- Eu nego o planeta Terra!
- Eu nego o planeta Terra!
Eu amo esse rolê.
A menina é ótima, né? Eu tb curti horrores.
Hahahahahaa ele é perfeito.
Eu acho que o filme brilha quando traz o humor e o absurdo, mas tem umas coisas ali que eu fiquei só não muito bro coded demais pra mim.
Agora, eu AMEI o Del Toro nesse filme. Inclusive só persisti porque queria ver todas as cenas do Sensei Sergio St. Carlos, a pessoa mais zen dessa cinematografia americana.
Ocean waves. Ocean waves.
Assisti o One Battle after Another. Eu cheguei num ponto da minha vida em que eu admiti pra mim mesma que eu não curto o Paul Thomas Anderson, e ok, segue o barco - eu gosto muito de Magnólia e é isso aí. Não consigo vibrar com a galera nessa.
Queria ver a Emmerald Fennell filmar essa versão! 👀
A magia são os pneumotórax(es?) que fazemos pelo caminho.
Sdds.
Às vezes, os desconhecidos mais do que os amigos expectativas irrealistas. As pessoas escreveram com estima, dei-xando os números de telefone, para o caso de eu querer falar, al-gumas afirmando até que eu precisava da amizade delas naquela situação difícil. Aos que me deram o número de telefone e decla-raram que queriam falar comigo sobre a minha vida: foi simpáti-co da vossa parte, mas uma amizade exige anos de desenvolvi-mento, além de profunda compreensão mútua, e a prioridade de uma mãe enlutada não é começar uma amizade nova. (O meu ma-rido, tão lógico como o James, também comentou que essas ofer-tas se deviam ao facto de eu ser uma figura pública. Sem dúvida, há pessoas em situações piores do que a minha que não recebem propostas tão zelosas de desconhecidos.) Ao pai que escreveu a oferecer-se para levar a filha a minha casa, para tocar bela música no seu violino: foi uma ideia simpáti-ca; só não percebi a razão de ter dedicado grande parte dessa lon-ga mensagem a louvar as conquistas musicais e académicas da filha. Sou uma mãe enlutada que por acaso dá aulas numa univer-sidade de elite; não trabalho no departamento de candidaturas. Para o escritor que não conheço: foi lisonjeiro que tenha escri-to a dizer que queria dedicar-me um livro (eu teria recusado), mas não achei bem que me tivesse enviado o manuscrito na ín-tegra, e considerei indescritível pedir-me para o ajudar a arranjar uma editora. Para um conhecido por quem antes sentia estima: não foi boa ideia enviar-me o manuscrito de um colega para, nas suas palav-ras, me ajudar a distrair da tristeza; foi um bocadinho abusivo que, por acaso, o colega também andasse à procura de uma edito-ra e que o senhor tivesse prometido a minha ajuda, apesar de eu ter acabado de perder um filho.
A falta de noção alheia, meu deus. Amplificada quando é com uma pessoa pública e influente.
Acho que todas as pessoas à tua volta te querem ajudar. Para isso, têm de pensar no que seria útil para elas se esti-vessem na mesma situação que tu. Em quase toda a gente (pelo menos, nas suas especulações), a reação emocional chegaria primeiro uma irrupção explosiva e avassalado-ra de dor, vontade de arrancar os cabelos, autorrecrimina-ção, seguida de uma reflexão mais racional e intelectual, depois de a tempestade acalmar. O facto de ires diretamen-te para o teu lado intelectual confunde as pessoas; tão pou-cas conseguem fazer o mesmo, que não acreditam que tu sejas capaz; sentem que deves estar a ignorar ou a reprimir a reação que elas têm a certeza que teriam. Isto também quer dizer que não te podem dar o apoio que gostariam de receber, se estivessem no teu lugar: não podem limpar-te as lágrimas, abraçar-te enquanto choras; de certo modo, sentem-se excluídas. Daí a solidão do teu luto: não só estás a fazer o luto, como também as pessoas não compreendem bem, ou interpretam mal, a forma que o teu sofrimento as-sume e as tuas abordagens. Fiquei surpreendida com esta descrição. Entretanto, a sensa-ção de solidão extrema passou. Filosofar é solitário, mas também implica aprender a ultrapas-sar algumas emoções, incluindo esta solidão passageira, e dizer: não passam de pedrinhas que não devem, nem podem, parar-me.
es 10 cada palavra, embora tal- vez o meu respeito por ela fosse igual ao dela por mim: todos vi-vemos histórias que não podem ser totalmente contadas; muito poucas pessoas no mundo merecem as nossas lágrimas. Quando o Tom me visitou pela segunda vez, falou do período que passara num hospital psiquiátrico em Nova Iorque, pouco tempo antes. «Ali, ao dobrar da esquina, adivinha quem descia o corredor? A Joan Didion. Bem, pensei com os meus botões, se nem mesmo ela aprendeu ainda a lidar com a vida, quantos de nós terão alguma hipótese?>>> Reli recentemente O ano do pensamento mágico e fiz as con-tas. O Tom cruzou-se com a Joan Didion poucos anos depois da publicação deste livro transcendente. Escrever, proporcionando um refúgio fugaz, é quase uma salvação, nada mais. Quem, entre nós, tem alguma hipótese no fundo do abismo? E quem, entre os escritores que adoro, descreveu o abismo exatamente como na experiência que tenho dele? Não há abismos partilhados; cada um tem de habitar sozinho o abismo que lhe cabe.
Ainda sobre esse livro. Pensando muitos pensamentos e vivendo uma identificação absurda com a autora. Domingo.
Nossa, é o que falta para mim dos estrangeiros também. Confesso que estou postergando justamente porque sei que vou me acabar de angústia.
* sim, eu sei que Foi Apenas um Acidente ganhou Cannes, mas estou super atrasada, vi pouco cinema ano passado.
Caras, acabei de assistir Foi apenas um acidente. Que filme. Pra mim é o único até agora dessa baciada do Oscar* que consegue competir com O agente secreto. youtu.be/txz5G7O09SI?...
Pintinho: "Pra vc, qual é a pior parte de ser mulher?" Mãe galinha: "Hm" Pintinho: "A dor do parto, a discriminação no mercado de trabalho, a obrigação de estar sempre bem...?" Mãe:" acho que é a paciência" Pintinho: "quê?" Mãe: "tem.que.ter.muita.paciencia."
Todo dia 8M eu posto essa mesma tirinha e ela ta sempre atual
Lembrei da Fran Lebowitz
youtu.be/WT3SdN0YVx8?...
O filme não é ruim, mas eu achei bem meh das ideias (que eu acho que era o ponto mesmo). Mas assim ah meu Deus que diretor visionário? Mereceu levar chapiscada de brasileiro sim.
Do outro: europeus brancos indo fazer merda e sendo colonialistas para um caralho até quando acham que tão sendo super contracultura. 🤷♀️
O contraste entre essas duas narrativas (impossível pra mim não justapor) é absurdo: de um lado um romance que pega fábula e cultura, o substrato interessante que vem de fora e canibalização que só quem é da margem conhece para transformar em algo único, novo e antigo ao mesmo antigo. +
O filme também se passa numa rave, também num deserto. Pai e filho espanhóis vão procurar pela filha desaparecida numa rave no Saara Ocidental, território que vive há anos em treta com o Marrocos (mas o governo marroquino colocou dinheiro no filme, então chamam apenas de "O deserto").
Uma coincidência temática que não estava prevista: na semana em que eu terminei de ler Xamãs elétricos na festa do sol, um romance espantoso da Ojeda, com uma rave no meio do Inti Raymi no deserto andino, tb assisti Sirāt, de Oliver Laxe, que está concorrendo ao Oscar de melhor filme estrangeiro +
Né, eu se fosse uma Casa de Ópera não ia querer aqueles cinco quilos de patinho na minha porta.
Com aquela skin? Não tenho dúvidas de que o moleque teria feito a trend do vaga jesus com paróquia inteirinha.
Eita ferro amiga. 👀👀👀👀👀
Vou colocar no meu radar. 🩵
Não li mas já quero! Amo a Cristina! Amo a Tawada também.
Né.
Pesado, mas olha, que mulher.
Tudo na natureza apenas continua - Yiyun Li - trad. Alda Rodrigues (pt-pt)
É sim! Eu adorei. Bem teórico também.