinha visto isso (amigos me avisaram). quem me segue sabe que quase não curto fotos de mulher, justamente pra não causar isso! Hoje em dia é muito doentio a forma como reagem a curtidas no Instagram (que por incrível que pareça sirva pra isso)”. Initial plugin text Também com origens persas, Pauline soma mais de 4,5 milhões de seguidores no Instagram, onde compartilha momentos de seu cotidiano, viagens e ensaios sensuais. Já nas plataformas de conteúdo adulto, mantém páginas também com grande volume de publicações e forte engajamento — com cerca de 800 mil curtidas. Além disso, a modelo também se envolve em outros negócios, como uma marca de biquínis e projetos voltados a cavalos. Ela ainda tem uma irmã gêmea, Mathilde Tantot, que também produz conteúdo adulto. De acordo com a revista Quem, as duas, inclusive, já circularam em eventos frequentados por atletas durante o período em que Neymar atuava no Paris Saint-Germain. Em 2019, por exemplo, as irmãs estiveram entre os convidados do aniversário do jogador, celebrado em Paris. Initial plugin text
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Tradução, gestão de projetos e pedido de TV a cabo: os 100 dias de prisão dos militares condenados por golpe Tradução de textos para o português, catalogação de livros da Biblioteca do Exército, cortes de cabelo, atividades físicas e assistência religiosa; essas são algumas das atividades que os primeiros militares condenados por crime de golpe de Estado no país procuraram durante seus primeiros 100 dias de cárcere. Leia também: Senador protocola pedido de CPI para investigar Moraes e Toffoli com 8 assinaturas a mais do que o necessário 'Isso não se faz': Filho de Garotinho critica pai por vídeo que mostra mulher de Castro em banheiro de aeroporto Alguns tentaram outras formas de distração na prisão, como a instalação de TV a cabo em cela e trabalhos analíticos para as Forças Armadas, mas os pedidos acabaram barrados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os detalhes constam nos documentos apresentados à Corte nos últimos três meses sobre os processos de execução de pena de quatro militares condenados como integrantes do núcleo crucial da ação do golpe: o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; o general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil. Os integrantes do topo das Forças Armadas foram sentenciados em novembro, pelo STF, junto do ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado, e do ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid, que foi transferido para a reserva do Exército. Completam o rol de punidos dois personagens não militares: o ex-delegado da Polícia Federal Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, considerado foragido. Três dos quatro militares condenados pelo Supremo começaram a cumprir pena no dia 25 daquele mês, após o caso transitar em julgado. Desde então, suas rotinas passaram a ser acompanhadas judicialmente. Torres, Bolsonaro e Braga Netto já estavam presos preventivamente naquela data e seguem custodiados. Somente ao general Augusto Heleno foi concedida prisão domiciliar humanitária em razão de ele portar “demência de origem mista em estágio inicial (Alzheimer e complicação vascular, combinadas)”. Nesses cem dias desde o fim oficial da ação do golpe, uma das coisas em comum entre todos os réus do núcleo crucial foi a visita de políticos, em especial deputados e senadores. Foram registrados pedidos de políticos como Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Carlos Vianna (Podemos-MG), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zucco (PL-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES), este último oferecendo “assistência espiritual” aos presos. Entre os militares, o principal ponto de convergência foi o trabalho, que ajuda no abatimento de pena. Garnier, por exemplo, atua com a revisão gramatical e tradução para o português de livros, textos literários, publicações e periódicos, em prol da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Inicialmente, o almirante tentou trabalhar com a avaliação dos sistemas de apoio à decisão que compõem o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ); ou com sistemas relacionados às capacidades defensivas do Brasil. A proposta, no entanto, foi barrada por Moraes pela relação direta com as atividades das Forças Armadas. Já Paulo Sérgio Nogueira desenvolveu, nos últimos meses, atividades de revisão e análise de algumas obras da Biblioteca do Exército:  "A engenharia militar portuguesa na construção do Brasil"; "Fortificações do Brasil. Rio de Janeiro"; "Do Recôncavo aos Guararapes" e "A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil". Ele já contabilizou pelo menos 16 dias trabalhados. Agora, vai passar a catalogar obras e produzir sinopses e textos técnicos de apoio aos trabalhos da Assessoria Cultural do Comando Militar do Planalto. A mudança do escopo de trabalho do general foi autorizada por Moraes nessa segunda.   Braga Netto pediu há pouco tempo a autorização para abater sua pena com trabalho. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes pediu que o Comando da 1ª Divisão de Exército apresente o plano de trabalho para avaliação. O general também pediu autorização para estudar à distância, escolhendo, preferencialmente, um curso de gestão de projetos. Também manifestou interesse nos cursos de gestão de risco e crises, planejamento estratégico e gestão de segurança privada. O general seguiu a deixa de Paulo Sérgio. No início do ano, o ex-ministro da Defesa pediu autorização ao STF para fazer o curso de Administração Hospitalar, Legislação e Auditoria, no formato de ensino à distância (EAD), da Faculdade Anhanguera.  Heleno é o único militar que não buscou, por ora, trabalhar para diminuir a pena a que foi condenado. Em domiciliar, o general obteve autorização para acessar o terraço do prédio onde mora, três horas por dia, para praticar exercícios físicos e tomar banho de sol. Em troca do cumprimento de pena em casa, Heleno foi submetido a outras cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda entregou à Justiça sete passaportes: três diplomáticos e quatro comuns.  O general ainda obteve, assim como Garnier, autorização para cortes de cabelo periódicos. Por estar em domiciliar, recebe uma cabeleireira uma vez por mês em sua residência, em horário comercial. Já o almirante tem horários marcados, nas instalações da Estação Rádio da Marinha em Brasília (ERMB), com um barbeiro a cada 15 dias. O integrante da Marinha e Paulo Sérgio Nogueira ainda receberam “assistência religiosa” durante os três primeiros meses na prisão. O general, por exemplo, recebe o atendimento religioso quinzenalmente, prestado por um capelão militar. Também tem acesso a atendimento psicológico semanal. Paulo Sérgio ainda é um dos condenados que pediram remição de pena por leitura. O general Braga Netto também solicitou a participação em tal programa, assim como o ex-ministro Anderson Torres e sentenciados em outros núcleos da ação do golpe: o coronel Marcelo Costa Câmara e o tenente-coronel Rodrigo de Azevedo. Somente Torres, no entanto, já teve leitura registrada em relatórios apresentados ao STF. O ex-ministro começou a ler a obra ‘A metamorfose’ do escritor austro-húngara Franz Kafka.  O mais ativo dos generais na prisão também tentou obter acesso a TV a cabo na prisão. Pedido semelhante foi feito pelo general Braga Netto, que se dispôs a arcar com os custos de contratação, instalação e manutenção do benefício. As solicitações, no entanto, acabaram barradas por Moraes.
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Diretor de fotografia e autor de cliques de celebridades, Fernando Young lança projeto autoral sobre cavalhadas de Pirenópolis Mesmo antes de pôr os pés em Pirenópolis (GO), a cerca de 130km de Goiânia, Fernando Young já convivia com as imagens das tradicionais cavalhadas na Festa do Divino Espírito Santo, encenadas desde o século XIX, representando as batalhas entre cristãos e mouros na Península Ibérica. Ao voltar ao Brasil de um período na Espanha, em 2004, dividiu apartamento com o amigo Daniel Behr, que foi fotografar a festa junto com o renomado Walter Firmo. Olhando a ampliação na parede de um dos cliques de Behr, o fotógrafo nutria a vontade de registrar as cavalhadas e seus personagens, projeto adiado pelos 20 anos seguintes. Marcos Duprat: Pintor apresenta seu 'mundo interior' em exposição em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim Em cartaz: Quatro exposições em galerias de arte em SP, Salvador e Brasília para ver em março Neste período, Young trabalhou como assistente de câmera e passou a assinar a fotografia de produções audiovisuais e de publicidade, a exemplo dos longas “Chacrinha: o Velho Guerreiro” (2018, de Andrucha Waddington); “Narciso em férias” (documentário sobre o período de prisão de Caetano Veloso na ditadura militar, em 1968, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, em 2020); ou a primeira temporada da série “Sob pressão” (2016), da TV Globo, também dirigida por Andrucha. Em paralelo, continuou fotografando, fazendo principalmente retratos para publicações na imprensa, ensaios de moda, publicidade e capas de discos — e pela arte do álbum “Abraçaço” (2012), de Caetano Veloso, ganhou o Grammy Latino, em parceria com Tonho Quinta-feira. Em 2024, a agenda profissional enfim permitiu que fosse a Pirenópolis fotografar as cavalhadas, tradicionalmente realizadas em três dias a partir do domingo de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa. Após organizar os registros da primeira viagem, Young retornou no ano seguinte, resultando num conjunto que deu origem a seu primeiro projeto autoral: o livro e a exposição “Curucucu divino”, aberta ao público na última sexta-feira e em cartaz até 8 de maio, na Galeria da Gávea, na Zona Sul do Rio, da galerista Ana Stewart, com curadoria de Victor Gorgulho. — Este projeto habitou um lugar de um desejo fotográfico dentro de mim durante anos. Tem o impacto visual mas também todo o trabalho por trás da festa. Os artesãos passam o ano inteiro fazendo as máscaras de papel machê, costurando as flores, criando os acessórios em latão para os cavaleiros e os cavalos — destaca Young. — Em 2024, fotografei o Cavalhódromo na cidade, que tem uma arquitetura colonial muito particular. Mas fui entendendo que o material poderia ter uma força maior na ausência da geografia, da arquitetura. Você passa a prestar mais atenção nos detalhes das máscaras, das vestimentas, dos aparatos dos cavalos. Fernando Young na exposição 'Curucucu divino', na Galeria da Gávea Ana Branco A partir dessa observação, o fotógrafo decidiu montar um estúdio ao lado do Cavalhódromo, transportando para Pirenópolis uma lona de caminhão de 7 metros por 12 metros, criando um fundo infinito capaz de enquadrar cavaleiros montados. Young diz que ainda pensava se a ideia daria certo quando conversou com o fotógrafo e cineasta Walter Carvalho, que o presenteou com livros de duas referências que se destacaram com a técnica, o peruano Martin Chambí (1891-1973) e o malinês Malick Sidibé (1936-2016). — Outro grande mestre da fotografia que fez uso magistral da lona foi (o americano) Irving Penn. É uma forma criativa de “separar” figura e fundo, e a leitura do objeto fotografado não sofre interferência. O olho vai direto para onde deve ir — avalia Carvalho. — Os lambe-lambes do Nordeste da minha infância, de alguma forma, também são pioneiros nessa técnica. Colocavam suas câmeras para fazer fotos de documentos em plena praça e usavam um fundo de tecido para isolar a pessoa do fundo. Estavam inventando uma linguagem. Com 210 páginas, o livro foi dividido em três atos: o primeiro, “Divino”, traz as imagens dos cavaleiros e outros participantes da festa em contraste com o azul límpido do céu do Cerrado; “Profano”, o segundo ato, reúne fotos tiradas à noite, com flash (as únicas do projeto feitas sem o uso da luz natural), nas celebrações que seguiam noite adentro após o fim das atividades no Cavalhódromo; e o ato final, “Curucucu” (como são chamados os brincantes mascarados que animam o público), com os retratos feitos no estúdio improvisado com a lona de caminhão. Na exposição, as 44 fotos selecionadas são mostradas com os atos I e III no andar superior da galeria, e as imagens de “Profano” no andar inferior, junto de um vídeo feito no local em parceria com o colega Felipe Ovelha. — Nas fotos do “Profano” e no vídeo dá para ter uma sensação melhor de como é a cidade na festa. Tem a missa, a celebração católica, e de repente passa uma picape tocando um eletrofunk altíssimo. Esse ato nasceu da vontade de continuar fotografando depois que a luz caía. Eu saía com o flash de improviso, não tinha mais que um minuto para fazer o clique — conta o fotógrafo. — Depois que acaba no Cavalhódromo, a festa continua nos bares e nos ranchões, com bebidas, drogas. Ia com a câmera explicando o projeto, e as pessoas se deixavam fotografar. É uma visão mais underground, com uma força estática brutal. Aquela mistura das máscaras artesanais com uma de Shrek, de plástico, feita na China. Capa do álbum 'Abraçaço', de Caetano Veloso, cuja arte foi premiada com o Grammy Latino Divulgação/Fernando Young Tendo iniciado aos 15 anos com um curso na Sociedade Fluminense de Fotografia, em Niterói, Fernando Young desenvolveu, em paralelo à atuação no audiovisual, uma produção de destaque ligada aos retratos. Além de Caetano Veloso, já clicou nomes de diversas áreas, como os cantores Gilberto Gil, Milton Nascimento, Marisa Monte, Seu Jorge, Marcelo D2, Preta Gil, Jorge Benjor, Majur; atores e atrizes como as Fernandas Montenegro e Torres, Wagner Moura, Debora Bloch, Cauã Reymond, Grazi Massafera, Juliana Paes; o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, o surfista Gabriel Medina; e os artistas visuais Cildo Meireles e Adriana Varejão. Das celebridades, levou o desejo de fotografar os anônimos em Pirenópolis, ainda que, na maioria das vezes, com os rostos por trás das máscaras. — Minha paixão é o retrato, desde o início. Lá em casa tinha (câmera) Super 8, aquela coisa dos pais dos anos 1970, e eu adorava desmontar e montar o projetor, ficava fascinado com aquele mistério da imagem surgindo. Minha mãe tinha um ciúme enorme, vivia brigando comigo, até entender que era capaz de montar tudo direito — recorda Young. — Na adolescência foi aquela fase mais problemática, de só querer ficar na rua, a única coisa que eu gostava de verdade era de fotografar. Aí me arranjaram uma bolsa na Sociedade Fluminense de Fotografia, logo depois, aos 17 anos, eu já consegui entrar na Casa da Foto como assistente do Luiz Garrido. Depois fui ser assistente de fotografia em cinema, e cheguei relativamente cedo a diretor de fotografia, uns anos mais tarde. Clicada pelo amigo “Thor”, como o fotógrafo é chamado pelos mais íntimos, Fernanda Torres destaca o olhar de Young para projetos em diferentes áreas. — Conheci Fernando numa sessão de fotos para uma revista, sem saber que nos tornaríamos amigos e parceiros. O fato de vir da fotografia dá a ele uma noção de quadro muito poderosa. Ele conhece, até por instinto, o que separa um frame banal de um enquadramento poderoso, que diga algo a respeito de um personagem. É um grande parceiro do Andrucha (Waddington, marido da atriz) e pude perceber, ao longo dos trabalhos dos dois, a maneira como ele foi se aproximando da dramaturgia, a descoberta dele de que a estética não é nada, se não contribui para o drama, para o sentimento de uma cena — enaltece Fernanda. — Esse aprendizado está lá no “Curucucu divino”, a força mítica da cavalgada, o drama épico dos cavaleiros. A beleza vem a reboque do drama, é efeito colateral, e não esteticismo vazio. Caetano Veloso, que esteve presente com a produtora Paula Lavagne na abertura da mostra para convidados, na semana passada, também destaca o olhar refinado de Young: — Sua voz mansa e seu ritmo único criam o tempo perfeito para que o que quer que venha a ser fotografado exponha sua essência. Vi as imagens que ele expõe agora na galeria e fiquei deslumbrado. As figuras contra o céu, a magia extasiante daquele festejo goiano, a poesia das imagens. Fico orgulhoso de ser amigo dele e de ter tido seu talento ligado a coisas minhas, inclusive capas de disco. Enquanto segue com os projetos para o cinema — um dos mais recentes, em que assinou a fotografia, é “O Homem de Ouro”, dirigido por Mauro Lima, com Renato Góes como Mariel Mariscot, fundador da Scuderie Le Cocq, que deu início ao Esquadrão da Morte no Rio dos anos 1960 e 1970 —, Young espera que o primeiro projeto autoral dê origem a outros. Casado com a bicampeã mundial de vôlei de praia Carol Solberg, com quem tem dois filhos, o fotógrafo vê a exposição e o livro como mais uma etapa de sua realização. — Já construí uma casinha num terreno em Angra, muito simples, mas eu desenhei, carreguei as madeiras, plantei umas 30 árvores lá também. Tenho os meus filhos e, agora, o livro e a exposição. Acho que já não passei em branco na vida (risos).
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Dois anos após identificação, 90% dos canais com misoginia no YouTube mapeados por laboratório da UFRJ continuam ativos Dois anos após a identificação de 137 canais com conteúdo misógino no YouTube em 2024, o Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou que 90% dessas contas permanecem disponíveis. Houve também crescimento no total de inscritos: se há pouco menos de dois anos os 123 canais ainda ativos tinham 19.505.210 inscritos, hoje acumulam mais de 23 milhões. 'Treinando caso ela diga não': PF investiga perfis que publicaram vídeos misóginos nas redes O Crítico Antigourmet | Ignore as mesas e o salmão: A verdadeira alma do By Koji está no balcão A variação foi de 3.618.036 inscritos, o que representa um crescimento de 18,55%. Atualmente, os canais somam 130 mil vídeos publicados, 25 mil a mais do que em 2024. Os pesquisadores destacam também que vinte destes canais mudaram de nome desde então, e parte abandonou referências à machosfera nos títulos. Os dados originais constam no relatório “Aprenda a evitar ‘esse tipo’ de mulher”: estratégias discursivas e monetização de misoginia no Youtube”, de 2024. A atualização divulgada nesta segunda-feira considera exclusivamente os 137 canais previamente analisados. Os criadores de conteúdo pregam o controle sobre mulheres, deslegitimam o feminismo e reforçam estereótipos de gênero, enquanto ganham dinheiro com transmissões ao vivo, venda de cursos, livros, assinaturas e publicidades Professora da Escola de Comunicação da UFRJ e diretora do Netlab UFRJ, Marie Santini aponta ser "preciso proibir que a misoginia se torne um negocio" nas redes sociais: — Embora a misoginia não seja ainda considerada um crime de ódio no Brasil, ela frequentemente estimula outros tipos de crime, como violência domestica contra a mulher e o feminicidio. Porem as plataformas digitais tem sido completamente negligentes em relação ao discurso de ódio e de desinformação que circulam em suas redes. Não só essas empresas continuam permitindo que circulem, como seguem monetizando em cima desse tipo de conteúdo toxico — afirma. O estudo mapeou estratégias de monetização de conteúdos misóginos. A pesquisa utilizou ferramentas de inteligência artificial para analisar 76.289 vídeos e identificar comunidades da machosfera. O laboratório não divulga nem disponibiliza publicamente a lista de canais mapeados. Cerca de 80% desses canais adotam pelo menos uma forma de monetização, e as lives tendem a ser mais rentáveis. O estudo apontou que, em 257 transmissões ao vivo de oito canais, foram arrecadados mais de R$ 68 mil — um valor médio de R$ 267 por live. No caso da venda de e-books anunciados, os preços ofertados variam entre R$ 17,90 e R$ 397. Além disso, há cursos comercializados por até R$ 2.000 e consultorias individuais com os influenciadores por valores que chegam a R$ 1.000. Um dos movimentos masculinistas, o redpill é uma forma machista de pensar e ver o mundo, que deturpa o conceito do filme Matrix para subestimar os direitos das mulheres. Para eles, pessoas do sexo masculino devem saber dominá-las e não permitir que sejam “aproveitadoras”. Os extremistas se organizam pelas redes sociais. Muitos são pagos pelas plataformas por terem engajamento em vídeos, artigos e até livros que ensinam como “desarticular” as “trapaças amorosas” das mulheres. Nos materiais, elas são descritas como seres de “potencial demoníaco” regidos “pelo egoísmo sentimental”. Também é comum encontrar termos depreciativos para se referir às mulheres e o neologismo desqualificador “merdalher”.
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Especialistas avaliam risco à soberania nacional e impacto político interno se EUA classificarem PCC e CV como terroristas O risco de os Estados Unidos classificarem as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas mobilizou o governo brasileiro nos últimos dias. As autoridades tentam convencer os americanos a descartarem o uso do termo, pois temem que a acusação de "narcoterrorismo" tenha consequências imprevisíveis em temas de soberania nacional. Especialistas ouvidos pelo GLOBO ecoaram a mesma preocupação, apontando-a como principal risco associado à classificação, e destacaram também os desdobramentos na política interna brasileira. Leia mais: Governo Lula teme risco à soberania e tenta evitar que EUA classifiquem facções como PCC e CV como terroristas 'Treinando caso ela diga não': PF investiga perfis que publicaram vídeos misóginos nas redes Segundo o professor de Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) Thiago Bottino, classificar facções como equivalentes a grupos terroristas é um equívoco. — A organização criminosa não tem traço de contestação política, que o terrorismo tem. Grupos terroristas trabalham para inviabilizar o funcionamento do Estado. As organizações criminosas são o contrário. Elas dependem que tudo continue como está para continuar a cometer crimes — diz Bottino, que acrescenta: — Seja PCC, CV ou a mílicia, a organização criminosa quer é fazer dinheiro. Às vezes é por meio da corrupção, do crime financeiro ou das drogas. Elas não têm uma bandeira ou manifesto político. Para o cientista político, professor de Relações Internacionais e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha Maurício Santoro, dois motivos explicam a decisão do governo Trump de empregar a classificação, como já foi feito no México e na Venezuela. O primeiro é permitir que as Forças Armadas dos EUA participem de ações de combate ao crime organizado: — Nos EUA, isso é raro, e uma das poucas brechas é pela questão terrorista. Ao dizer que o Tren de Aragua (da Venezuela) é terrorista, isso abre, para a Marinha americana, a possibilidade de afundar barcos que transportam drogas. A segunda explicação é o retorno de uma política americana intervencionista, com ações militarizadas no continente americano. A mais recente foi a captura, em janeiro, do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, levados aos EUA para responder a acusações de narcotráfico e terrorismo. Na época, o Brasil, juntamente com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, se posicionou contra a ação militar americana. Para os seis países, a captura de Maduro foi um "precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas". — Virou um instrumento importante para a política de Trump para a América Latina. Dentro dessa lógica, faria sentido para ele estender ao Brasil. Teria um impacto enorme, complicando a relação do governo Lula com Trump — diz o professor, que, no entanto, é cético quanto a possibilidade de ações militares americanas ocorrerem no Brasil — Uma eventual classificação do CV e PCC como grupos terroristas abriria caminho para maior cooperação entre governos estaduais e autoridades americanas em ações de repressão a essas organizações, à revelia do governo federal brasileiro. Na avaliação do professor de Direito Internacional da Universidade de São Paulo (USP) Wagner Menezes, o maior risco é que a classificação seja usada pelo governo Trump como justificativa para ações unilaterais, como o posicionamento de navios militares na costa brasileira, desrespeitando regras do Direito do Mar e da Organização das Nações Unidas (ONU). A presença dessas embarcações para operações no mar brasileiro só poderia se dar com autorização das autoridades locais. Segundo Menezes, os EUA têm o direito de definir internamente como classificam organizações terroristas e criminosas, mas isso não pode ter como consequência a violação da soberania de outras nações. — Não vejo nenhum tipo de consequência material dentro dos pressupostos da legislação americana. O problema potencial que existe para o Brasil é se Donald Trump usar isso para dizer que o Estado está profundamente envolvido com o narcotráfico. O Brasil tem mecanismos e instrumentos jurídicos e administrativos para demonstrar que tem empreendido um trabalho de combate ao crime organizado. O que aconteceu na Venezuela está mais distante do Brasil — diz Menezes. O sociológo David Marques, gerente de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), entende que o principal risco é que a classificação baseie ações unilaterais por parte das autoridades americanas. Ele lembra ainda que as duas facções criminosas brasileiras têm como principal mercado, não os Estados Unidos, mas os países europeus. — O caminho mais frutífero é o da cooperação internacional, mas não numa chave militarizada, como tem sido proposta por segmentos da administração americana. E, sim, por meio de uma cooperação na área de segurança e Justiça que possibilite avançar em investigações com mais informações em relação à acumulação de recursos por parte das elites dessas organizações — diz Marques. 'Imaginário poderoso' Maurício Santoro afirma ainda que, caso a classificação se confirme, políticos de oposição ao governo federal devem se beneficiar, principalmente os governadores. Ao longo do último ano, conforme os EUA passaram a usar "narcoterrorismo" para se referir a organizações criminosas como Tren de Aragua, da Venezuela, e o Cartel de Sinaloa, do México, o termo começou a aparecer também em falas de nomes da direita, como dos governadores Cláudio Castro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG). — É um imaginário poderoso. As pesquisas de opiniões mostram que a população está muito preocupada com o crime organizado. Isso deve ressoar com força junto ao eleitor — comenta Santoro, lembrando a ocasião na qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que empata com Lula nas pesquisas presidenciais mais recentes, sugeriu que os EUA atacassem barcos com drogas na Baía de Guanabara. — Se Trump de fato levar isso adiante, em grande medida é uma intervenção na política doméstica brasileira, num ano eleitoral, e é um gesto que vai alimentar e fortalecer muito os políticos de oposição. O debate no entorno da possível classificação do CV e do PCC como organizações terroristas já havia aparecido em 2025, lembra Santoro. — O governo brasileiro foi bem-sucedido em impedir, e ofereceu uma maior cooperação e inteligência em compartilhar informações. A pergunta é se agora, em 2026, o governo Trump vai aceitar esse tipo de posição mais contida ou se vai com tudo para cima do cenário brasileiro, o que seria um cálculo eleitoral — diz o professor. Menezes, por sua vez, avalia que a situação coloca o governo em uma posição delicada. — Do ponto de vista das relações internacionais, o governo deve sempre defender a soberania, mas isso pode gerar uma má interpretação por parte do eleitor médio. Ele pode entender que o governo está usando da política externa para defender grupos criminosos. O que muda com a classificação de organização terrorista nos EUA: Permite ao governo americano adotar medidas legais, financeiras e operacionais específicas contra o grupo enquadrado. Autoriza bloqueio de ativos financeiros, proibição de transações e restrições migratórias contra integrantes ou associados. Torna crime, nos Estados Unidos, qualquer forma de apoio material ao grupo, incluindo dinheiro, treinamento, serviços ou fornecimento de equipamentos. Amplia o uso de instrumentos de inteligência e das capacidades operacionais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, inclusive em ações unilaterais, dependendo da forma de aplicação da legislação. Para receber essa designação, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o grupo precisa: Ser uma organização estrangeira; Estar envolvido em atividade terrorista, ou ter capacidade e intenção de praticá-la; Representar ameaça à segurança de cidadãos americanos ou aos interesses nacionais dos Estados Unidos. A designação também altera o tipo de legislação aplicada, substituindo o enquadramento de crime organizado transnacional por regras mais rígidas ligadas ao combate ao terrorismo.
10.03.2026 06:43 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Gregorio Duvivier faz nova temporada do sucesso 'O céu da língua' no Rio Uma das montagens mais comentadas de 2025, o monólogo "O céu da língua", de Gregorio Duvivier, volta ao Rio de Janeiro em abril. Após reunir mais de 170 mil pessoas em um ano e lotar o Theatro Municipal do Rio, a peça faz nova temporada no Teatro Casa Grande, no Leblon, entre 30 de abril e 17 de maio. Os ingressos partem de R$ 120 e já estão à venda na bilheteria e no site Eventim. Em cartaz: Edwin Luisi volta a encenar solo premiado sobre travesti alemã que resistiu ao nazismo e fala de relação com filho adotivo: 'é bom ter alguém comigo' Diva da moda: Rosamaria Murtinho interpreta Iris Apfel, ícone fashion até os 102 anos, e fala sobre etarismo: ‘Sinto na vida pessoal e no trabalho’ Em performance premiada no Prêmio Bibi Ferreira 2025, o ator e escritor parte de sua paixão pela poesia para refletir, com humor, sobre como ela está presente, mesmo que de maneira quase invisível, na linguagem cotidiana. Sob direção de Luciana Paes, que assina o texto com o ator, o espetáculo tem participação da designer Theodora Duvivier, que manipula projeções no palco, e do instrumentista Pedro Aune. O que: 'O céu da língua', com Gregorio Duvivier. Onde: Teatro Casa Grande, Leblon. Quando: 30 de abril a 17 de maio. Que horas: qui a sáb, às 19h e às 21h30. Dom, às 16h e às 18h30. Quanto: de R$ 120 (balcão 3) a R$ 160 (plateia). Classificação: 12 anos.
10.03.2026 06:20 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Após 'Dona de mim', Suely Franco assina contrato vitalício com a Globo Depois da grande atuação em “Dona de mim” como Rosa, Suely Franco, de 86 anos, assinou contrato vitalício com a Globo. Até então, a atriz só tinha vínculos por obra certa. Merecido demais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
10.03.2026 06:20 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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Karine Teles vive no teatro papel que foi de Jodie Foster em filme de Polanski Karine Teles vai viver papel interpretado por Jodie Foster nas telonas na peça "O deus da carnificina", que estreia no Teatro TotalEnergies, no Rio de Janeiro, em abril. O espetáculo é baseado na obra da dramaturga francesa Yasmina Reza, que ganhou, em 2011, adaptação para o cinema dirigida por Roman Polanski, e estrelada por Foster junto de Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly. Na montagem brasileira, com direção de Rodrigo Portella e tradução de Eloisa Araújo Ribeiro, o elenco é composto por Karine Teles, Thelmo Fernandes, Ângelo Paes Leme e Anna Sophia Folch. 'É bom ter alguém comigo': Edwin Luisi volta a encenar solo premiado sobre travesti alemã que resistiu ao nazismo e fala de relação com filho adotivo ‘Sinto na vida pessoal e no trabalho’: Rosamaria Murtinho interpreta Iris Apfel, ícone fashion até os 102 anos, e fala sobre etarismo Na trama, dois casais tentam resolver civilizadamente uma briga entre seus filhos, mas o encontro, que começa civilizado, em pouco tempo se transforma em um caos repleto de violência, egoísmo e infantilidade. Com temporada entre 23 de abril e 7 de junho, a peça tem ingressos a partir de R$ 50. As vendas abrem na tarde desta terça (10), via Ingresso.com. Serviço O que: peça "O deus da carnificina". Onde: Teatro TotalEnergies, Glória. Quando: de 23 de abril a 7 de junho. Que horas: qui a sáb, às 20h. Dom, às 17h. Quanto: às quintas, de R$ 50 (plateia lateral) a R$ 150 (plateia central; de sexta a domingo, R$ 150 (qualquer setor). Classificação: 14 anos.
10.03.2026 06:20 👍 1 🔁 0 💬 0 📌 0
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Classificação para fase de grupos da Libertadores é vista no Botafogo como divisor de águas para temporada Internamente, no Botafogo, a partida de hoje, às 21h30, contra o Barcelona de Guayaquil-EQU, tem sido vista como um divisor de águas para o 2026 do clube. Há a crença de que, se vencer e avançar para a fase de grupos da Libertadores, o alvinegro conseguirá construir uma boa temporada a partir do trabalho do técnico Martín Anselmi, que tem sido bem avaliado, e da entrada dos reforços já contratados, como Ferraresi, Medina e Júnior Santos. Por outro lado, há o entendimento de que, se a equipe perder, uma eliminação precoce na principal competição do calendário poderia colocar em risco o planejamento de todo o restante do ano. Após o 1 a 1 no jogo de ida, quem vencer avança; um empate leva a definição da vaga para os pênaltis. A situação de Neto exemplifica esse pensamento. Fora da relação há cinco partidas, o goleiro deve seguir como ausência da lista de relacionados por opção da comissão técnica e da diretoria. As partes conversaram com o atleta e explicaram que, após as falhas em sequência, o melhor a fazer era preservá-lo da exposição e das críticas da torcida enquanto o time caminhava com Léo Linck. A tendência é que, com a classificação para a fase de grupos, o goleiro retorne como opção no banco de reservas no clássico com o Flamengo, no sábado. Para tentar garantir a vaga, a tendência é que Anselmi repita a escalação que empatou com o Barcelona no Equador, na semana passada. Autor do gol em Guayaquil, Matheus Martins seguirá improvisado como centroavante. O técnico argentino aposta na mobilidade do camisa 11 para furar a possível retranca dos equatorianos, que, com perfil de elenco mais defensivo, devem ir a campo com uma linha de cinco defensores. Casa cheia e mosaico Além disso, Anselmi terá os retornos do volante Allan, recuperado de uma lesão no músculo adutor da coxa, e do atacante Artur, desfalque nas duas últimas partidas por um desconforto muscular. Ambos os atletas iniciarão o confronto como opção no banco de reservas. — É difícil saber como eles virão. Eles estudam a gente e sabem que jogar aqui é diferente. É importante fazer um bom jogo e fazer o que o Anselmi pede. O Barcelona vai sentir a diferença de jogar aqui dentro. O segundo tempo no Equador foi muito melhor do que o primeiro, e nós estamos mais preparados ainda para jogar dentro de casa — disse o lateral-direito Vitinho. A expectativa é de que o Nilton Santos tenha bom público para a decisão de amanhã. Até a noite de ontem, foram vendidos mais de 30 mil ingressos de maneira antecipada. Devido à alta procura, a diretoria alvinegra voltou a liberar o setor Norte, que permaneceu fechado neste início de temporada. Além disso, torcedores alvinegros prepararam um mosaico em dupla face para a festa na hora em que os jogadores alvinegros entrarem em campo.
10.03.2026 06:20 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Transmissão do Oscar no Estação terá concurso de sósias de Wagner Moura Um concurso de sósias de Wagner Moura, indicado à estatueta de melhor ator, abre a programação da transmissão do Oscar no Estação Net Rio neste domingo (15). O cinema vai exibir ao vivo e gratuitamente a cerimônia da premiação, que começa às 20h. Indicados ao Oscar 2026: Veja lista completa e as categorias de 'O Agente Secreto' Cinema: UCI Day Oscar exibe 'O agente secreto', 'Pecadores' e mais indicados a R$ 15 Open Air Brasil no Rio de Janeiro: veja a programação completa da mostra de cinema ao ar livre O esquenta começa às 15h, no saguão do cinema, e deve reunir fãs dispostos a encarnar o ator baiano, indicado ao Oscar de melhor ator por O agente secreto. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho disputa as estatuetas ainda melhor filme, melhor filme internacional e melhor elenco, em uma edição histórica para o Brasil, que soma cinco indicações. O diretor de fotografia Adolpho Veloso também concorre por seu trabalho em Sonhos de trem. Transmissão do Oscar 2025 no Estação Net atraiu torcedores de 'Ainda estou aqui' Divulgação Depois do concurso, a programação continua com clima de esquenta para a premiação. Às 18h30 começa a transmissão do tapete vermelho, acompanhada de quizzes com brindes e um bolão de apostas sobre os vencedores da noite, que pode ser preenchido até meia hora antes da cerimônia. Quem quiser assistir à entrega das estatuetas nas salas do cinema deve ficar atento: a entrada é gratuita, mas depende de senha. Elas serão distribuídas a partir das 18h, e as salas serão liberadas às 20h. Além das cinco salas de exibição, o saguão também terá transmissão em uma tela de LED, para quem preferir acompanhar a festa fora das poltronas. Transmissão do Oscar 2026 Onde? Cinema Estação Net Rio. Voluntários da Pátria 35, Botafogo. Quando? Dom (15), a partir das 15h. Transmissão às 18h30. Quanto? Grátis, com distribuição de senha a partir de 18h. Sujeito a lotação.
10.03.2026 05:21 👍 2 🔁 0 💬 0 📌 0
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'Sonhos de trem', com indicação de brasileiro ao Oscar, mostra mundo em constante transformação; leia crítica "Sonhos de Trem" ("Train Dreams" no original), fora tímidas exibições em cinemas nos EUA, passou batido para a Netflix. Na direção, Clint Benley, também co-roteirsta com Greg Kwedar, a partir de livro de Denis Johnson. E o fenômeno aconteceu: quatro indicações ao Oscar – melhor filme, roteiro adaptado, canção original (Nick Cave) e fotografia do paulistano Adolpho Veloso, primeiro brasileiro indicado ao Oscar na categoria (Cesar Charlone, indicado por "Cidade de Deus", é uruguaio). 'Pecadores': com recorde histórico de indicações ao Oscar, pode consagrar o terror, patinho feio entre os gêneros cinematográficos Oscar 2026: Onde assistir aos dez longas indicados na categoria de melhor filme Tudo começa em 1917. Uma narração em off situa , no tom exato, a trajetória de Robert (o ator australiano Joel Edgerton), um quase Zé Ninguém, órfão desde sempre, que sobrevive como madeireiro na construção de estradas de ferro em cenários deslumbrantes, mas já ameaçados pela ação dos homens. Em ambiente masculino, esse personagem introvertido pela própria natureza, estabelece trocas eventuais com parceiros. A violência se faz presente – com perseguição e morte de imigrantes chineses e negros. O encontro com a doce e solidária Gladys (Felicity Jones) oferece finalmente um sentido de vida a Robert. A química do casal é admirável. Vida que segue com amor em uma cabana, e a chegada da filha. A felicidade doméstica, no entanto, é entrecortada por longas viagens de trabalho. O provedor do lar sofre com a distância, até a eclosão de uma tragédia irreversível. A alternância de cenários deslumbrantes, com tomadas de tirar o fôlego, e o calor de ambientes domésticos iluminados à luz de velas, constituem um mundo em constante transformação. O encontro com uma calorosa agente florestal poderia mudar o percurso de Robert, mas o passado o imobiliza através de visões ou quem sabe, alucinações. Finalmente, surge a possibilidade de uma longa viagem de trem, rumo ao futuro, que exibe, pela TV, o homem no espaço. A bordo de um biplano, entre acrobacias e voltas no ar, Robert, em pura epifania revê sua vida. Pela primeira vez, segundo o narrador, o personagem próximo dos 80 anos, se sentiu “conectado a tudo”. E sorri.
10.03.2026 05:21 👍 3 🔁 0 💬 0 📌 0
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Alta do petróleo por causa da Guerra no Irã preocupa governo, que teme impacto na inflação em ano eleitoral A instabilidade no preço internacional do petróleo, efeito colateral da guerra no Oriente Médio, tem preocupado o governo Lula, que monitora a alta da commodity energética e teme fortes subidas, que pressionariam a inflação no Brasil em ano eleitoral. Gasolina, diesel e querosene de aviação: combustíveis sobem à medida que a guerra no Irã estrangula o fornecimento Saiba mais: Defasagem do preço do diesel chega a 85% e da gasolina a 49%, com disparada do petróleo Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou a recente escalada dos preços do barril de petróleo e a guerra. Durante a visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ao Brasil, Lula disse que conflitos armados no Oriente Médio “produzem efeitos sobre as cadeias de energia e alimentos”, o que pune os mais vulneráveis. — O preço do petróleo está subindo muito e deve subir em todos os países do mundo — afirmou Lula em seu discurso. De fato, a cotação do barril brent chegou aos US$ 120 na noite do último domingo (ante US$ 72,48 em 27 de fevereiro, véspera do início da guerra) e tem oscilado em meio ao conflito armado desencadeado em 28 de fevereiro com a operação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, país que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Nesta segunda-feira, o barril iniciou o dia cotado em US$ 108,25 e fechou o dia em US$ 90,33. Em resposta aos ataques militares dos EUA e de Israel, o regime iraniano tem bloqueado o transporte no Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o escoamento de commodities e bens na região. Pelo local, passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Com o bloqueio, a produção do Iraque, outro grande exportador de petróleo, já caiu 70%, de 4,3 milhões de barris diários para 1,3 milhão, segundo agências internacionais. No Brasil, a Petrobras não repassa toda a volatilidade do preço internacional ao consumidor, mas há entre aliados do governo o receio de que, ante uma eventual subida consistente nos preços do petróleo, a estatal precise reajustar os preços, o que pressionaria a inflação no país. Tudo vai depender da evolução do conflito nas próximas semanas, afirma um aliado de Lula. Como O GLOBO noticiou, levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), considerando a abertura do mercado de segunda-feira em relação ao fechamento de sexta-feira, mostra defasagem de 85% nos preços do diesel e de 49% nos da gasolina praticados pela Petrobras, em comparação com os praticados no mercado internacional.
10.03.2026 04:14 👍 0 🔁 0 💬 0 📌 0
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Guerra prolongada será nociva para economia brasileira O prolongamento da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã se fará sentir na economia brasileira. A principal dúvida diz respeito a quanto tempo durará a alta no petróleo. Com a batalha no Estreito de Ormuz, os preços encostaram em US$ 120 o barril, mas voltaram para a casa dos US$ 90 após Donald Trump declarar que “a guerra está praticamente concluída” e garantir que Ormuz está aberto — depois ele se desdisse, negando que o fim da guerra seja iminente. Quanto mais o conflito se estender, maior será a pressão. O Catar informou que, caso produtores do Golfo Pérsico sejam forçados a parar de produzir, o petróleo chegaria perto de US$ 150. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
10.03.2026 03:42 👍 1 🔁 1 💬 2 📌 0
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Redução artificial de juros do consignado é medida eleitoreira Em pleno ano eleitoral, diante de pesquisas de opinião que têm frustrado o Palácio do Planalto, o governo Luiz Inácio Lula da Silva prepara mais uma medida populista. A ideia agora é reduzir juros dos empréstimos consignados aos contratados pelo setor privado e aposentados do INSS. A medida se junta a outros projetos de cunho nitidamente eleitoreiro que o governo tem, como ampliação do acesso ao programa minha Minha Casa, Minha Vida, distribuição de botijões de gás, isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e tentar acabar com a escala de trabalho 6x1. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
10.03.2026 03:33 👍 0 🔁 0 💬 1 📌 1
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A corrupção volta de forma nova e intensa com a quebra do Master No momento, estamos imersos num escândalo. Nem sequer temos tempo de pensar noutros temas que pedem passagem. Como a defesa nacional, diante de um mundo dominado pela força bruta. Ou mesmo as mudanças no universo do trabalho, ditadas pela ascensão da inteligência artificial. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
10.03.2026 03:24 👍 0 🔁 0 💬 1 📌 0